Hoje falaremos do crescimento do esporte mais popular do mundo na terra do Tio Sam. Cada vez mais, o futebol tem se popularizado em New York, Los Angeles, Chicago... Cidades que conhecíamos pelos times, ou franquias, presentes no basquete (NBA), beisebol (MLB) ou futebol americano (NFL).
Uma série que começo na minha coluna, falando sobre como começou, desenvolveu e os dias atuais do futebol norte americano. Além de algumas curiosidades.
Com o sucesso estrondoso da última Copa do Mundo, podemos perceber que o futebol está também tornando-se um esporte popular nos EUA. Está atraindo público, investimento, jogadores renomados e o interesse dos fãs futebolísticos que veem na Major League Soccer (MLS), uma liga nacional alternativa que possui muito potencial para transformar-se numa das mais fortes ligas do mundo.
Claro que não chegará a ser uma Premier League, ou um Campeonato Espanhol, mas uma coisa é fato e concordaremos: o que os americanos colocam a mão, fazem de forma eficiente e exemplar.
Pois então surge a pergunta: como iniciou o futebol nos States?
A primeira liga nacional foi a NASL (North American Soccer League), que foi disputada entre 1968 até 1984. Destaque maior para o New York Cosmos, que contratou craques como Pelé, Carlos Alberto Torres e o alemão Franz Beckenbauer; além de conquistar seis títulos nesse período.
Muito embora os Cosmos enchessem os estádios e ocupassem espaço com transmissões na TV sendo uma atração à parte, após uma recessão econômica no país e novos donos que não entendiam bulhufas de futebol, o torneio entrou em crise no começo da década de 1980, até ser extinguido por ter apenas dois times aptos a continuar em 1985, já que a compra de jogadores estrangeiros fazia com que a maior parte da renda dos clubes era gasta com altos salários.
Além dos três craques citados acima, jogaram nos EUA nessa época:
Gerd Müller, Gordon Banks e Teófilo Cubillas (Fort Lauderale Strikers)
George Best, Johan Cruyff (Los Angeles Aztecs)
Eusébio (Rhode Island Oceaneers / Boston Minutemen)
Hugo Sánchez (San Diego Sockers)
Após o término da liga nacional na década de 1980, na seguinte tudo voltaria e o soccer teria a chance de ficar ainda mais popular. Afinal de contas, a Copa do Mundo de 1994 seria sediada nos Estados Unidos, porém a população não estava muito empolgada com o novo evento no país, com os jornais destacando mais as finais da liga de basquete.
Dois anos depois seria criada a Major League Soccer, atual liga nacional dos EUA, que teve como seu primeiro astro, o colombiano Valderrama, atuando pelo Tampa Bay Mutiny. Atualmente as perspectivas são de mais craques desfilando por lá, sem esquecer que nesses 18 anos houve melhoras significativas, tanto dentro, quanto fora de campo.
Mas por que o futebol nunca foi o esporte favorito dos americanos?
Com os altos pontos do basquete e as emoções do beisebol e do futebol americano, o futebol era visto como um excelente programa para deitar no sofá e relaxar, cochilar... sempre foi enxergado como um esporte chato, modorrento, sem emoção.
Segundo a consultoria Scarborough Research, o futebol foi o esporte que mais cresceu sua base de torcedores no país nos últimos anos. Gradativamente, a frequência de adeptos nos estádios cresceu e, hoje, tem uma média superior ao Campeonato Brasileiro.
Atualmente, cerca de 70 milhões de americanos se declaram fãs, um aumento de 44% desde 2006. O motivo? A grande quantidade de hispânicos, que por tradição, são fanáticos por futebol e que somam mais de 50 milhões de habitantes. Na década de 1990, eram 22 milhões.
Os torcedores vieram aos estádios, os investimentos cresceram e os jogadores chegaram. Em 2007, o astro inglês David Beckham assinou com o Los Angeles Galaxy, que trouxe uma imediata exposição internacional para o time e, consequentemente, para a MLS.
O “folclore” da contratação de Beckham ocasionou a “Regra de Beckham”, que foi a verdadeira responsável pela ida do inglês para o futebol estadunidense. A lei do jogador designado, permite que as equipes possuam em seus plantéis, um jogador com um salário superior ao teto salarial da MLS, obrigatório a todas as equipes.
Essa regra também beneficiou outras equipes, como o New York Red Bulls, que contratou o francês Thierry Henry.
Resultado? O futebol tornou-se um negócio interessante e relevante. No ano passado, o anúncio das empresas em anúncios das transmissões foi de 378 milhões de dólares durante toda a temporada. Comparado com a NBA, que captou 929 milhões, o valor torna-se obsoleto, mas a tendência é que o valor dobre até o fim desta década.
Em paralelo, os direitos de transmissão dispararam. A rede de televisão FOX pagou 475 milhões de dólares para transmitir a próxima temporada, quase cinco vezes mais do desembolsado para essa temporada.
Para terminar essa primeira parte de textos especiais sobre o futebol nos Estados Unidos, a pergunta que não quer calar: por que diabos o futebol se chama SOCCER naquelas terras?
Com o “football” sendo o futebol americano, o nosso futebol passou a chamar-se SOCCER por conta da “Football Association”, a federação inglesa de futebol. No início, era chamado de esporte padronizado pela Football Association. Logo, o nome do esporte bretão foi abreviado para Association, depois apenas assoc, até chegar à forma usada hoje, com o sufixo “er”, ou seja, soccer.
E então? O que achou do primeiro texto da série “Yes, we love soccer”? Curta, comente, compartilhe. Aqui é C11, meu filho!
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