Duas vezes Menezes

Quantos gols você fez Menezes? (Foto: Fox Sports)
Salve, salve, torcida palestrina que acompanha o C11. Depois de duas vitórias em duas partidas após o retorno do recesso na Copa do Mundo, finalmente o Palmeiras chegou a sua primeira vitória sob o comando do treinador argentino, Ricardo Gareca.



  Não foi pelo Campeonato Brasileiro e sim pela Copa do Brasil. Torneio que por muitos é chamado de atalho mais curto para se chegar a uma Copa Libertadores, mas que desde o ano passado ficou um pouco mais difícil, pois conta com a presença das equipes que disputaram o torneio continental no primeiro semestre a partir da segunda fase da competição.

Enfim, olhando para a situação atual do Verdão era deveras entendível o alviverde estabelecer uma certa prioridade para a Copa do Brasil tendo em vista a dificuldade do Palmeiras de alçar voos maiores no Brasileirão. Em contrapartida no final de semana o Palmeiras tem clássico contra o Corinthians e pela primeira vez na história na CDHU do rival.

Gareca viva seu momento Hamlet e como o personagem de Shakspeare a caveira poderia ser sua própria caso os resultados em questão fossem negativos. Então: Copa do Brasil ou Brasileirão, eis a questão?!

E Gareca então foi a campo com o mistão enfrentar o Avaí no Sul da Ilha em Santa Catarina. O resultado positivo era o ideal para levantar o moral da equipe, já a derrota poderia ser logo esquecida devido a importância do jogo posterior. Não era hora de testes, mesmo assim Gareca resolveu se arriscar.

Weldinho, Josimar, Felipe Menezes, Victor Luiz (quem?), Wesley de capitão. A escalação inicial assustava qualquer torcedor palmeirense, porém prometemos dar tempo para o argentino trabalhar, então esperamos a bola rolar quietos.

E o primeiro tempo foi um show de horrores. Muitos, mas muitos passes errados. O Avaí teve mais volume que a gente, porém nós tínhamos o goleiro Fábio que fez no mínimo três boas defesas e garantiu o bicho da galera no primeiro tempo.

A entrega dos jogadores do Palmeiras era tão evidente quanto a falta de técnica dos mesmos. Passes de menos de um metro parando na placa de publicidade e nos pés dos jogadores de azul. E na única oportunidade que o Verdão teve de abrir o placar ainda na primeira etapa, Leandro provou que os tempos áureos realmente já passaram, quando ficou na cara do gol, em vez de tocar por cima do goleiro chutou em cima do mesmo.

Já estávamos nervosos com a postura do time do Palmeiras nas partidas contra o Santos e no primeiro tempo do jogo contra o Cruzeiro, no qual saímos derrotados em ambas as oportunidades. Tendo visto isso, munido do péssimo futebol apresentado no primeiro tempo, talvez a torcida não aguentasse mais quarenta e cinco minutos de um futebol pífio. Talvez fosse o estopim para o início de uma série de reclamações.

Porém o Verdão entendeu que deveria entrar com outra postura no segundo tempo e foi exatamente isso o que aconteceu.

Se nem só de pão vive o homem, nem só de garra vive o Palestra. Ok, a raça palmeirense é essencial, mas sem técnica é jogada ao léu.

Melhoramos no segundo tempo, e muito. Weldinho e Victor Luiz mostraram que podem ser boas sombras para Wendel e Willian Matheus nas laterais, isso se não assumirem a titularidade. Mouche por mais que estivesse escondido boa parte do jogo, mostrou perigo em suas jogadas.

Tanto que aos 11 minutos da etapa complementar, Felipe Menezes (sim, sem o ZzZz, novamente) fez boa jogada e passou para Mouche que foi até a linha d efundo e cruzou rasteiro para Leandro que displicentemente bateu fraco e mandou pra fora.

Foi o último lance de Leandro na partida. Na sequencia o técnico Ricardo Gareca o substituiu promovendo a entrada de Bruno César, trocando assim um atacante por um meia armador. Seria essa alteração um sinal de que o empate estava de bom tamanho? Nada disso. Gareca foi estrategista. Observou no time a falta de um armador que no caso soltaria mais o craque Felipe MenOzil para encostar nos atacantes de frente.

Gareca, além de estrategista provou que também é Deus. Somente não observou perfeitamente o momento do Palmeiras no jogo, tendo fundamental participação no resultando final, ele ainda fez com que Felipe Menezes jogasse bem pela segunda partida consecutiva.

Com o camisa 18 solto em campo não demorou muito para que ele tirasse o zero do placar. Aos 17 minutos, Menezes recebeu passe na intermediária e avançou para bater forte com a perna direita de fora da área. A bola ainda bateu na trave esquerda de Vágner e morreu no fundo do gol. Um golaço.

O primeiro gol do Palmeiras elevou o moral do Verdão que partiu a afunilar os catarinenses em busca do segundo gol, e ele veio. Não só um gol e sim outro milagre.

Se não bastasse estarmos ganhando com a equipe mista e com gol do Felipe Menezes, Gareca também aplicou sua misericórdia na vida de Josimar, vulgo JosiMal.

Se o camisa 15 do Palmeiras já havia iniciado a jogada do primeiro gol de Menezes, ainda que com um passe simples, o volante que veio do Internacional resolveu sofisticar. Josimar virou JoZidane que aos 25 minutos enfiou uma bola perfeita, pra quem? Para Felipe Menezes. O meia cara a cara com Vágner com apenas um domínio e um chute fez o que Leandro não consegui fazer em toda a partida. Gol!

E ainda cabia mais. Dois minutos depois do segundo gol, Bruno César recebeu bom passe e arriscou um ótimo chute de fora da área, porém Vágner fez uma bela defesa evitando o terceiro do Verdão.

Mesmo assim, final: Avaí 0 x 2 Palmeiras. Vitória com propriedade e moral elevado para a partida do fim de semana na Arena Gambá contra os ditos- cujos.

E o que eu tenho a dizer sobre o jogo? Gareca é Deus, Josimar joga muito, Menezes é mito e agora partiu treinar para fazermos cosplay de Figueirense, domingo.

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Autor: fábio

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