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Intenso, pegado, jogado, são os adjetivos que podemos usar para definir o jogo entre Chapecoense e Atlético Mineiro. Do começo ao fim foi movimentado e ambas as equipes buscando a meta adversária.
A proposta de uma forte marcação e contra ataque rápido, por parte da Chape, funcionou muito bem e apesar de ter uma posse de bola menor que o adversário, sempre que ficava com ela corria para o ataque com Fabinho Alves.
Já o Atlético Mineiro trocava bastante passes e por meio disso procurava abrir espaços entre a defesa verde e branca, com lances de perigo, mas sem muita efetividade.
O goleiro Danilo sagrou-se como o principal jogador da Chapecoense na partida e foi decisivo tanto no primeiro quanto no segundo tempo, fechando o gol, saindo com segurança e sem medo para afastar o perigo.
Então aos 41 minutos do primeiro tempo, após uma cobrança de falta errada e que resultou em escanteio, Neném alçou a bola na área, a zaga afastou e no rebote Jaílton de cabeça empurrou para o fundo do gol.
A pressão atleticana foi intensa no final do primeiro tempo e durante todo o segundo tempo. A Chapecoense praticamente estacionou o ônibus na frente do gol, deixando que o adversário chegasse e procurando gastar o tempo.
Tudo se desenhava para a vitória, quando aos 47 minutos em cobrança de escanteio veio o empate do Atlético. Um verdadeiro banho de água fria, bem ao finalzinho do jogo.
A Chapecoense merecia a vitória, pela proposta de jogo e empenho dos jogadores no decorrer da partida, porém o Atlético merecia o empate já que foi mais ofensivo e procurou o gol a todo momento.
Dadas as proporções e experiência de ambos os clubes, foi um resultado razoável, já que o time mineiro veio a Chapecó com força máxima e não poupou jogadores para buscar a vitória. Prova de que vieram sabendo que enfrentariam um time que tem força em seus domínios. Isso valoriza a atuação da Chapecoense, mesmo apesar do resultado.
Prova da seriedade com que o Atlético jogou, foi a atitude do goleiro Vitor no lance que originou o gol de empate. Não era final de campeonato, mas ele saiu da sua área e foi até a área da Chapecoense para tentar a sorte na cobrança do escanteio. Me pareceu um pouco de exagero por parte dele, mas mostra que eles tiveram medo de perder.
A torcida fez um espetáculo a parte, apoiou o grupo do começo ao final do jogo, sem medo de perder a voz e quando saíram de campo ainda aplaudiram os jogadores, em reconhecimento a batalha travada dentro de campo.
Mas não há tempo para choro ou lamentações, agora é erguer a cabeça e domingo jogar com a mesma intensidade e seriedade contra o Figueirense, encarando de igual para igual e vencendo.
Para o alto e avante!
Foto: Gazeta Press

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