Defesa que ninguém "Prassa"

Imagem via: Placar/Abril
Fala galera ceonática, fala galera palmeirense! Muito se fala dos dribles e passes de Valdívia e dos gols de Alan Kardec, porém hoje vamos falar dele, que literalmente defende o Palmeiras com a suas próprias mãos, vamos falar do goleiro do Verdão, Fernando Prass.


 Maior escola de goleiros do Brasil, o Palmeiras já revelou grandes nomes da posição para o cenário do futebol mundial. Caso de Valdir Joaquim de Moraes e Oberdan Cattani para os mais antigos e de Sérgio, Velloso e Marcos para os mais novos. O último encerrou sua carreira dois anos atrá, e é considerado por muitos como o maior goleiro da história do Verdão, alcunhado como São Marcos.

Mesmo assim, depois da aposentadoria de Marcos o ponto de interrogação se instalou no gol do Palmeiras. Goleiros prata da casa tomaram a posição, porém não corresponderam a altura os milagres provenientes da camisa um verde e branca.

Primeiro foi a vez de Deola, goleiro que havia rodado diversas equipes menores por empréstimo, teve sua primeira oportunidade após nove anos de alviverde em 2009 ainda com Marcos atuando, porém contundido. Com o fim do ciclo de Marcos com a camisa do Palmeiras, Deola conquistou a tão sonhada titularidade no início de 2012, porém a mesma não durou muito. Falhas nas partidas decisivas no Campeonato Paulista, fizeram com que a torcida pressionasse o arqueiro, que perdeu a vaga para outro goleiro formado na Academia de Futebol, Bruno.

Bruno foi o camisa 1 do Verdão na conquista invicta do Palmeiras da Copa do Brasil em 2012, entretanto também era titular do elenco que foi rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro no mesmo ano. O descontentamento da torcida do Palmeiras em relação a Bruno era evidente, tanto que depois de décadas a torcida sentia uma enorme carência de alguém em baixo das traves do time.

As falhas, o rebaixamento e as críticas da torcida, fizeram que a diretoria do Palmeiras tomasse uma posição, sacar Bruno e contratar um novo goleiro. A última vez que um jogador da posição foi contratado pelo Palmeiras havia sido em 1994, Roberto "Gato" Fernandez, goleiro paraguaio, titular da seleção de seu país na Copa de 1986 veio numa negociação junto ao Internacional.

Mas dessa vez quem veio foi Ferando Prass. Goleiro experiente de 35 anos, ganhou destaque no cenário nacional já com idade avançada, em 2009 na conquista da Série B com o Vasco da Gama, quando o mesmo tinha 30 anos de idade. E era a mesma Série B que Prass já havia ganho com o Vasco que ele tinha como responsabilidade levar o Palmeiras ao ápice em 2013.

Revelado pelo Grêmio em 1998, Prass  não teve muitas oportunidade pelos pampas gaúchos, tanto que foi emprestado para o Francana e posteriormente para o Vila Nova. Suas boas atuações pelo time goiano, chamou a atenção do Coritiba, que o comprou em definitivo em 2001.

Após três anos pelo time paranaense, Fernando Prass teve a oportunidade de ir jogar fora do país, e por três anos o União de Leiria, time mediano de Portugal foi a sua casa. Após mais três anos em Portugal, o goleiro chegou ao Vasco, como dito anteriormente. Após mais três anos no clube da colina, a situação financeira que o clube se encontrava fez com que Prass chegasse ao Palmeiras.

A sua idade avançada era o fato que deixava os palmeirenses com um pouco de pé atrás, mesmo assim suas boas atuações logo nas primeiras partidas pelo clube alviverde, fizeram com que Prass jogasse a desconfiança para escanteio.

Tanto que logo vários apelidos começaram a surgir das arquibancadas.  Apelidos como: Prassilias, Van der Prass, São Prass, fazia um paralelo entre o goleiro alviverde e grandes luvas do futebol mundial, como Van der Sar, Iker Cassilias e São Marcos.

Mesmo com suas boas atuações e suas defesas importantíssimas, sua confirmação com a camisa do Palmeiras se deu quando Prass não estava em campo. Na última rodada da primeira fase do Paulistão de 2013, o goleiro se contundiu ainda no primeiro tempo da partida contra o Ituano fora de casa, onde a equipe já estava devidamente classificada para a fase posterior. Após sua saída, Bruno (aquele mesmo do início da matéria) entrou em campo e falhou nos dois gols sofridos pelo Palmeiras na derrota por 2 á 1. Porém o pior ainda estava por vir, com a lesão na clavícula detectada, o guarda metas titular ficaria de fora dos gramados por duas semanas e desfalcaria o Verdão na fase mata mata do Paulistão e da Copa Libertadores.

Nas duas semanas que Prass esteve fora, o Palmeiras foi eliminado em ambas as competições, e na Libertadores, o pior. Numa partida em que o Palmeiras era melhor tecnicamente e forçava mais as jogadas de ataque contra o Tijuana do México, um chute fraco do atacante colombiano Riascos passou no meio das pernas de Bruno e foi capital para a eliminação do Verdão na maior competição latino americana. Estava nítido a dependência do Palmeiras em relação a Prass.

Recuperado, Prass voltou para nunca mais sair da guarda meta alviverde. Tanto que após a saída do zagueiro Henrique no começo dessa temporada para solos napolitanos, o camisa 25 herdou a braçadeira de capitão devido o seu espirito contagiante de liderança e a segurança que o mesmo passava na defesa do Palmeiras.

Hoje, Fernando Prass é o cara do gol alviverde, responsável por segurar resultados, aplicar milagres de baixo do poste, honrar nosso histórico de mitos segurando o resultado lá atrás. Foram- se Emerson Leão, Valdir de Moraes, Oberdam Cattani, Zetti, Aymoré Moreira, Fábio Crippa, Velloso, Sérgio e Marcos e ficou Fernando Prass.

Com Prass em nossa meta, temos certeza que cumpriremos a risca o trecho de nosso hino, no qual entoamos que nossa defesa é a que ninguém passa, digo nossa defesa ninguém "Prassa".
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Autor: fábio

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