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| Foto: Flamengo Oficial / Facebook |
Acima de tudo rubro-negro. Foi exatamente isso que a torcida do Flamengo demonstrou domingo no Maracanã, no clássico contra o Botafogo pela 12ª rodada do Brasileirão. Eu estive presente nessa festa e contarei um pouco mais sobre ela e sobre o que senti. Vamos lá!
Imagine um clube gigante, que já conquistou o mundo e tem a maior torcida do planeta. Agora imagine esse mesmo clube vivendo uma das piores crises de sua história no futebol, na lanterna do campeonato nacional e há 8 rodadas sem vencer. Essa era a situação do Flamengo antes do jogo contra um de seus maiores rivais: o Botafogo. Diante de uma situação dessas, o que motivaria a torcida a ir ao estádio? Essa mesma crise. Com o time não rendendo o esperado o "camisa 12" do time resolveu aparecer e mudar toda a história. Poucos eram os momentos que a torcida não fazia barulho.
Maioria absoluta na arquibancada, a Nação Rubro-Negra lotou sua parte no Maracanã, e não deixou espaço para a torcida botafoguense reagir. Nos poucos momentos alvinegros tentavam incomodar, a massa flamenguista logo voltava a cantar com toda a força. Num jogo como Flamengo X Botafogo, na situação tensa que vivia e ainda vive o Mengão, o apoio foi e continuará sendo fundamental.
A animação do primeiro foi imediata. Nos primeiros 4 segundos de jogo uma finalização já havia sido criada: um chute tosco de Everton. Nem perto do gol a bola passou, mas já era uma demonstração que o time entrara em campo com vontade de vencer. O canto aumentava, o hino rubro-negro vinha da arquibancada. Não só em forma de música, mas também de espírito, de valores. Afinal, como já diz a canção composta por Lamartine Babo, "Uma vez Flamengo, sempre Flamengo...", e era esse sentimento que tomava conta de cada torcedor. Já no final da primeira etapa veio um sentimento sem igual, incomparável a qualquer outro para um fã de futebol e que pode ser expressado por um grito: "GOL!". Após o cruzamento de João Paulo, Alecsandro empurrou a bola para as redes, e a Nação explodia na arquibancada.
Intervalo de jogo no Maracanã. Hora de descansar? Não. Uma torcida organizada rubro-negra ensaiava uma canção que inventara há pouco tempo. Uma paródia (vídeo abaixo) do hit argentino mais famoso, que ficou popular durante a Copa do Mundo e várias torcidas fizeram sua versão. Diferente da maioria das outras, a paródia rubro-negra não tinha como intenção principal provocar nenhum rival, e sim demonstrar amor ao time. A primeira estrofe diz: "Acima de tudo rubro-negro, amor maior não tem igual. Te juro que no pior momento eu vou te apoiar até o final...". Pegou. Em poucos instantes toda a torcida já cantava a música. E foi nessa animação que o jogo reiniciou.
Jogo mais tenso no segundo tempo, o Botafogo pressionava mais que na etapa inicial. A cada chute do alvinegro era um "mini-enfarto" em cada flamenguista. O Flamengo tinha suas chances, e a torcida cantava mais alto a cada minuto. Num lance que parecia simples, já no final do jogo, o goleiro Paulo Victor saiu jogando com o zagueiro Marcelo, que se atrapalhou e perdeu a bola. Num primeiro chute a bola foi defendida. A torcida vibrara. Depois, na sobra, sem goleiro, Zeballos chutou e em cima da linha Wallace tirou. A Nação Rubro-Negra comemorava como se fosse o segundo gol do time. Só depois percebeu que não estava valendo: impedimento. O susto foi tão grande que nem todos perceberam a intervenção do assistente no lance. Uma loucura ocupava o coração de cada rubro-negro presente no Maracanã.
Fim de jogo, hora de ir para casa. Mas a maioria da torcida do Flamengo presente no estádio ficou para apoiar a equipe, e com a paródia argentina que deu muito certo a massa demonstrava seu amor ao time, que por sua vez agradecia. Essa torcida que cobra, que apoia, que faz de tudo pelo clube. Mais que uma torcida, uma nação rubro-negra, que ensinou a maneira certa de, num domingo, ir ao Maracanã e torcer para o time que é fã.

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