Flu Retrô #02 - Copa do Brasil e Sul-Americana: o auge do ano vexatório

Quando eliminado pelo América-RN, Wagner não acreditou. Chegou a perguntar se a partida iria para os pênaltis (Foto: Alexandre Cassiano/O Globo)

Os torneios de mata-mata foram, cá pra nós, vergonhosos para o Fluminense. Já na primeira partida da Copa do Brasil, ainda comandado por Renato Gaúcho, o Tricolor jogou muito mal, e foi derrotado pelo Horizonte, do Ceará. Para ter uma ideia, a folha salarial da equipe cearense era, na época, 60 vezes menor que a do clube das Laranjeiras. Isso mesmo, sessenta.

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O time se recuperou por um tempo. Renato saiu, e Cristóvão Borges chegou para comandar a equipe tricolor. Sua estreia foi justamente no jogo de volta contra o Horizonte. O Fluminense, dentro e fora de campo passava por um momento conturbado. Acabava de ser eliminado pelo Vasco no Carioca e Fred, a maior estrela do time, não rendia o esperado. 

Alguns torcedores protestaram. Foram às Laranjeiras manifestar sua indignação com as fracas atuações da equipe, e também cobrar mais vontade do camisa 9. O jogador era acusado de estar se poupando para a Copa - sendo que na verdade, ele se poupou durante a Copa. Fred "bateu de frente" com estes torcedores. Se defendeu pela página do Facebook (!!!), generalizou e acabou gerando uma confusão maior ainda. Até hoje, muitos dos torcedores organizados que não estavam envolvidos, se sentem ofendidos pelo atacante. Mas não é disso que queremos falar agora. Quem nos conta e opina sobre o desempenho do Tricolor das Laranjeiras nos torneios de mata-mata, a partir de agora, é Clayton Mello

As participações do Fluminense na Copa do Brasil e na Sul-Americana foram curtas e vexatórias. Talvez, os grandes símbolos de humilhação no ano. 

A estreia diante do Horizonte-CE foi um incrível baile da equipe cearense: 3 a 1. Na volta, quando Cristóvão Borges assumiu, uma obrigatória goleada, que evitou temporariamente a eliminação precoce. Na segunda fase, o Tupi-MG e a classificação antecipada com o início de uma ilusão. Fora de casa, o Flu fez 3 a 0, evitando o jogo de volta, no Rio. A equipe estava no começo do comando de Cristóvão e apresentava um futebol sólido e convincente. Inclusive, foi assim que na terceira fase goleamos o América-RN, fora de casa. Classificação selada, nada poderia tirar o Fluminense da próxima fase do torneio. Não, pera...
Foto: Marcelo Theobald/Agência O Globo

Time titular, vantagem larga e uma quarta-feira de futebol como qualquer outra no Brasil. Era o dia de dar mais um tapa na equipe de Natal e aguardar o Atlético-PR nas oitavas. Não foi o dia. Não o dia de dar um tapa, mas foi o dia de levar um tapa. Aliás, mais do que um tapa, um espancamento. De forma inacreditável, o Flu, que vencia o jogo por 2 a 1, levou a virada e conseguiu perder por 5 a 2, no Maracanã. Cristóvão pede desculpas até hoje, mas não consegue explicar o que aconteceu. Fluminense eliminado da Copa do Brasil.

Por "sorte", nos restou uma vaga na Sul-Americana, onde enfrentamos o Goiás na fase brasileira. E adivinhem? Sim. Assim como em 2013, pela copa nacional, o Flu venceu a partida de ida e sucumbiu em Goiânia. Nas duas vezes, com um futebol patético e mesquinho. Neste caso, a humilhação foi mais por conta da falta de respeito com nossa camisa do que um placar largo, coisa que não aconteceu. Na partida de ida, vencemos por um placar magro no Rio, tomamos gol nos acréscimos do segundo tempo. Na volta, uma simples derrota por 1 a 0 eliminou o Tricolor do torneio internacional.
Tá pra nascer time mais bipolar que esse

Tecnicamente falando, a participação do Fluminense na Copa do Brasil não foi ruim. O grande problema foi UMA péssima atuação. Aliás, uma catastrófica atuação. Nossa equipe vinha se destacando entre as melhores no país e era comparada de forma exagerada com a Alemanha. Naquela noite contra o América, fomos o Brasil, certamente. 

Já na Sul-Americana, a participação foi bem curta e nada convincente. Não podemos dizer que faltou sorte, faltou vontade. Fred, no aeroporto, em Goiânia, disse que seria muito difícil jogar por causa do desgaste físico. Anunciou um dia antes da partida que o time andaria em campo. Fanfarrão como sempre, líder de araque.

O sonho de ir à Libertadores, novamente, morreu de forma rápida nos torneios de mata-mata. Arrancaram do torcedor tricolor, na verdade. E ao final da temporada, declarações do tipo: "Fizemos muito na temporada, não estamos frustrados". 

Gol do América de Natal.

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Autor: Unknown

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