Me diz como se sente...

Depois de muito sofrimento por antecipação e crises de ansiedade das torcidas e imprensa, chegou o grande dia. Corinthians e São Paulo, na Arena Corinthians, protagonizaram o primeiro Majestoso válido pela Libertadores em toda a sua história, e, por mais diferentes que fossem as circunstâncias, o resultado foi o esperado: vitória do Corinthians por 2x0.

Para a estreia alvinegra na Liberta, Tite colocou os seguintes jogadores; Cássio; Fágner, Gil, Felipe, Fábio Santos; Ralf, Elias, Renato Augusto, Jádson, Émerson Sheik; Danilo. Guerrero ficou de fora devido a um gancho de 3 jogos após sua expulsão contra o Once Caldas na Pré-Libertadores. A equipe escalada não fugiu do time que Tite costuma escalar, porém com a mudança de Danilo como falso nove e referência de ataque mesmo com Vágner Love relacionado e no banco.

Desde o pontapé inicial, o São Paulo já demonstrava nervosismo e dificuldade em segurar a pressão corinthiana. Muricy Ramalho colocou, em pleno 2015, um time no 4-4-2 losango em campo, com Michel Bastos na lateral e dois homens de área (Kardec e Luís Fabiano) no ataque. Obviamente, deu merda. O Timão não saiu um minuto do campo de ataque, forçando erros na perdida defesa tricolor e explorando o ponto fraco da noite: o zagueiro Dória, mais perdido que filho da... senhora sua mãe... em Dia dos Pais.

Mais uma vez, Elias e Émerson Sheik foram monstros sagrados em campo. Os dois, no meio e na esquerda respectivamente, correram o campo todo, cobriram uma área enorme e não se entregaram. Foram pra cima e instrumentaram a pressão ofensiva alvinegra. Jádson, rejeitado pelo rival, sentiu um gostinho especial na partida também e protagonizou belas jogadas ofensivas. Uma delas, aos 12 minutos do primeiro tempo, resultou em gol. A bola, saída dos pés do camisa 10 na intermediária, flutuou até Elias, que, dentro da área, matou de primeira no canto de Rogério Ceni.

Sim, Elias marcando contra o São Paulo. Estamos sem manchete, Casão!

Esse cara aí adora fazer gol num Majestoso (FOTO: Veja)

Com o gol, o São Paulo se perdeu mais ainda na partida. Ralf anulou Ganso de tal maneira que sequer se ouvia o nome do camisa 10 tricolor, o que resumiu a partida a tentativas afobadas dos laterais do São Paulo em construir jogadas aéreas e contra-ataques e pressões corinthianas que não se converteram em gol por conta da inspirada atuação de Fábio Santos, o qual acertou um total de 0 últimos toques de 12.854 tentados.

No segundo tempo, nenhum dos times mudou a escalação, o que significava que o São Paulo continuava no 4-4-2 losango. O que será que aconteceu? ... pressão do Corinthians, lógico. Até mesmo Rogério Ceni, do alto da sua imponência como líder e o bom goleiro que é, falhava na reposição de bola como um garoto de 19 anos que jogava sua primeira partida pelo time principal. Houve alguns momentos de tensão entre os jogadores, como uma agressão de Denílson em Fágner e outra do esquentadinho Jádson no mesmo Denílson, ambas sem punição grave, mas de resto, o jogo continuou igual ao primeiro tempo. O Corinthians, visivelmente mais tranquilo, buscava cadenciar a posse de bola na esperança de fazer o segundo e matar o jogo.

Aos 21 minutos, falando nisso, teve lance capital. Émerson Sheik roubou a bola no campo de defesa, dando um empurrão faltoso em Maicon, e serviu Danilo. Jádson recebeu bom passe do mesmo Danilo no bico direito da pequena área. Ele viu Dória chegar, deu um corte seco, colocou o defensor na saudade e tocou com efeito e categoria, embaixo do braço de Rogério Ceni (visto por muitos como um "frango"), e deu a resposta que tanto queria dar ao time do Morumbi. E que resposta! Corinthians 2x0.

A falta aconteceu, tornando o gol irregular em sua natureza, porém é digno de se notar que o árbitro do jogo, o sr. Ricardo Moreira, demonstrou inúmeros momentos de inaptidão para ambos os times. Criticar a arbitragem é direito do tricolor, mas atribuir a ela o mérito total (e não mínimo) da vitória é, no mínimo, ignorante. A verdade é que o São Paulo perdeu para seu próprio esquema e o Corinthians, com sua tática de pressão e posse de bola, não tomou conhecimento de seu adversário. O placar e as estatísticas do jogo dizem tudo.

O próximo compromisso do Alvinegro é no domingo (22), contra o Ituano, pelo Campeonato Paulista, às 16h (Brasília), em Itu. Já o São Paulo joga pelo mesmo campeonato contra o Grêmio Audax, no sábado (21), às 17h, no Morumbi.

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Autor: Unknown

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