Com início avassalador, Timão bate o Bragantino e avança na Copa do Brasil

Renato Augusto abre o placar na Arena
(Foto: Marcos Ribolli)

Nesta quarta-feira (03), o Corinthians entrou em campo pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Com grande atuação de Renato Augusto, o Timão venceu a partida por 3-1 e conseguiu a classificação para as quartas de final da competição e agora espera seu adversário, que sairá do confronto entre Atlético Mineiro e Palmeiras.



O jogo:

Blitzkrieg. Tática de guerra utilizada pela Alemanha, no final da década de 30. A tática consistia em utilizar ataques rápidos, com forças móveis, para ataques de surpresa com a intenção de pegar o exército adversário desguarnecido. Foi isso o que o Corinthians fez com o Bragantino.

A equipe necessitava do resultado, e entrou com uma pegada diferente dos últimos jogos. Com pressão na saída de bola e toques rápidos, a equipe chegou ao primeiro gol logo aos 4': Romarinho cruza para Renato Augusto chutar da entrada da área e marcar um lindo gol na Arena Corinthians.

Com o gol, a equipe de Mano continuou com seu ritmo de jogo e chegou ao segundo gol: aos 15', Renato Augusto cobra escanteio na área e Ralf aparece para cabecear e pôr para dentro do gol do Bragantino. Não satisfeito, a equipe do Timão continuou martelando e fez o terceiro gol: mais um escanteio cobrado por Renato Augusto, desta vez pela direita, e Felipe aparece na área e cabeceia firme pro gol.

Em resumo: 20 minutos de jogo e o Corinthians já estava a vencer por 3-0. E martelava mais: bela jogada pelo meio-campo, Bruno Henrique passa para Luciano, o atacante devolveu para Fábio Santos, que cruzou para Romarinho finalizar de calcanhar e quase marcar mais um golaço na Arena.

Após os 30', o Bragantino começou a ter mais sossego para começar desempenhar seu futebol. Mas a equipe só chegava a partir de bolas aéreas. Até que aos 48', a primeira grande chance do time de Bragança: Geandro acerta um lindo chute de longa distância e obrigou Cássio a fazer uma excelente defesa.

Na segunda etapa, como o esperado, o Bragantino ficou mais com a bola. Como eles necessitavam de gols, começaram a dar as cartas na partida. Chegaram ao gol de Cássio através de bolas aéreas, como no primeiro tempo, Geandro chutou de longe novamente e o nosso camisa 12 fez a defesa.

Vendo que sua equipe estava sem a posse, Mano Menezes colocou Jadson para a saída de Romero, para a equipe cadenciar melhor o jogo. Petros entrou para a saída de Bruno Henrique (que teve uma atuação de razoável para boa). Outro fato curioso: Danilo. O jogador entrou na vaga ocupada por Renato Augusto -que saiu muito aplaudido-. O fato curioso sobre Danilo é que: ele ainda existe.

Quando achávamos que tudo acabaria bem, sem sofrimento, Geandro cobra falta dentro da área e Guilherme cabeceou, tirando de Cássio. 3-1.

Com um certo susto, o Corinthians bateu a equipe do Bragantino por 3-1 e agora aguarda seu próximo adversário, que será ou Atlético Mineiro, ou Palmeiras.

Opinião:

Primoroso. Assim posso definir o primeiro tempo do Corinthians. A equipe conseguiu imprimir um bom ritmo de jogo e acabou por matar o confronto na primeira etapa. Fagner fez uma partida aceitável, Felipe fez o gol e ganhou notoriedade, mas não me convence. Anderson Martins, ainda ganhando adaptação ao futebol brasileiro, precisa de mais tempo, mas acredito que seja um bom zagueiro.

Na segunda etapa, o Timão jogou com o regulamento debaixo do braço e conseguiu se classificar. O time se fechou, claro. Está errado? Em partes. Porque se esse gol saísse aos 34', o jogo se tornaria perigoso. O importante foi a classificação.

O Corinthians me surpreendeu, porque eu esperava um time com mais dificuldades no ataque, já que a equipe estava sem Elias, Lodeiro e Guerrero. Mas a bola aérea salvou a equipe. Na defesa, esperava sofrer mais. Não que eu não estivesse sofrendo quando aquela bola passava dentro da área e só o Cássio subia, mas pensei que o Corinthians fosse levar mais que um gol.

A próxima partida do Corinthians será contra o Criciúma, domingo, às 16h, em Criciúma.


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Autor: João Rafael

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