Muricy:
Mesmo com três anos de Santos, não se vê continuísmo no trabalho de Muricy o técnico já usou as mais diversas formações, mais por vezes perdeu o modo de jogar, ou as peças importantes, mais nunca a base. Em 2011 o Santos campeão da Libertadores começou mal a campanha pelo título, nos três primeiros jogos apenas dois pontos conquistados. No returno o Santos se ajeitou, contra o Colo-Colo venceu com uma convincente atuação na Vila, mais perdeu Neymar e Elano expulsos e fora do confronto decisivo contra o Cerro Porteño no Paraguai, uma derrota seria praticamente a eliminação. Muricy foi bem ao seu estilo, fechou o meio-campo com três volantes e deixou Ganso livre para criar. Resultado, vitória e classificação encaminhada, retomada rumo ao título.
"O tricampeonato da Libertadores veio com campanha de recuperação e ao estilo pragmático de Muricy Ramalho. O técnico arrumou o sistema defensivo e plantou Adriano à frente da zaga no 4-3-1-2 montado para Ganso acionar Neymar, joia e craque do torneio continental com apenas 19 anos."
A primeira peça que Muricy perdeu foi Zé Eduardo, para a vaga dele ganhou Borges, que já tinha obtido exito com o mesmo treinador no São Paulo, bi-campeão Brasileiro em 2007 e 2008, foi contratado. Com a contusão de Adriano, peça importante na campanha do tri da América, Henrique veio do Cruzeiro para suprir a carência na volância Santista. Com as lesões de Elano e Ganso, Alan Kardec e Ibson reforçaram o time na busca pelo tri mundial. Cheio de incertezas o time foi para o Japão, mais a dúvida central era: "Como parar o melhor time do Mundo ?". Não teve receita, 4-0 para o Barcelona fora o baile.
Com a saída de Danilo, volante/lateral, Fucile foi contratado para resolver o problema do lado direito Santista, mais logo se machucou, e com Juan na esquerda para os eventuais "descansos" de Léo, o Santos arrumou a defesa. Durante a Libertadores a má fase de Borges o credenciou ao banco de reservas, com isso Alan Kardec foi efetivado no 4-2-3-1 "torto" de Muricy, como o abaixo, na semi-final da Libertadores diante do Corinthians:
"Na vitória por 4 a 2 sobre o Grêmio pela oitava rodada do Brasileirão, na “despedida” de Neymar antes de se apresentar à seleção olímpica, Muricy Ramalho foi taxativo: Em função dos desfalques – além da Joia, Mano Menezes levou Ganso, ainda vinculado ao clube, e Rafael Cabral – e da saída de nomes como Ibson, Alan Kardec, Borges e Elano, sem contar as contusões dos laterais Fucile e Juan e dos reservas Galhardo e Bernardo, seu time teria que ser mais tático e basear sua proposta no trabalho coletivo." André Rocha definiu assim a proposta do 8º colocado no Brasileirão.
Com a saída de Ganso, o Santos foi atrás de uma novo camisa dez. Em um pacotão, daqueles de começo ano, chegaram Montillo, Cícero, Marcos Assunção, Renê Jr, Neto, entre outros.
O mesmo 4-3-1-2 que deu a Libertadores lá no começo da jornada de Muricy no Santoa voltou, com Renê Jr. como primeiro volante, Arouca e Cícero abertos, o segundo foi o maior destaque das contratações santistas, sem muitos holofotes Cícero caiu como uma luva no esquema de Muricy, com uma ótima finalização de média distancia fez nove gols no Paulistão, quatro a menos que o artilheiro, William. Abaixo o Santos no Paulistão, com exceção a Montillo que ficou fora das finais:
Com as possíveis saídas de Neymar e André, e a possível chegada de Cortês, com a confirmada chegada de Henrique, que fez o Paulistão pelo Mogi Mirim, o Santos para o Brasileirão pode ser mais ou menos assim (como na imagem abaixo) sem mexer na base, Patito pode retornar ao time e Henrique ser efetivado no comando de ataque. Com Giva, Miralles e Victor Andrade como opções viáveis, tudo dependera das cifras de Barcelona ou Real Madrid, até porque, o Santos passa por Neymar e sem ele é difícil de se imaginar.
O Santos não faz uma boa temporada, apesar do vice-campeonato paulista e a vaga na terceira fase da Copa do Brasil encaminhada, o time não apresenta um bom futebol, muito se questiona o trabalho de Muricy, mais fato é que o dependente Santos, caso perca Neymar vai mergulhar em um processo de reformulação do modo de jogar que pode levar algum tempo, talvez tempo demais, em poucos dias recomeçam as decisões, Brasileirão, mata-mata da Copa do Brasil. A pergunta que fica: Como vai reagir o Santos sem Neymar? O futuro de fato passa pelo craque santista, e como dito acima, "sem ele é difícil de se imaginar".
Abraços,
Rai Monteiro




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