| "Quem foi o tonto que pagou 42 conto por mim?" (Foto: Ivan Storti/LANCE!Press) |
Após perder o título paulista para o Ituano, o Santos procurava esquecer o revés na final do estadual e começar o Brasileiro com vitória - fato que não ocorre desde 2005 - e manter os 100% na Vila em 2014. Pois o "tabu" continua, 1x1 com o Sport debaixo de chuva.
Desde o anúncio da contratação todo mundo sabia ia dar bosta. Mas mesmo assim a gente tentou apoiar essa ameba. De verdade, a gente tentou. A gente aguentava enquanto Geuvânio tava destruindo. Até aceitava ver o Gabigol - finalizador e não armador, ok, Oswaldo? - totalmente fora de posição. Agora não dá mais, não dá. A bola bate nele e volta. Ele deixa nosso ataque lento e ainda seu preço exorbitante impede que Lucas Lima (Ou Rildo, se Oswaldo quiser ver os quatro jogadores de frente trocando de posição incessantemente) jogue de titular. E hoje, para mostrar como valeu essa linda contratação, conseguiu perder uma chance com o gol aberto, escancarado. O que mais irrita a mim, senão a todos nós, é esse cara jogar 90 minutos todo santo jogo. Não é proibido tirar essa doença de campo, Oswaldo.
Mudando um pouco o foco, o Santos foi a campo novamente com dez homens e o cone de 42 milhões: Aranha; Cicinho, Neto, David Braz, Mena; Arouca, Cícero, Gabriel; Geuvânio, Thiago Ribeiro e o rapaz que leva o número 9 nas costas e prefiro não citar seu nome . O Sport, recheado com ex-santistas e um uniforme escroto em homenagem ao Japão veio à Vila Famosa com: Magrão; Patric, Ferron, Durval (saudades, monstro), Renê; Ewerthon Páscoa (esse nem tantas saudades), Mancha (esse muito menos), Renan Oliveira, Wendell (esse até curtia, mas não); Felipe Azevedo (também curtia mas é fraquinho) e Neto Baiano.
O jogo foi o que se espera do Santos. Criando muitas chances na frente, perdendo o meio campo por ter menos homens no setor e a zaga peidando na farofa como sempre. O que não se espera desse time é perder tanto gol como perdeu. A primeira chance veio com uns 4 minutos quando Cicinho tentou tabela com Thiago e o camisa 4 mesmo chegou a frente para bater bonito, colocado e ver sua finalização beijar a trave do Urbano Caldeira. Minutos depois, Damião deu toque de primeira (única vez que acertou algo) e Gabriel chutou mascado forçando defesa relativamente difícil do goleiro Magrão. Passados mais alguns minutos, Geuvânio arrisca de fora e acerta a trave do Sport. Além de falta de Cícero desviada na barreira em que Magrão foi buscar. O moço lá que veio do Inter teve um gol bem anulado.
Só dava Santos, mas não dava para dizer que o time jogava bem. Finalizava, chegava, mas não jogava um futebol convincente. Faltava criação, colocar a bola no chão. Cícero, que é quem deveria fazer isso apesar de não ser sua maior característica, estava muito recuado, Arouca não conseguia jogar e Gabriel perdido jogando fora da posição em que rende mais porque tem que ser sacrificado para vocês sabem quem jogar. Mas como o Santos é "time de segundo tempo" preferi esperar para criticar.
Aos 3 minutos da segunda etapa, o nosso amigo impronunciável se encarregou de esgotar o resto da paciência tinha para com ele. Cícero achou Thiago Ribeiro que, inteligentemente, rolou para o senhor 42 milhões que, sem goleiro, conseguiu a façanha de chutar a bola para fora.
Para melhorar a noite, o Peixe, que já não tinha meio campo, perdeu Arouca com uns 20 minutos alegando cansaço. Neto minutos antes saiu sentindo a coxa direita, mas esse não faz falta. Nas duas vagas, entraram Jubal e Alan Santos.
E já dizia o cara que inventou os chavões que não sei quem é que quem não faz, toma. E após 15 finalizações do Santos sem conseguir furar o bloqueio adversário, o gol do visitante veio. Primeira chegada contundente do Sport, Felipe Azevedo dividiu e ganhou de Mena, cruzou e achou Neto Baiano sozinho para bater Aranha e abrir o placar na Vila.
Três minutos após o gol, Oswaldo decide mudar pela última vez. Lucas Lima entra na vaga do melhor do quarteto ofensivo neste domingo, Thiago Ribeiro. Os mais de 7 mil presentes na Vila gritaram "burro". Por que será?
Mas a mudança surtiu efeito (tá, não foi pela mudança). Cicinho fez boa jogada pela direita, a zaga afastou e Geuvânio bateu bonito. A bola meio sem querer querendo achou a cabeça de Gabigol em posição duvidosa. O gol foi validado e dado para o camisa 7 que agora se torna o artilheiro do time na temporada mesmo fora de posição.
E o Santos resolveu ir com tudo em busca da vitória! E não deu certo. E a arbitragem teve uma ajudinha nisso. Mena levou a bola até a linha de fundo (sim, ele consegue fazer isso) e cruzou para trás, Ferron deu um carrinho com o braço mais aberto que a defesa do Corinthians no 5x1 e o juiz nada marcou. Essa foi a última ocasião do jogo que terminou mesmo em 1x1. O Santos perde pontos que no futuro farão falta lá na frente, o 100% de aproveitamento em sua casa e a chance de jogar com 11 em campo.
Próximo jogo do alvinegro é contra o Coritiba sábado no Couto Pereira. E não que signifique algo, mas hoje o Santos ocupa a 7ª colocação na tabela.
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