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| Bragantino Campeão Paulista de 1990 (Foto: Importais do futebol) |
As coisas já não são mais como antes. Quando chega a hora da luta, Bragança não mais se inflama com o alvinegro entrando em ação: a torcida não lota mais o estádio. Vez ou outra, nosso mando de campo não é nem mesmo exercido no Marcelão. Que já não é mais Marcelão. E já nem somos tão alvinegros como diz nosso hino. Recentemente, já jogamos com camisa dourada, com camisa alaranjada, com camisa bege ou sei lá que cor. Jogamos há três anos com o mesmo uniforme, mas não entramos no gramado com o manto carijó. É interessante a modernização das camisas, mas nenhuma destas deixa tanta saudade quanto a eterna carijó.
"Massa Bruta campeão!" Nunca mais soltamos este grito com a mesma força e valor com que fizemos em 90. Pela minha juventude, infelizmente, não engrossei o coro da comemoração de nosso título paulista, é verdade. Mas gritei com a Série C, em 2007. Ah, 2007! A conquista não foi tão expressiva, mas serviu para fazer valer o quarto verso da poesia que mais comove um torcedor bragantino. Quando compuseram o hino do Braga, Renato Silva e Sapo já sabiam como deveria ser a história do clube. Mas, para nossa tristeza, ele não profetizava o futuro com a mesma qualidade com que compunha.
Renato e Sapo, quiséramos nós poder vivenciar um Bragantino como o que vocês descrevem. Já não estamos em 90 e não vemos um Braga forte e com raça. Em certas fases ficamos semanas sem comemorar uma luta vencida. Que dirá vermos uma taça sendo erguida por nosso capitão. Já se fazem quase sete anos que não levantamos um troféu. Hoje, completam-se 24 anos da conquista de nosso maior título. A torcida não parece ser tão grande. E fiéis são os quase 400 torcedores que sempre comparecem aos jogos em Bragança Paulista, mesmo com horários, clima e time ruim para se assistir.
O Bragantino não é o melhor dentro de campo, é mais falho ainda em termos administrativos. Mas é o melhor para torcermos. É sim o primeiro em nos emocionar! No campo da imprensa é chamado de pequeno, modesto, jamais o maior. Mas apenas nós, torcedores, sabemos o quão gigante tu és, Massa Bruta! Sabemos que sentimos algo capaz de arrebentar nossos corações, quando a defesa está bem guardada, a arte se encontra em nosso meio de campo e a velocidade nos acompanha ao ataque. Apesar de constantemente sofrermos com a falta destes atributos em nosso time.
Hoje, como em nossos tempos de glória, muitos jovens tentam empurrar o Braga. Os rapazes e meninos convidados ao final de nosso hino. Porém, as coisas já não mais como antes. Se há 24 anos comemorávamos nossa maior conquista, nas ruas do Lavapés, hoje, torcemos para comemorar uma permanência na segunda divisão do futebol brasileiro. Mudanças. Passamos por mudanças. Precisamos de mudanças. Queremos mudanças. Afinal, futebol não é só dinheiro. Futebol é Bragantino!

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