O que esperar do Paulistão?

(Aquele trágico jogo contra a Penapolense. Reprodução otempo.com.br)
A pergunta do título é quase sempre respondida da mesma forma: um time que vá brigar lá em cima. Com exceção da última temporada, em que vinhamos de um 2013 traumático, nas últimas temporadas o São Paulo FC tem sempre se postulado como um concorrente ao título do Campeonato Paulista. Mas a verdade é que o time não conquista o torneio regional desde 2005, tendo o maior jejum dentre os grandes times do estado. Algo que é perfeitamente "aceitável", haja vista que quase sempre nessa década, o time focava suas atenções na Libertadores durante o primeiro semestre, mas o problema são o jeito que as eliminações têm vindo, quase sempre por um time pequeno ou em algum clássico, onde o time não consegue desempenhar o seu futebol.

Analisando o Grupo A, temos o atual campeão Ituano como maior concorrente à vaga. Além dele, também temos o Mogi Mirim, o Red Bull (e não RB) Brasil e o São Bernardo. Um grupo com adversários com um certo nome no cenário paulista, o que poderia nos preocupar de certa forma, mas o regulamento da "gloriosa", "genial" e todas os outros adjetivos que cabem entre parenteses, Federação Paulista de Futebol adotou um regulamento em que os times do grupo não se enfrentarão. Brilhante!

Sendo assim, o time terá que secar os adversários em todas as rodadas e não poderá tirar pontos diretos. Genial, não? Enfim, o que nos resta é olhar o calendário. O primeiro adversário da competição será a Penapolense em Penápolis, que aparentemente não representaria muito perigo, mas se trata justamente do time que nos eliminou na edição de 2014 do torneio. Em seguida, temos duas partidas seguidas "em casa", já que ocorrerão no Pacaembu, contra Capivariano e XV de Piracicaba.

E o primeiro clássico do ano acontece no dia 11 de fevereiro, contra o Santos na Vila Belmiro. O time deles sofreu muitas perdas, mas é mais forte do que parece e pode complicar a nossa vida, considerando que a nossa frágil defesa deve enfrentar Lucas Lima, Robinho, Geuvânio e Thiago Ribeiro ou Ricardo Oliveira. Onze dias depois, provavelmente a primeira partida no Morumbi em casa, contra o Audax. No mesmo estádio, no dia 8 de março, outro clássico, contra o Corinthians, que manteve a base do ano passado e trouxe Tite de volta para o comando. Vale lembrar que provavelmente os nossos rivais devem estar focados na Libertadores - cujo o grupo também reserva duas partidas contra o Tricolor - e deve poupar alguns jogadores.

No dia 15, mais um duelo contra time de Série A, agora contra a Ponte Preta em Campinas, onde o São Paulo também tem que vencer. Dez dias depois, outro clássico, contra o reforçado Palmeiras no Allianz Parque. Teoricamente, os nossos vizinhos de CT tem tudo pra ser um dos melhores times da competição, haja vista que contratou muito bem - nomes como Arouca, Zé Roberto, Dudu e Lucas são de qualidade - e trouxe um ótimo (para os padrões nacionais) Oswaldo de Oliveira. Promessa de grande jogo, especialmente considerando a rivalidade que aumentou ainda mais nos episódios envolvendo as últimas negociações em que os dois clubes participaram.

E no dia 8 de abril, a participação na fase inicial do Tricolor se encerra em casa contra a Portuguesa, que outrora teve grandes times mas hoje convive com uma realidade bem diferente após acabar a última série B na lanterna da competição com um pífio aproveitamento. A não ser que haja algum desastre no Morumbi, os três pontos devem ser garantidos, mesmo que provavelmente o time já esteja classificado ao entrar em campo.

O grupo é chato, mas como os adversários são outros, as chances de se classificar são grandes. Mas no mata-mata é que o time tem caído recentemente então é sempre bom não subestimar os adversários que virão pela frente, afinal pra quem não se esqueceu, nos últimos anos o Tricolor foi eliminado em diferentes competições para times como Ponte Preta, Bragantino e Penapolense. Mas há um jeito de não se abalar com uma futura eliminação, basta apenas trazer a Libertadores.

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Autor: Allan Jones

Projeto de hipster que vive negando o rótulo. Viciado em música boa e em esportes de qualidade. Atleti desde 2008 (chupem modinhas), Chelsea, 49ers, Celtics e claro, o São Paulo, o que interessa no final das contas. Escritor do C11 e do Britfoot.
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