O prazer de vê-lo brilhar #2: Carioca 1978

Momento exato da cabeçada de Rondinelli, o Deus da Raça.
Foto retirada do blog: livronação.blogspot.com.br

Fala galera rubro-negra! Daremos sequencia hoje a coluna "O prazer de vê-lo brilhar", onde relembramos, aqui no C11-Flamengo, as finais que marcaram a história do nosso Mengão, independentemente se saímos campeões ou não. No primeiro capítulo, nosso querido amigo Maurício Luz nos fez reviver a final da Libertadores de 1981. No capítulo de hoje, vamos relembrar a final do Carioca de 1978. Venham com a gente!

1978... Ah, 1978! O ano onde tudo começou. Ano em que o Flamengo virou o Flamengo que todos conhecemos hoje.

Se hoje em dia nos assustamos com nomes de times do Rio como Bonsucesso, Olaria e Quissamã, o que dizer de São Cristóvão, Campo Grande e Portuguesa (sim, existe uma Portuguesa no RJ)? Os clubes citados tiveram o rendimento de time pequeno: ou fica em último ou se salva nas últimas rodadas. Mas e o Flamengo? Bem, o Flamengo, como eu posso dizer, destruiu todos! Principalmente os pequenos: 9x0 na Portuguesa, 6x0 no São Cristóvão e 5x0 no Campo Grande. Em todo o primeiro turno, tivemos apenas uma derrota, sofrida diante do Fluminense. Já no segundo turno, o Fla devolveu esse 2x0 em grande estilo: foi um delicioso, apetitoso e sensacional 4x0 diante do Fluminense.

Para os mais novos que não tiveram chance de ver esse Flamengo arrasador (eu estou incluído na lista), imaginem o Flamengo de 2009 com o Flamengo da Copa do Brasil do ano passado, era mais ou menos assim, mas claro, com o charme de Zico e cia.

O sistema do Cariocão daquele ano era o seguinte: o campeão do primeiro turno enfrentava o campeão do segundo turno. Como o Flamengo venceu os dois turnos, o último jogo do segundo turno seria tratado como "uma final", que seria disputada entre Flamengo x Vasco. O Vasco, por sua vez, também tinha um time interessante. Dinamite (que viria a ser o artilheiro da competição juntamente com Zico e Cláudio Adão) era o comandante do Cruzmaltino, e tinha a missão de vencer a defesa rubro-negra e, claro, botar o Gigante que hoje em dia está cambaleando no lugar mais alto.

E então, chegou o dia da final! Maraca pulsava antes mesmo da partida começar. Era clima de final, e todo o Rio aguardava ansiosamente para o início do jogo.

O JOGO

Para o Vasco sagrar-se campeão do segundo turno, precisava apenas de um empate. Caso o empate acontecesse, o Vasco adiaria o título rubro-negro. Logo no início, o galinho arriscou de fora. Uhhhh! O Vasco era só na defesa, apostando nos contra-ataques. O Mengão foi bem mais incisivo que o Vasco na primeira etapa. Com chutes de fora e jogadas individuais de Zico. Nem com toda essa pressão, o Flamengo conseguiu levar a vantagem pro vestiário. Primeiro tempo 0-0.

As duas equipes subiam para o campo para a disputa do segundo tempo. Logo no início, Zico tabelou com Cláudio Adão, que chutou colocado mas Leão fez ótima defesa. Uhhh! Quase que o Maraca vem abaixo com o gol do "Mais Querido"! Flamengo continuava sendo mais insistente que o Vasco, que ficava só de olho, parecia que estava admirando os jogadores rubro-negros desfilarem em campo. O Vasco estava totalmente abalado com a pressão do Flamengo, parecia que o Flamengo jogava contra uma equipe de menor porte. Dinamite tentava, mas nada fazia. Era difícil passar daquela defesa composta por Rondinelli e Manguito.

Aos 30 minutos do segundo tempo, a torcida do Flamengo era apreensão pura. No mesmo minuto, Zico puxou o zagueiro do Vasco, que até hoje o procura, e chutou de fora, Leão espalmou e Adílio desperdiçou a grande chance, que poderia ter custado o título do Carioca daquele ano. Depois do lance, o nervosismo do torcedor aumentou. Eles já não sabiam mais o que aconteceria dali pra frente. 41 minutos do segundo tempo!!!! Marcava o relógio do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã. Zico estava à postos para cobrar o escanteio, todo mundo empurrava todo mundo dentro da área. Zico cobrou! Foram 4 segundos que mudariam a história do Flamengo... Pra sempre! Quando a bola parecia sem rumo, Rondinelli, o Deus da Raça, subiu mais que todos para testar com toda a sua força para o gol. O Maracanã explodiu! Todos se abraçavam, se beijavam e choravam. O Maracanã virou um mix de sentimentos, tudo graças ao Deus da Raça! Quando o juiz apitou o final do jogo, a festa começou, e só foi parar 10 anos depois.

São momentos como este que nos fazem bater no peito e falar como é bom ser rubro-negro! Digo isso com muito orgulho e com muito amor. Espero que possamos viver mais momentos assim, onde a alegria e o choro reinam. Espero que tenhamos sempre este prazer, o prazer de vê-lo brilhar.

Feito por: João Gabriel

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Autor: Unknown

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