Quem diria que um jogador do Toronto nos salvaria

Júlio César após a classificação (Foto: página oficial da Fifa)

Receio, medo, tensão, emoção e comemoração! Um momento inesquecível e sofrido na vida dos brasileiros nesta tarde de sábado.

Uma explosão de alegria e tristeza em cada parte de nossos corações. Alegria, claro, pela classificação sobre nosso querido freguês. Tristeza, e grande, por não confiar totalmente nos jogadores que estão vestindo a amarelinha. 

Confronto sofrido e apertado já era imaginado na minha mente. Mente na qual não suporta mais Daniel Alves na lateral, Oscar de volante e Hulk de atacante – os dois últimos sem culpa –, um por ser mal escalado e outro por ser ruim mesmo. Muitos dizem que não temos meio-campo. E confirmo, até porque o que temos são os que cobrem a parte direita do campo com as descidas – e não voltas – de Daniel Alves. 

Ah, até esqueci dos atacantes na partida. Neymar machucado desde o início, Fred calejado de ruindade, Hulk o mesmo mas com tentativas. E como todos sabemos: sem Neymar, sem Brasil. Chile pressionava, Brasil não. Perdemos taticamente, ganhamos sofridamente.

Marcelo e Vidal disputando o objeto redondo (Foto: página oficial da Fifa)

Pontos positivos

O que posso destacar na partida de hoje são os jogadores Júlio César, Marcelo e Hulk (Sim, o incrível Hulk). O goleirão do Toronto no qual será criticado eternamente pela sua escolha de atuar em uma competição de baixo nível, bateu no peito e mostrou que a camisa 12 nasceu para ele. Salvou no tempo normal, pegou dois pênaltis e contou com a sorte no terceiro. Hulk, de bom, só a ruindade. Inexplicável, mas entendível. Marcelo foi bem por ter corrido, se esforçado. Como de costume, Neymar sempre é destacado. Mesmo machucado, ficou em campo e ainda fez algo.

Pontos negativos

Como destaquei acima: sem Neymar, sem Brasil. Perde o meio-campo, ataque, até transição da defesa com os setores de frente. Neymardependência define, talvez. Não pode, é feio e improdutivo. 

Fred pregado, Hulk atentado. Não funciona quando queremos depender deles, quando precisamos deles. Fred não está caindo pelas pontas, recuando, ou algo do gênero para buscar a bola e tentar um chute sequer. O cara verde da camisa rasgada e bunda defumada até tenta, mas é impedido pelas suas quedas inexplicáveis, como também chutes de dentro da área que não tem o mesmo efeito que de fora.

David Luiz comemorando seu gol com Marcelo (Foto: página oficial da Fifa)

Notas

Júlio César | Pegou até meu coração de jeito. – Nota: Sua camisa pede 12, sua mão 10 e coração π.

Daniel Alves | Baita brother, mas até agora estão plantando árvores nas suas costas. Criaram rodovias, cidades, países e até planetas. – Nota: Zero em todas as línguas. 

Thiago Silva | Um capitão seguro e com um cabelo normal. – Nota: 7.5

David Luiz | É o tipo de menino que não pegou nem caspa na infância. Jogabilidade boa, atrativa e interessante. Mais um gol. – Nota: 8.0

Marcelo | Correu, marcou, atacou, tentou. Cobriu Neymar, Fernandinho e esqueceu de polemizar. Foi bem, muito bem. – Nota: 8.0

Luiz Gustavo | Nem parece, mas é um magrelo que faz uma ótima volância. Sem ele, o Daniel Alves estaria morto. – Nota: 7.0

Fernandinho | Apesar de mal, prefiro o Paulinho. Uma hora encaixa. No jogo, foi bem, ou quase bem. Valeu o teste. – Nota: 6.5

Oscar | Cara, ele é bom. Tem rosto de molecão, mas sabe meter uns passes, gols. Se preocupe menos com as ordens táticas e faça o seu jogo, sua posição de origem. – Nota: 6.0

Hulk | Gracyanne Barbosa com grife. Tenta, tenta e tenta demais ser gostosa, mas não consegue levar uma fapada. Nota: ( )) ← uma bunda de lado (!!!)

Fred | Não gosto de atacante lento. Hoje, para o futebol, não tem vez. É rápido ou ágil. Ele não é nada disso. – Nota: deitado 8, em pé 2.

Jô, Ramires e Willian | Primeiro foi/é horroroso, segundo só me lembra isto (clique aqui) e o terceiro... o terceiro me confunde jogando bem e mal ao mesmo tempo.  Nota: 0, 1 e 2 respectivamente.

E o Brasil enfrentará a Colômbia nas quartas de final. Sim, a tão temida seleção colombiana. Vai ser uma pedra no caminho do tamanho da bunda do Hulk, mas temos Neymar para detê-la. Guarde as emoções para sexta-feira (04) às 17h no Castelão (ou em casa no sofá).

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Autor: Kayo Lopes

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