Agora não tem mais choro: o campeonato acabou de vez, catarinense de novo só em 2016 (se é que vai ter).
A despedida da competição não foi aquela que sonhamos durante a primeira fase, pois acreditávamos piamente que pelo futebol apresentado estaríamos na final derradeira, porém na outra competição que foi esse hexagonal erramos demais e pagamos o preço, ficando com a terceira colocação e com o prêmio de consolação que é a vaga para a Copa BR 2016.
Em um domingo nublado e com pouca torcida no estádio, a Chapecoense foi a campo com a missão de pelo menos encerrar a competição com uma vitória.
O que se viu em campo ainda está longe de ser aquela Chapecoense que vimos jogar na primeira fase e que Eutrópio terá muito trabalho nesses dias que antecederão o próximo jogo (Copa BR e Brasileirão) para resgatar aquele futebol criativo e vencedor apresentado no começo da competição.
Apesar dos pesares vencemos, com um gol duvidoso de Wiliam Barbio, ao melhor estilo "gol de pelada", mas validado pela arbitragem e é o que importa. Criamos algumas boas oportunidades de gol, mas que não se confirmaram talvez por falta de um pouco mais de calma por parte de nossos jogadores de ataque.
Além do bom futebol, é preciso que se recupere também a motivação destes atletas para com as competições e o clube, que seja incutido nestes aquele espírito de luta, de garra e de raça que é típico da Chapecoense.
Será preciso recuperar a confiança entre ambas as partes, pois às vezes parece que ninguém quer ter sintonia com ninguém: torcida para com os jogadores e vice-versa.
No jogo de ontem os 2.500 torcedores que foram ao Índio Condá, fizeram de tudo: silêncio, vaias, comemoração de gol e na minha opinião não é vaiando que se mexe com os brios de um jogador, isso só coloca mais "pilha" e faz com que ele erre ainda mais dentro de campo.
Para o restante do ano, serão necessárias duas mudanças de postura: da torcida para com o time e do time para com a torcida, sendo preciso resgatar a simbiose entre ambos. Ninguém quer a derrota, seja torcedor ou jogador, todos queremos a vitória, mas para se chegar até ela é preciso confiança, reciprocidade e apoio incondicional, caso contrário estaremos fadados ao fracasso.
Ao final da partida ouvi a entrevista emocionada de Rafael Lima, o qual fez o mea culpa pela nossa eliminação do catarinense, mas que não apaga a história deste jogador dentro do clube.
Agora que venham as demais competições do calendário e que todos nós esqueçamos este Catarinense e pensemos mais no clube e na sua permanência na elite do futebol nacional, afinal de contas é o que todos queremos, certo?
Que o Espírito de Condá esteja conosco!
Foto: Chapemultimídia
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Alma Chapecoense
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