De que vale a Recopa?

Quarto troféu continental do Galo veio no melhor estilo
"casa cheia e drama até o final" (Foto: Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro)

Não era o mesmo time nem era o mesmo campeonato, mas a vontade de vencer da Libertadores 2013 se manifestou em seu melhor estilo na noite desta quarta-feira no Mineirão. Atlético e Lanús fizeram a final do grandioso torneio de dois times parecer o jogo da vida de cada um deles. E na verdade era, pelo menos para o Galo.


A história do jogo todos já devem ter visto por aí. Me resumo a dizer que lembrou os bons tempos da final inesquecível da Champions League de 2005 (aquele 3x0 do Milan revertido em 3x3 e vitória do Liverpool nos pênaltis em Istambul), claro que guardadas as devidas proporções.

O 4x3 de ontem teve de todos os ingredientes possíveis. Gol de pênalti, marca histórica, gol contra, duas viradas, clima de despedida de jogador e, claro o famoso sofrimento alvinegro. Esse não pode faltar. Em algum lugar no estatuto de fundação do Atlético lá em 1908 deve estar escrito e registrado que fica proibido o Galo vencer algo com o mínimo grau de tranquilidade.

A vitória e o título não mascaram a situação atual do time. O clima de ressaca que parece ter imperado no Galo desde 25 de julho do ano passado até  o exato momento não parece ter passado. Nesse "intervalinho" passou um Brasileirão, um Mundial, um Mineiro e outra Libertadores. A zaga continua dando calafrio em cada jogada do adversário e a lateral segue inexistente no time. Tais defeitos ficaram evidentes ontem mesmo, na final. Mas o que se ouviu sobre o jogo foi a máxima "esse campeonato nã vale nada, mas se perdesse seria pior". Mais pura verdade.

É certo que, subjetivamente, para a torcida ver o time com garra para vencer novamente pode ser um motivador e tanto. Sem reforços e com o time jogando os belos e empolgantes jogos do Brasileirão com toda animação do mundo (ironic) a situação pode complicar. Para o restante do ano o time tem dois importantes projetos: o título inédito da Copa do Brasil e uma arrancada no Brasileirão pra, numa previsão realista, tentar uma vaga na próxima Libertadores. O desejo, os dois. O real, um deles. O possível, nem um nem outro.

Mas vamos olhar pelo lado bom. O título do Atlético veio para salvar esse ano pós-Libertadores. Depois de deixar o Brasileirão 2013, o Mundial e a Libertadores 2014 escapar (com plenas condições de ganhar ou pelo menos chegar à final no caso do Mundial), as frequentes em tempos antigos e já adormecidas luzes da crise na Cidade do Galo ficariam muito próximas de serem reacendidas. A torcida pode matar mais um pouquinho a saudade do Mineirão, além disso, no plano internacional, o humilhado, combalido, desnorteado, e mais uma linha de adjetivos, futebol brasileiro ergueu enfim um troféu em 2014. Vamos acompanhar o restante do ano.

Parabéns, Galo!

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Autor: Unknown

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