"Estamos no caminho certo"? Sim, para mais um ano fatídico

Os problemas do Náutico estão longe do fim (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)
No último sábado (19), na entrevista coletiva concedida à imprensa após a derrota por 3 a 1 para o Boa Esporte em plena Arena Pernambuco, o técnico Sidney Moraes afirmou que o time do Náutico estava no caminho certo e que um revés não atrapalharia o trabalho que estava sendo construído. Tudo isso depois de seus comandados apresentarem um futebol pífio pela segunda partida consecutiva.

Desta vez, não teve incompetência do adversário e sorte que ajudassem o Timba. Diferente do jogo contra o Sampaio Corrêa, no qual os alvirrubros saíram vitoriosos - no sofrimento - pelo placar mínimo, a última partida mostrou uma equipe que soube envolver o adversário e conquistou os três pontos com todos os méritos. O Boa Esporte, apesar de sugerir um erro de concordância em seu nome, acertou no seu futebol (hein?). Nem parecia que o Náutico jogava em casa. Mas não há motivos para preocupação, pois estamos no caminho certo! (risos)

Aliás, esta frase nos remete ao fatídico ano de 2013 (2014 não está sendo diferente, convenhamos), quando Zé Teodoro, um dos trocentos treinadores que passaram pelo Alvirrubro da Rosa e Silva àquela época, soltou essa mesma pérola em pleno início de calvário na Série A. Agora, nosso calvário é outro e o buraco é mais embaixo. A 12ª colocação e os 15 pontos na Série B já ligam o sinal de alerta nos Aflitos. Se já chegamos a sonhar com um Náutico mais presente na elite do futebol brasileiro, hoje tememos a Série C e a reedição do melancólico filme do final dos anos 90.

A diretoria atual, mesmo com toda a sua boa vontade e sua honestidade, vem repetindo os erros da gestão passada (inúmeros jogadores contratados para depois serem dispensados, ausência de patrocinador master... Além do mais, cadê a tão prometida auditoria das dívidas do clube?) e a torcida está cada vez mais impaciente. Some-se isso à má localização da Arena Pernambuco e à deficiência na mobilidade até o estádio e o que vemos é um time sem apoio (a soma dos públicos dos dois jogos seguidos na Arena não chega nem a 14 mil pessoas), sem perspectiva de melhora e afundado numa crise que parece interminável.

É, rapaz, 2014 vai ser mais um ano daqueles... E nem adiantará torcer para que ele acabe logo se 2015 for a mesma coisa. Parece que estamos entrando num ciclo vicioso. Mas, antes de pensarmos no próximo ano (é bom a diretoria ir fazendo isso logo, tendo em vista que ela prega tanto o planejamento e 2014 está praticamente perdido), voltemos ao momento atual. Se for pra sofrer, que não seja de véspera. Vamos aproveitar (sic) o hoje.
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Autor: Luís Francisco Prates

Náutico, Borussia Mönchengladbach e Benfica. Pernambucano, 20 anos, cristão e estudante de Jornalismo.
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