![]() |
| Foto: J.B Scalco |
A maioria não deve ter visto o nosso primeiro título brasileiro (assim como eu), mas com certeza deve ter ouvido alguém falar daquele time mágico, que quando jogava, fazia os adversários se ajoelharem e agradecerem por estar enfrentando aquela máquina comandada por Zico e cia.
O Campeonato daquele ano era dividido em 3 fases. Na primeira fase, foram formados 4 grupos, cada grupo era composto por 10 equipes. se classificavam 7 times de cada chave, e mais tarde, 4 times vindos da Taça de Prata (Americano-RJ, Sport-PE, Bangu-RJ e América-SP) se juntariam aos 7 classificados. Já na segunda fase, eram 32 equipes divididas em em 8 grupos de 4 times. Eram disputados jogos de ida e volta no grupo. Avançavam os dois primeiros de cada grupo. Na terceira fase, que hoje pode ser chamada de Oitavas de final, era composta por 16 clubes, onde eram formadas quatro chaves de quatro equipes. Os campeões de cada chave passavam para a próxima fase, a semi-final.
Tá, mas e o nosso Mengão? Bem, o Flamengo foi uma máquina! Venceu 5 jogos, empatou 3 e perdeu 1 para o Santos. Nos classificamos em segundo. Da-lhe, Mengão! Então começava a segunda fase! Se na primeira fase fomos bem, na segunda fomos perfeitos. 4 vitórias e 2 empates, e nenhuma derrota. Primeiro lugar garantido. E na terceira fase não foi diferente: primeiro lugar do grupo, deixando Santos, Ponte e Desportivo para trás.
O adversário era o Coritiba e o primeiro jogo fora de casa, no Couto. Pressão à vista! É, mas quem tem Zico tem tudo. O galinho destruiu e nos deu a vitória. 2x0 no Coxa branca. Enquanto o Atlético/MG empatava em casa com o Internacional em casa. O jogo de volta, pra quem achava que seria mais fácil, acabou sendo mais difícil. Vilson Tadei e Aladim fizeram 2x0 em menos de 10 minutos. Com esse resultado, teríamos pênaltis no Maraca. Mas, num intervalo de 7 minutos, o Fla virou com dois de Nunes e um de Carlos Alberto. Quando o cronômetro marcava 27 do segundo tempo, Anselmo fechou a conta rubro-negra e Luís Freire marcou o terceiro do Coritiba. É final pro Mengão! E o adversário era o Atlético Mineiro, o time que quase não imitou o nosso hino.
Dois jogos separavam o Flamengo da sua primeira grande conquista no cenário nacional, e o galo era o único que poderia atrapalhar este sonho. No primeiro jogo no galinheiro, o dono casa saiu vitorioso com um gol de Reinaldo, aos 10' do 2º tempo. O sonho rubro-negro terminara ali? Não para um time recheado de craques, que preferiam esse rótulo, e não o de estrelas.
154.355! Bons tempos de Maracanã... O Maraca estava expelindo rubro-negros, era muito amor envolvido. E meus amigos, essa "muvuca" presenciou um dos jogos mais espetaculares da história do nosso futebol! Logo aos 7', Nunes abriu o placar para o Mengão. Goooool! É festa da Nação Rubro-Negra! A festa não durou nem 1 minuto direito, porque Reinaldo tratou logo de empatar o jogo. O Maraca se cala diante do galo mineiro. Mas, existe aquela velha frase: "quem tem Zico, tem tudo!", e o galinho não desapontou a galera: fez o segundo aos 41 do 1º tempo. Final de primeiro tempo. 2-1.
O jogo era nervoso, e aos 27', Reinaldo calou mais uma vez a Nação. Silêncio na favela! Perdemos no primeiro jogo, e naquela altura estávamos empatando, parecia que o Altíssimo não estava querendo a festa rubro-negra. Se 2 anos atrás o herói improvável do título do Carioca foi Rondinelli, o Deus da Raça, o heróis dessa vez foi alguém que se acostumou a dar alegria à Nação.
![]() |
| Foto: Agência O Globo |
São momentos como esse, que nos orgulham de ser Rubro-Negro, de bater no escudo e beijar com muito amor. Obrigado por existir, obrigado por nos fazer sofrer e no final, com um toque de classe nos fazer explodir de emoção, Flamengo.
Se quiser fazer uma crítica ou um elogio, deixe seu comentário abaixo. Siga o C11-Flamengo no Facebook e no Twitter.


comentar com Facebook