Nocaute

(Foto: Alexandre Cassiano/O Globo)


Amigos, na tarde de hoje, passei por um dos maiores sustos da minha vida. Estava na rua, muito tranquilo, até que passei por uma rua em São Cristóvão, mais precisamente, Rua Almério de Moura. E vi dois homens brigando. De um lado, um cara forte, porém, envelhecido, como se já enfrentasse várias batalhas. Do outro, um baixinho, com cara de surfista e de aparência tão frágil, que dava pena.

Durante a peleja, o gigante começou melhor. Aplicava golpes com alto nível de plasticidade e técnica, enquanto o baixinho se esquivava como podia. Até que o pequenino achou a sua brecha e começou a bater como se aquele senhor fosse só uma criança. Era como ver Rocky Balboa, no auge de sua forma, enfrentando um boxeador anêmico. 

A cada soco do surfista magrelinha, eu sentia a dor por aquele gigante. Eu ficava pensando nas vitórias que aquele homem teve durante sua vida e me questionando o porque de ter chegado àquele ponto. Enquanto isso, como Mike Tyson, os socos do magrinho causavam destruição ao gigante que não tinha mais força para se recompor. 

Do nada, vi um homem de amarelo invadir a luta (ou massacre) e interrompê-la com um apito. Nesse momento, dei por mim que não era uma simples briga de rua. Era jogo de Série B e o Vasco acabara de perder de 5x0 para o Avaí.

Como aquele gigante, eu sentia cada golpe. Eu via meu amor de infância ser esmerilhado em casa. Apanhamos feio e espero, do fundo do meu coração, que algo seja feito. Estou cansado de ser envergonhado por pessoas incompetentes que só fazem o Vasco ser menor a cada jogo.


Esse texto é um oferecimento da FanPage: Um Vascaíno Citou

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Autor: Pedro Chagas

Blogueiro do C11, vascaíno, cristão, pseudo-treinador no Football Manager, um apaixonado por Deus, por futebol e pelo mar!
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