Campeão, mas ninguém liga

Quem diria, Wesley levantando uma taça pro Palmeiras. (Foto: Marcos Ribolli)
Salve, salve galera campeã do Troféu Juninho Botelho. Claro que não passa de gozação o fato de estar comemorando esse "título", porém esse deve ser o único de nosso centenário. Em suma, pelo menos ganhamos algo dentro de campo em nosso ano mór, diferentemente de uma galerinha de Itaquera que teve de se contentar apenas com a Fórmula Truck.

  Enfim, ontem foi dia de Palmeiras. No Pacaembu enfrentaríamos a equipe italiana da Fiorentina pelo Torneio Euro Americano. O tal torneio segue um formato de disputa entre continentes e não entre clubes, sendo assim o Palmeiras era América contra o adversário do Velho Continente. Seria a oitava partida do torneio que até então estava sendo vencido por 4 a 3 pelos europeus. A Fiorentina já havia jogado e ganhado do Estudiantes da Argentina no ultimo fim de semana. Script perfeito para dar merda novamente, certo? Errado.

O Palmeiras que nesse início de Era Gareca tem em quatro partidas, apenas uma vitória e três derrotas, sendo duas em clássicos e que não vence a seis partidas no Brasileirão, sendo cinco derrotas tinha pela frente a tradicional equipe da Fiorentina, e o confronto valia o Troféu Juninho Botelho, ex jogador que vestiu a camisa das duas equipes que foram a campo nessa quarta. O troféu era algo simbólico, mas a vitória servia como um motivacional para o confronto direto para fugir do Z4 nesse domingo contra o Bahia.

Sendo assim o Palmeiras foi ao gramado do Estádio do Pacaembu com estreias. Primeiramente na vestimenta. Iniciando os festejos do centenário palestrino que ocorre daqui exatos 26 dias (26/08), o Verdão entrou a campo com uma camiseta azul em homenagem a Itália, país de origem do clube, no qual também era país dos nossos adversários.

Além da estreia da belíssima camisa azul, era a primeira vez do meio campista Agústin Allione com a camisa do Palmeiras. Argentino de 19, Agústin é "cria" de Ricardo Gareca no Vélez Sarsfield e veio ao Palmeiras sob status de bom jogador. Porém seu cartão de visitas não foi dos melhores. Logo no início de jogo, o camisa 20 disponibilizou um perigoso contra- ataque para a Fiori que poderia ter modificado completamente o andamento da partida, porém contamos com a sorte e o senegalês Babacar perdeu a chance com bastante displicência. 

E já rege o mais arcaico ditado do futebol brasileiro. Quem não faz...? Ah, quem não faz, toma e é gol do Palmeiras. Após o susto no início do jogo, o Verdão acordou e impôs seu jogo contra os italianos e foi assim que aos 16 minutos o lateral Victor Luis fez seu primeiro gol com a camisa do Palmeiras, e que gol. O canhoto revelado na base do clube acertou um tiro rasante de fora da área e não deu chances ao goleiro Neto. Palmeiras 1 x 0 Fiorentina.

Não vou iludir o torcedor palmeirense falando que o time jogou a partida dos sonhos, pois estarei mentido. Continuamos errando alguns passes, isolando algumas bolas e cometendo erros bobos. porém finalmente conseguimos munir raça e vontade com um pouquinho que seja de futebol.

Tanto que o segundo gol marcado no fim do primeiro tempo traduziu bem o que estou descrevendo. Boa arrancada do Palmeiras pelo meio e bola pra Leandro. E o atacante fez o que a tempos não se via fazendo. Ele teve frieza, deixou o marcador passar e com categoria deu um tapa na bola tirando totalmente o goleiro Neto, da Fiorentina, do lance. A comemoração foi tímida, sem estardalhaços, típica de um atacante que não vive sua melhor fase da carreira, mas que marca um gol que pode virar o jogo. 

No segundo tempo fomos um tanto quanto neutralizados. A entrada de Giuseppe Rossi, principal jogador da Fiorentina relacionado (já que Mário Gomes e Cuadrado não foram a campo) melhorou o sistema ofensivo do time italiano que até diminuiu o marcador com um belo gol do próprio Rossi na metade do segundo tempo, mas foi só.

Palmeiras (campeão do Troféu Juninho Botelho) 2 x 1 Fiorentina. 

O Verdão que poupou alguns de seus titulares, mesmo assim venceu o tradicional time italiano. Mesmo assim não há muita diferença entre titulares e reservas, quando os poupados são: Wendel, Henrique, Felipe Menezes...

Enfim, vitória que em tese não valeu de nada. Mas esperamos que sirva para dar confiança ao time. Vamos conferir se isso realmente acontecerá, nesse domingo contra o Bahia.

ACOMPANHE O PALMEIRAS NO:
Compartilhar no Google Plus

Autor: fábio

    comentar com Facebook