O Bahia tem o dom de promover oscilações regulares de humor na torcida. Após jogar bem e empatar com o Corinthians, no Itaquerão, pelo Brasileirão 2014 e trazer de volta as esperanças de evolução no seu torcedor, o tricolor engatou duas partidas pífias no campeonato, contra Criciúma e Atlético-PR. Apesar de não ser derrotado ou tomar gols nessas partidas, de empate em empate o time acaba rebaixado. E convenhamos, empatar com o Criciúma em casa não é lá um grande resultado. Neste jogo especificamente, saí da Fonte Nova com o sentimento de "Rapaz, a coisa tá feia mesmo!". Mas, de repente, quando o torcedor já estava cansado, desmotivado, sem vontade de cantar uma bela canção, eis que vencemos e convencemos o Internacional em plena Porto Alegre, pela Copa Sulamericana.
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| Lucas Fonseca comemora seu 1º gol com a camisa tricolor Foto: FutebolBahiano |
O Bahia entrou com o chamado time misto. Jogadores considerados reservas começando como titulares. O receio de uma derrota era real. Surpresa para Diego Macedo mais avançado, à frente de Roniery. Sem a bola, jogávamos num 451 bem compacto. Todos os demônios recentes voltaram quando tomamos uma bola na trave com 1 minuto de jogo. Porém, a partir dai, o exorcismo começou a acontecer. Bahia acordou e a marcação começou a funcionar. Inter não achava espaço para criar. E sem D'Alessandro em campo, era ainda mais complicado. Meio campo e defesa bem coordenados, fechavam tudo. A disciplina tática e aplicação do meio campo e ataque na marcação eram visíveis. O tricolor fez 30 desarmes. Só Henrique fez 5.
Outra bola na trave assustou aos 18'. Mas o time seguia bem. No fim do primeiro tempo, Lucas Fonseca coroou sua boa partida com um gol de cabeça num escanteio cobrado por Emanuel Biancucchi. Eram 4 atacantes contra 7 defensores. Já está merecendo sua vaga de titular.
| Heatmap de Lucas Fonseca. Fonte: Footstats |
O Internacional ainda meteu outra bola na trave no 1º tempo, após o gol do Bahia. Foi a constatação de que não iriamos perder aquele jogo. O gol estava benzido. Engraçada a coincidência: no ano passado o Inter meteu 5 bolas na trave contra o Bahia na Fonte Nova e tomou 2x0.
No início do 2º tempo, o Bahia amplia e praticamente mata a partida. Henrique faz bela jogada e cruza para Diego Macedo (eu acho que a bola saiu) antecipar e marcar, queimando a língua de muitos (minha inclusive). O Inter começou a vir afoito para cima e cedia muitos espaços. No segundo tempo, Kleina fez na esquerda o mesmo que na direita, colocou Guilherme Santos à frente de Pará. O Bahia encaixava contra ataques com 4 ou 5 jogadores. Por pouco não fizemos o 3º e matamos de vez a classificação.
O Internacional também não têm sido nem sombra do time que iniciou o Brasileiro. Apático, sem tesão. Mesmo contra o Goiás, venceu de maneira sofrida com aquele gol contra dos goianos. De lá para cá, são 3 derrotas seguidas. Se bobear, acontecerá o mesmo que nos últimos anos. Um grande time que morre na praia. Bom para nós, que jogamos bem e também aproveitamos a má fase deles, porque não?!
Méritos para Kleina, que viu suas alterações darem certo. Será que esse time ainda tem jeito?
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