| (Foto: FRANKIE MARCONE/Futura Press/Agência Estado) |
Cansei. Não vou mais gastar meus neurônios tentando entender o que se passa no América. É chato demais ter de vir aqui, todo pós-jogo, e ter de falar sobre um time diferente. Me faltam as palavras, me falta tesão. A Série B se mostrava ser uma grande diversão nessa temporada. Teríamos, a princípio, um time bom e capaz de ser competitivo. Teríamos. Esse time a qual me refiro só existe, de fato, na Copa do Brasil. O América da Série B não merece outra coisa além do Z-4.
Ao perder mais uma vez em casa, dessa vez para o Paraná, o América assinou de uma vez por todas seu atestado de bipolaridade. São dois times. Falta concentração, vontade, qualidade, sorte. O azar das lesões explicar alguns tropeços, mas não pode ser de escora eterna para esse time. É preciso superação. É preciso jogar pelo Nacional como se joga pela Copa Nacional.
Quando vi Walber marcar o primeiro gol do jogo diante do Paraná, que terminou em 3 a 2 para os paranaenses, cheguei a cogitar um cenário diferente. O América poderia, ali, dar um start na retomada de rumo. Poderia. A virada, em duas falhas do goleiro Andrey, destruíram minhas perspectivas e paciência. A partir desse momento, os erros pequenos, antes não cobrados, passam a tomar outra proporção. O prazer de ver o América jogar passa a ser chateação. Incrível como se erra coisa básica no América. Passe, chute, saída do gol. Junta-se isso e temos resultados adversos, como tem virado rotina.
Os erros infinitos do time e as opções escassas de Oliveira Canindé para mudar um jogo devem levar o América novamente até a luta contra a Série C. E eu achando que esse ano seria diferente. Doce ilusão.
Um turno se foi, míseros 23 pontos foram conquistados. É preciso melhorar e muito o desempenho da equipe dentro de casa. O gigante calcanhar de aquiles do grupo.
É normal ter fraquezas, pontos instáveis. Só não é normal ter um ponto fraco tão grande e tão exposto. Ninguém respeita mais o América jogando em Natal. É preciso trabalhar demais para mudar essa história. A mágica de Goianinha não nos salvará dessa vez. É jogar ou jogar!
FICHA TÉCNICA
AMÉRICA-RN 2x3 PARANÁ
Local: Arena das Dunas, Natal-RN
Data: 30 de agosto de 2014, sábado
Horário: 16h10 (de Brasília)
Árbitro: Devarly Lira do Rosário-ES
Assistentes: Fábio Faustino dos Santos-ES e Édson Glicério dos Santos-ES
Cartões amarelos: Marcos, Gustavo, Alisson, Lucas Otávio e Edson Sitta-PR
Cartão vermelho: Jean (Paraná-PR)
GOLS:
AMÉRICA-RN: Wálber (aos 17’ do 1T) e Rodrigo Pimpão (aos 38' do 2T)
PARANÁ-PR: Gustavo (aos 32’ do 1T), Tiago Alves (aos 35' do 2T) e Adaílton (aos 32' do 2T)
AMÉRICA-RN: Andrey; Wálber, Cleber, Lázaro e Wanderson; Fabinho, Tiago Dutra (Andrezinho) e Val; Morais (Alfredo); Rodrigo Pimpão e Max (Daniel Costa) Técnico: Oliveira Canindé
PARANÁ-PR: Marcos; Chiquinho, Gustavo, Alisson e Breno; Lucas Otávio, Edson Sitta, Lúcio Flávio (Jean) e Henrique Santos; Tiago Alves (Paulinho) e Giancarlo (Adaílton) Técnico: Claudinei Oliveira
Sérgio Ricardo Jr é acadêmico em Jornalismo pela UFRN e Blogueiro do América-RN no C11.
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