Nome: Carlos Germano Schwambach Neto
Nascimento: 14 de agosto de 1970, em Domingos Martins (ES)
Altura: 1,92 m
Posição: Goleiro
Clubes: Vasco, Santos, Portuguesa, Botafogo, Paysandu, América-RJ, Madureira e Penafiel (Portugal)
Principais títulos pelo Vasco
Carioca - 1992, 93, 94 e 98
Brasileiro - 1997
Libertadores - 1998
Torneio Rio-São Paulo - 1999
Primeira passagem: 9 anos de glórias.
A melhor geração da História do Vasco não poderia ser adjetivada assim sem que nela houvesse um goleiro espetacular, e esse era Carlos Germano. Além da qualidade, sua liderança e identificação eram ímpares naquele time recheado de craques. Segundo jogador que mais vezes vestiu a camisa Cruzmaltina na História (632 jogos entre 1990-99), Germano era/é ídolo sem fazer esforço.
Vindo das divisões de base, o capixaba não demorou para ser firmar como titular logo em seu segundo ano na equipe principal. De cara atingiu uma marca incrível: de 24 de novembro de 1991 até 27 de setembro de 1992, ficou 933 minutos SEM SOFRER GOLS (!!!!).
Com aquele elenco o resultado não poderia ser diferente: Taças. Dentre essas conquistas tivemos o Tricampeonato carioca, o terceiro título do Brasileirão e o queijo da pizza: a inédita Libertadores da América no ano do centenário (feito até hoje não igualado por qualquer outro clube da América).
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| Vasco, 98 - Em pé: Carlos Germano, Alex, Nasa, Mauro Galvão, Odvan, Válber, Márcio e Vitor. Agachados: Mauricinho, Luizão, Ramon, Donizete, Juninho, Pedrinho, Felipe, Luisinho, Sorato e muito amor. |
Aqui um vídeo da conquista porque quem vive de passado é feliz (e melancólico).
Em 1999, Germano teve problemas com a diretoria (que por acaso é a atual) na renovação do seu contrato - fato já ocorrido em 97, mas que fora resolvido - e deixou o clube, depois de 14 anos.
Perambulando e voltando
Em 2000, enquanto o Vasco disputava o Campeonato Mundial contra equipes como Manchester United e Real Madrid, Germano acertou com o Santos, onde ficou por 1 ano.
Depois disso, em 2001 o arqueiro se transferiu para a Portuguesa de Desportos assinando novamente por um ano.
No ano seguinte, voltou ao Rio de Janeiro, mas dessa vez pelo Botafogo. A campanha do Estrela Solitária foi lamentável, sendo rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. Ainda assim, Germano conseguiu se destacar e a diretoria buscou a renovação com o goleiro por mais 6 meses, porém ele preferiu mudar de clube e foi ao Pará, defender o Paysandu.
Depois do Papão da Curuzu, advinha pra onde ele voltou? Sim, para o Rio. Jogou em 2004 pelo sempre simpático América.
Entretanto, no mesmo ano surgiu a oportunidade de retornar ao Gigante da Colina e ele não pensou duas vezes: Regressou para o seu verdadeiro amor, o Vasco da Gama. Foram seis meses de uma passagem mais simbólica do que outra coisa, como se representasse um pedido de perdão do clube para com o ídolo.
Passou pelo Madureira e depois foi atuar pela primeira vez por um clube estrangeiro, o Penafiel de Portugal, encerrando a carreira em 2005, no País de origem do navegador que deu nome ao seu clube de coração.
Em 2007 formou-se como técnico de futebol e no ano posterior foi convidado para ser o Treinador de goleiros do Joinville. Por pouco tempo, pois no mesmo 2008 retornou para exercer a mesma função no clube de onde nunca deveria ter saído, o seu Vasco. Onde permanece até hoje, mas, com a troca de diretoria, não deve continuar para a temporada de 2015.
Aqui uma amostra grátis da qualidade do arqueiro e como ele crescia em jogos importantes:
Em 2011, Germano, já como membro da comissão técnica, se emocionou com a festa da torcida no primeiro jogo da final da Copa do Brasil:
Esse é Carlos Germano, eterno ídolo das traves de São Januário.


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