Copa do Brasil e seu discutível regulamento


Olá, ceonzeiros! Vai começar o segundo maior torneio de clubes do Brasil, o mais democrático, antes dito como caminho mais curto para a Libertadores que, indubitavelmente, viveu sua edição mais épica em 2014, com viradas sensacionais e inesquecíveis.

A Copa do Brasil chega com algumas novidades, um regulamento bastante discutível e prometendo ainda mais emoção do que a última edição. Assim como nas últimas temporadas, os times da Taça Libertadores da América entram nas oitavas de final, além do atual campeão (Atlético-MG) ter a chance de defender o título, tal qual fizeram Palmeiras e Flamengo.

Comecemos falando desse regulamento insano, que confunde mais do que as canções do Nando Reis:

Nas duas primeiras fases, segue a regra de vitória por dois ou mais gols fora de casa eliminar o jogo de volta. Até a terceira fase, os times de melhor colocação do Campeonato Brasileiro que houver sido eliminado, terá direito a uma vaga na Copa Sul-Americana deste ano, tal qual aconteceu com São Paulo, Internacional, Fluminense, Vitória, Goiás... que ganharam um prêmio de consolação após inesperadas eliminações na Copa do Brasil do último ano.

Caso o número de vagas ainda não for preenchido, os times rebaixados para a Série B e promovidos para a Série A podem herdar uma vaga na competição sul-americana do segundo semestre.

Os principais clubes que estão fora da Libertadores. Ao centro, o atual campeão Atlético MG representado por Victor

Ao todo, são 81 clubes que disputarão essa edição, de onde sobram 10 e que se juntam aos 5 times que disputam a Libertadores (Atlético MG, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians e Internacional), mais o Fluminense, por ter sido o melhor colocado no Campeonato Brasileiro, fora os cinco acima.

Com a definição dos 71 representantes das federações estaduais e dos 6 clubes que entrarão nas oitavas de final, são apurados 10 times segundo o Ranking da CBF. São eles:

Botafogo, Vitória, Ponte Preta, ABC, Portuguesa, Criciúma, Avaí, Paraná, Bragantino e ASA/AL. Lembrando que esses times são escolhidos por não terem conseguido a vaga via-Estado, ou via-Brasileirão, utilizando a posição no ranking para disputar a Copa do Brasil.

Competição que inclusive já está em andamento, com a fase preliminar disputada entre Real Noroeste (ES) e Atlético-AC, com a partida de ida disputada na Arena da Floresta, com triunfo do time capixaba por 1-0. Quem vencer, enfrenta o Criciúma.

Será que teremos mais zebras nesta edição?

Particularmente, gosto muito da Copa do Brasil. Uma competição democrática, com bastante emoção e que sempre tem umas zebras, que dão um tempero especial. Fala-se muito do inchaço da competição e do excesso de times desqualificados tecnicamente, porém por ser o principal torneio mata-mata do país, uso as principais copas europeias por exemplo, onde em alguns casos, o número de times ultrapassa o brasileiro e muitos enfatizam a tradição do torneio caseiro.

O regulamento é confuso, mas o que na CBF não é? Trata-se de uma confederação que administra de maneira burra (proj. Caetano Veloso) o que deveria ter como responsabilidade. O formato de classificação para a Copa Sul-Americana, por exemplo, faz com que o time tenha que escolher entre seguir na competição ou disputar um torneio internacional. Pífio e patético, dando a chance de desculpinha, caso aconteça algum vexame, vide São Paulo, Inter e Flu.

A novidade fica por conta do critério de gols fora de casa na final. Acabou, pode esquecer. Esse critério é válido para desempate até a semifinal, chegando na finalíssima, vitória por 3 a 1 e derrota por 2 a 0, leva a decisão para os pênaltis. Alguns aprovaram, outros reprovaram. Fico com a opinião de que os moldes adotados da Libertadores permitem mais emoção, é ver pra crer... Muitas vezes, essa qualificação do gol marcado fora de casa pode tirar a emoção de um segundo jogo, dependendo da vantagem. Embora a última edição fique marcada pelas viradas improváveis.

Porém, para não dizer que não falei de flores, não existe um guia sem as suas peculiares e marotas curiosidades.

Os copeiros e as zebras que já levantaram o caneco:

1º Grêmio (4 títulos - 1989, 1994, 1997 e 2001) 3 vices (1991, 1993 e 1995)

2º Cruzeiro (4 títulos - 1993, 1996, 2000 e 2003) 2 vices (1998 e 2014)

3º Flamengo (3 títulos - 1990, 2006 e 2013) 3 vices (1997, 2003 e 2004)

4º Corinthians (3 títulos - 1995, 2002 e 2009) 2 vices (2001 e 2008)

5º Palmeiras (2 títulos - 1998 e 2012) 1 vice (1996)

6º Fluminense (1 título - 2007) 2 vices (1992 e 2005)

7º Vasco (1 título - 2011) 1 vice (2006)

8º Sport Recife (1 título - 2008) 1 vice (1989)

9º Internacional (1 título - 1992) 1 vice - (2009)

10º Atlético MG (1 título - 2014)

Santos (1 título - 2010)

Criciúma (1 título - 1991)

Juventude (1 título - 1999)

Paulista (1 título - 2005)

Santo André (1 título – 2004)

Na ordem: Grêmio de 2001, Cruzeiro de 2003 e Flamengo de 2013

O Grêmio é o time que mais chegou à final da competição: 7 vezes, seguido por Cruzeiro e Flamengo, com 6 finais cada. Inclusive, quando o assunto é título invicto, ninguém bate o Tricolor dos Pampas: 3 títulos (1989, 1994 e 1997), seguido pelo Cruzeiro: 2 títulos (2000 e 2003) e Flamengo (1990), Corinthians (1995), Criciúma (1991) e Palmeiras (2012).

Flamengo e Grêmio são os times que mais figuram entre os semifinalistas: 11 vezes, ao longo das 27 edições.

O “Sr. Copa do Brasil”, Luiz Felipe Scolari não só é o maior técnico vencedor da competição, como conquistou por três vezes de forma invicta: 1991, 1994 e 2012.

Demais curiosidades:

Maior goleada: Atlético MG 11-0 Caiçara (PI) – 1991

Maior público: Botafogo 0-0 Juventude – 1999 (101.581 pagantes)

Maior participação: Vitória e Atlético MG (25 presenças)

Maiores artilheiros: Romário (36 gols) e Fred (31 gols)

Estado com mais títulos: São Paulo (8 troféus)

Maior artilheiro numa única edição: Fred (Cruzeiro – 2005) – 14 gols

Romário e Fred: os maiores goleadores da competição

Mais uma curiosidade: Fred e Luis Fabiano possuem médias superiores ao do baixinho Romário. Enquanto o atual senador do RJ possui uma média de gols de 0,800, Fred possui 0,968 e o “Fabuloso” possui uma média de 1 gol por jogo. Ainda falando sobre gols, Marcelinho Carioca (23 gols) e Zinho (21 gols) figuram entre os 10 principais artilheiros da história da competição, sendo os únicos que não são atacantes.

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E para você, leitor: o que acha do regulamento montado pela CBF? E quais são os clubes favoritos para levantar o caneco, na sua opinião? Diga lá! Deixe nos comentários a sua análise da competição e discuta conosco.

Que comece a Copa do Brasil, cheia de emoção, gols, goleadas, zebras... Vem, vem monstro!

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Autor: FH

Futuro jornalista, curto futebol nacional e internacional e tento escrever minhas ideias sobre o esporte bretão. Ah, acima de tudo, rubro-negro! #SRN
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