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| Fred durante a partida mais lembrada pelos torcedores rivais. 5 a 2 para o América-RN, em pleno Maracanã (Foto: Nelson Perez/Fluminense F.C.) |
A sexta colocação no Brasileirão 2014 esconde a temporada ruim que o Fluminense teve. Crise financeira, conflito de interesses na cúpula, e apagões dentro de campo. Para boa parte da torcida tricolor, o ano ficou marcado por derrotas para times mais fracos no papel, de menor investimento: fracassos inesperados para o time reserva do Botafogo e para o Horizonte-CE; eliminação vexatória para o América-RN na Copa do Brasil; saída prematura da Copa Sul-Americana, perdendo para o Goiás; além do marcante 4 a 1 para a Chapecoense no Maracanã. Por outro lado, um "título paulista": o Tricolor não perdeu para times de São Paulo; de 8 jogos, foram 7 vitórias e 1 empate.
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No Natal de 2013, o presidente Peter Siemsen resolveu dar um presente de grego para a torcida tricolor: contratou Renato Gaúcho. O treinador chegou empolgado. Voltaria a trabalhar com Darío Conca, que também estava voltando para o clube, e convenceu Walter, que brilhou pelo Goiás, a integrar o elenco tricolor; o jogador, porém, não vingou no Flu.
O ídolo Conca foi a principal contratação para 2014. Depois de ganhar quase tudo que disputou pelo Guangzhou Evergrande, da China, o argentino assinou pré-contrato e voltou ao Tricolor. Além dele, Walter e Chiquinho também chegaram em janeiro. Outro reforço seria Michael; o jovem jogador estava suspenso por quase um ano, foi pego no antidoping (consumo de cocaína), e se recuperava. O atacante não foi aproveitado no decorrer do ano e acabou sendo emprestado ao Criciúma.
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| Michael voltou aos campos marcando gols. Na volta de Fred, ficou sem espaço (Foto: Bruno Turano/Eleven) |
Leandro Euzébio se recuperava de lesão. Muito tempo sem jogar, o zagueiro bicampeão brasileiro participou de apenas uma partida, marcou gol, mas saiu do clube pela porta dos fundos, no meio do ano. O lateral Wellington Silva também participou do Estadual. No entanto, depois do torneio, o jogador ex-Flamengo foi emprestado ao Internacional e pode voltar em 2015, já que Bruno foi para o São Paulo.
Fred era outro que voltava de lesão. O camisa 9 fez de tudo para recuperar sua forma física e fazer uma boa Copa do Mundo. Voltou mal, perdeu pênaltis. Desencantou contra o Macaé e fez mais 7 gols antes do Mundial. Foi um dos jogadores que fez mais gols após participar da Copa de 2014.
Ao fim do campeonato estadual, Cristóvão Borges chegou para comandar o time. O treinador mudou um pouco a cara do Tricolor. Minto! Botou uma máscara. O Fluminense jogava de forma mais alegre, com troca de passes rápidos e muita movimentação. Chegou a ser apontado como o principal adversário do Cruzeiro na briga pelo título brasileiro - palavras do próprio Marcelo Oliveira, técnico campeão. A superioridade durou pouco. O time ficou previsível e o técnico não sabia fazer as substituições (ou tinha preguiça). Já falei sobre isso aqui no C11.
Poucos dias antes da Copa do Mundo ser iniciada, o time de Cristóvão enfrentou a seleção da Itália: 5 a 3 para a Squadra Azzurra. A partida serve, talvez, como o maior exemplo do comportamento da equipe até o fim do ano. O primeiro tempo terminou em 2 a 2, com o Flu jogando muito mais que os azzurri. Começava a segunda etapa e... apagão. Dentro dos 8 aos 11 minutos da etapa complementar, a seleção italiana marcou três gols, garantindo a vitória.
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| Cícero foi apresentado com festa no Raulino de Oliveira, antes da partida contra a seleção da Itália (Foto: Nelson Perez/Fluminense F.C.) |
Já na intertemporada, foram contratados Edson, Henrique, Fabrício e Cícero. O primeiro foi muito bem quando jogou, fazendo gols importantes. Diferente dos zagueiros; Henrique, com problemas no joelho direito, fez alguns bons jogos e outros péssimos. Precisou fazer cirurgia e ficou de fora da reta final do Brasileirão. Fabrício foi, disparado, o pior jogador do ano no Fluminense - ficou marcado pelas paçocadas na eliminação da Copa do Brasil. Por sua vez, Cícero começou bem, com faro de gol. O volante faz-tudo foi preterido por Cristóvão Borges várias vezes, além do jogador sofrer com algumas lesões.
Titular absoluto, Gum sofreu uma fratura na fíbula esquerda e só voltou na última partida do ano, contra o Cruzeiro. Sem o bicampeão e Henrique, o Flu buscou Guilherme Mattis no mercado. Apesar de certa falta de técnica, o grandalhão se mostrou muito eficiente para desarmar e roubar bolas. Terminou o ano como companheiro de Marlon na defesa titular.
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| Aos 19 anos, Marlon mostrou segurança e personalidade desde sua primeira partida. Grata surpresa (Foto: Matheus Andrade/Photocamera) |
Marlon é o melhor zagueiro que o Fluminense tem hoje. Prata da casa, o jogador é volante de origem, mas ainda na base, recebeu conselhos do próprio pai para jogar na zaga, e deu certo. O jovem de 19 anos estreou contra o São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro, numa vitória por 5 a 2 no Maracanã. Jogou apenas 30 minutos, e mesmo assim mostrou que tinha potencial. Hoje, é a grande promessa do futebol tricolor.
Apesar do quase rebaixamento no Brasileirão de 2013, o Flu ainda era o favorito do Campeonato Carioca. Em campanha não muito convincente, o Tricolor perdeu para o Vasco nas semifinais. Pela Copa do Brasil e pela Copa Sul-Americana, eliminações para América-RN e Goiás. No Brasileirão, sexto lugar, 61 pontos e vaga garantida nas oitavas da Copa do Brasil 2015.




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