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| Romero defende o pênalti de Sneijder. (Foto: Twitter: @placar) |
A seleção "tri-vice", que por muitas vezes esteve entre as melhores, mas que nunca conquistou a Taça do Mundo; a única seleção que, dentre todas as quatro semi-finalistas de 2014, não possui a tão sonhada Taça; A Laranja Mecânica, que encantava com seu futebol maravilhoso e que, agora, buscava o título que por pouco não alcançou 4 anos atrás; a Holanda cai, e cai por conta de seu treinador, que limitou seus craques. Van Gaal limitou Robben a puxar contra-ataques sozinho. O camisa 11 pouquíssimo tocou na bola no tempo regulamentar. Van Gaal facilitou a marcação adversária sobre Van Persie. Van Gaal fez com que Sneijder, durante toda a Copa, mais marcasse do que jogasse bola. Van Gaal inventou... Van Gaal pôs o destro atacante Kuyt na lateral, e não apenas na direita, como também na esquerda... Van Gaal pôs Daley Blind na zaga, assim como o usou como volante em determinada parte da competição... E insisto em repetir o nome do treinador holandês pois a culpa é inteiramente dele, e esta não é pequena.
A Arena Corinthians, ou Arena São Paulo, foi o palco de um jogo tenso, duro, complicado até o fim. Isso tudo fez com que o jogo ficasse chato. Com 35 minutos do segundo tempo (após 80 minutos de futebol) haviam 7 finalizações na partida: 5 da Argentina e 2 da Holanda.
A seleção da Europa Ocidental já havia mostrado na Copa que não sabe jogar com a bola nos pés. Mas espera aí, não sabe ou Van Gaal fez com que parecesse não saber? Fico com a segunda opção! A escolha do treinador para esta competição era deixar que o adversário jogasse e encaixar contra-ataques com Arjen Robben, que se encontra em magnífica forma. A Espanha caiu perfeitamente na armadilha e esse estilo de jogo veio funcionando até chegar a Costa Rica, nas quartas de final. A Costa Rica não propõe jogo, a Costa Rica é seleção sem expressão. Aí complicou pra Holanda, que teve que buscar o jogo. Desta forma o jogo foi aos pênaltis, e quase que a Holanda fica pelo caminho.
Na semi-final chegou a Argentina. Esperava-se que a equipe comandada pelo gigante Alejandro Sabella desse as cartas na partida, entretanto não foi isso que ocorreu. Logo no início do jogo a Argentina entregou a bola à Holanda e disse: nos mostrem do que vocês são capazes, joguem futebol! Aí fedeu... Como eu venho dizendo, a seleção de Van Gaal não joga bola.
Jogo morno, Holanda tocando de lado, raríssimas finalizações. A partida ficou boa nos últimos minutos do segundo tempo, quando, por mais incrível que pareça, nenhuma das equipes se acovardou e o jogo ficou aberto. Boas chances por ambos os lados.
Prorrogação também tensa, até aos 10 minutos do segundo tempo, quando Cillessen salvou a Holanda em duas oportunidades: uma em cabeceio de Palácio, que saia na cara do gol, e outra em chute de Maxi Rodríguez, após boa jogada de Messi pelo lado direito.
Nos pênaltis, Robben e Kuyt marcaram, enquanto Vlaar e Sneijder desperdiçaram suas oportunidades. A Argentina converteu todas as suas cobranças.
Falando um pouco mais sobre Louis Van Gaal, que possui bela carreira como treinador, tendo treinado os grandes clubes Ajax, Barcelona e Bayern de Munique, ele, que após a Copa assumirá o comando do Manchester United, fez a escolha de jogar num esquema com 3 zagueiros que vejo como um 3-5-2. Até aí tudo bem. Na primeira rodada jogaram zagueiros nas funções de zagueiros, alas nas funções de alas, volantes nas funções de volantes e assim por diante. Na segunda rodada, Martins Indi se machucou e não foi o zagueiro Veltman que o substituiu. Van Gaal quis inventar e a Holanda passou a não ser a mesma da estreia contra a Espanha. Bom, como eu disse antes, Dirk Kuyt foi lateral esquerdo. Isto é um absurdo!
Agora, sobre Sabella, vejam o quão inteligente ele foi na partida de hoje: primeiramente, o preparo físico holandês me pareceu muito superior aos de todos os seus adversários, incluindo a Argentina. Sabella, usando a cabeça, não mandou seus jogadores para cima, para que tomassem os contra-ataques fatais de Robben, que não deve ter visto a cor da bola nesta partida. Sabella entregou a bola à Holanda e a esperou jogar. O jogo foi ruim de assistir, mas perfeito para a Argentina, que não estava morta na prorrogação e quase definiu o jogo em duas oportunidades. Não digo que foi bom para a equipe sul-americana o jogo ter ido aos pênaltis, mas foi ótimo anular Robben. Ponto pro Sabella!
NOTAS:
Cillessen - Com as longas e monótonas trocas de passes da Holanda, a bola foi recuada para o goleirão por diversas vezes, e ele tentava ao máximo sair no toque. Me lembro apenas de um balão dele nestas circunstâncias. O camisa 1 chegou a, em duas oportunidades diferentes, driblar a Higuaín e Agüero de forma impressionante, dentro da sua área, o que deve ter assustado muito holandês. Quando a Argentina chegou, ele foi competente e seguro, como foi durante toda a Copa. Na disputa de penais, não pegou nenhum, mas não podemos o culpar por isso. Nota: 9,0
De Vrij - Foi muito bem tocando a bola pro lado durante 120 minutos... Nota: 5,0 - por ser o meio entre 0 e 10.
Vlaar - Também foi ótimo tocando pro lado durante 120 minutos, porém perdeu seu pênalti. Nota: 2,0
Martins Indi - Saiu no intervalo, espero que por conta de alguma contusão. Não acredito que Van Gaal, por mais insano que seja, trocaria Indi por Janmaat no intervalo da partida. Foi muito bem tocando pro lado, assim como Vlaar e De Vrij. Nota: 5,0
Kuyt - Não é culpa dele... Foi ala direito no primeiro tempo e ala esquerdo a partir do segundo. Buscou, lutou, o que não lhe falta é garra. E Kuyt foi um dos destaques holandeses hoje por isso. Nota: 7,0
Blind - Para muitos, e para mim, o melhor lateral esquerdo da primeira fase da Copa do Mundo. TERRÍVEL contra a Argentina! Virou zagueiro após o intervalo, mas não só por isso errou tudo o que tentou. Nota: 1,0
De Jong - Começou como marcador individual de Messi, o que, de acordo com a alta posse de bola que a Holanda tinha, foi deixando de acontecer com o passar do tempo. Não buscou fazer algum tipo de ligação zaga-ataque. Não que seja sua obrigação, mas é alguém que tem essa capacidade. Quando a Argentina teve a bola, ele não deixou que criassem muito perigo. Foi substituído aos 17 minutos da segunta etapa. Nota: 6,5
Wijnaldum - Diferentemente de De Jong, o camisa 20 tinha a obrigação de criar, e não criou. Jogou mal. Muito por conta disso Robben quase não foi citado pelos narradores durante o jogo. Nota: 4,0
Sneijder - Até mais do que Wijnaldum, tinha que criar e chamar a responsabilidade por ser o craque que é. Além de não cumprir com isto, perdeu seu pênalti. Nota: 1,0
Robben - Por conta do esquema de Van Gaal, teve de ficar esperando. Um desperdício imenso! Nas raríssimas vezes que recebeu a bola, foi pra cima, mas não deu em nada. Nota: 6,0
Van Persie - Isolado e bem marcado pelos zagueiros adversários, foi quase que nulo nesta partida. Pela segunda vez na sua carreira passou uma partida sem finalizar. Curiosamente, a primeira vez que isto aconteceu foi também numa semi-final de Copa do Mundo, contra o Uruguai em 2010. Nota: 0,5
ENTRARAM:
Janmaat - Entrou no intervalo e foi bem; buscou o fundo quando teve a oportunidade. Nota: 6,0
Clasie - Entrou na vaga de De Jong e não fez nada de diferente do mesmo. Não criou, não buscou e nem precisou marcar muito. Nota: 5,0
Huntelaar - Entrou já na prorrogação e a bola nem chegou até ele. Sem nota.
Meu Twitter pessoal: guilhermelnz

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