| Dunga em coletiva de apresentação na CBF (Foto: Rafael Ribeiro/CBF) |
Na próxima sexta-feira, às 22h, nos EUA, Colômbia e Brasil voltam a duelar. Adversários na Copa do Mundo recém encerrada, os sul-americanos terão um amistoso pela frente. Amistoso esse que marca a reestreia do técnico Dunga no comando da seleção pentacampeã mundial e a continuidade do trabalho consistente e promissor de José Pekerman, argentino, na talentosa seleção colombiana. O amistoso também marca o reencontro de Neymar e Zuñiga, protagonistas de um dos lances mais polêmicos do mundial passado.
Recomeço brasileiro
| D. Tardelli deve ser novo camisa 9 (Foto: Bruno Domingos/Mowa press) |
Dunga mostrou na sua primeira convocação que voltou ao comando do Brasil praticamente da mesma forma que o deixou em 2010. Firme na escolha dos seus comandados, o treinador convocou uma base estrutural dos atletas que participaram da Copa do Mundo e mesclou com novas opções, dentre elas, Phelippe Coutinho, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart, Miranda e Diego Tardelli. Tardelli que, aliás, parece ser o favoritaço para ser o nome da camisa nove canarinho, pelo menos nessa primeira parte de ciclo. Dunga, apesar de estar em um momento "paz e amor", parece ser o mesmo de anos atrás.
Continuidade colombiana
| James e Falcao treinam (Foto: Alexandre Lozetti) |
Os maiores astros da seleção colombiana estiveram envolvidos em duas grandes transações do mercado da bola na última janela de transferências. James, para muitos - inclusive este blogueiro -, o melhor jogador do Mundial no Brasil, acertou sua transferência para o Real Madrid, e agora vive uma fase diferente, no caso, luta para provar seu valor e ganhar espaço no time merengue. Falcao, a outra grande estrela do time, transferiu-se, no fechar da janela, para o United, agora comandado por L. V. Gaal. Todavia, mesmo contando com astros no grupo, a Colombia é forte, literalmente, no coletivo. O trabalho dos menos badalados, como Cuadrado, Ospina e Armero é o que faz a equipe ser competitiva. A Colombia é um grande exemplo de seleção que aprendeu a transformar o individual em detalhe, fazendo assim com que o coletivo seja mais importante. Enfrentar o Brasil e, quem sabe, derrotá-lo, é a chance de Pekerman comprovar o porquê da sua continuidade.
Neymar vs Zuñiga: tudo superado, pelo menos por enquanto
| Zuñiga e Neymar em lance polêmico na Copa do Mundo (Foto: Reuters) |
O atacante Neymar e o lateral Zuñiga provavelmente vão travar um duelo no jogo dessa sexta. Por aturem em setores do campo que exigem contato, qualquer disputa entre os dois atletas será atentamente observada pelo mundo inteiro. Neymar e Zuñiga já acertaram seus problemas, e o atacante brasileiro parece não guardar mágoa do colombiano, que, de fato, não é o monstro que pintaram depois da infeliz lesão que causou e tirou Neymar do Mundial.
Capitão Neymar e base da Copa
A seleção que Dunga ensaia escalar nessa sexta tem 8 jogadores que disputaram o Mundial. Apenas Miranda, Filipe Luís e Tardelli não estavam junto ao grupo. Neymar, antes líder sem faixa, será, possivelmente, o novo dono da braçadeira de capitão. O garoto não treme e sabe portar-se como capitão, logo, será algo positivo para ele, mesmo que a idade diga que talvez seja cedo demais para uma responsabilidade como essa. Parece clichê o que direi agora, e talvez seja mesmo, mas somente o tempo dirá se Neymar será capaz de capitanear uma seleção do Brasil.
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| Possível time de Dunga para a reestreia (Imagem: Sérgio Ricardo Jr. / C11) |
Como destacado no painel tático, Dunga reformulou quase que inteiramente o lado direito do Brasil em relação à Copa. Lógico, trata-se de um reformulação com caras não tão novas, mas claramente é uma das primeiras mudanças da nova comissão técnica. Veremos durante a partida se essas mudanças estão relacionadas a alguma opção de jogo do treinador ou trata-se, somente, de uma proteção ao lateral Maicon, que nem de longe apresenta o mesmo fôlego de antes. Ramires, Miranda e Willian conseguem dar suporte ao envelhecido lateral.
No mais, vemos Tardelli como nove, contudo, longe de ser um novo parado, como seu antecessor Fred. Tardelli deverá apesar vestir a camisa nove, mas não aturará como um centrovante. Suas características e a própria instrução de Dunga impedem que tenhamos em Tardelli um novo cone, como carinhosamente a torcida chama os noves paradões que passam pela Seleção.
A quinta era Dunga começa com novidades e reencontros. Esperamos, agora, que sete a uns e derrotas fiquem para trás.
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Sérgio Ricardo Jr. é acadêmico em Jornalismo pela UFRN e responsável por cobrir a Seleção Brasileira e o América-RN pelo C11.
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