No jogo um dia após o falecimento de um dos ídolos do clube, o goleiro Alexandre, que participou do título da Copa do Brasil de 91 e da campanha da Libertadores de 92, o Criciúma entrou em campo com a missão de honrar o nome do ex-jogador e também de apresentar um futebol melhor depois da horrível exibição contra o Metropolitano. E foi o que aconteceu.
| Em dia de luto e homenagem a um ídolo, o tigre fez seu melhor jogo do ano. Foto: Fernando Ribeiro/Criciúma EC |
Diferente do jogo contra o Metropolitano na semana passada, dessa vez o time entrou com muita garra e gana de vencer, fazendo o primeiro gol logo aos 54 segundos, após cobrança de escanteio de Lucca e cabeçada de Bruno Lopes para as redes. O tento foi importantíssimo para aumentar a confiança do time e do camisa 9 tricolor. Com o gol, o tigre não diminuiu o ímpeto e aos 14 minutos, após enfiada de Roger Guedes para Bruno Lopes na direita, ele cruzou na medida para Cléber Santana fazer 2 a 0. Antes dos 30 minutos de jogo, após outra cobrança de Lucca, dessa vez de falta, Fábio Ferreira, um pouco à frente, desviou para sacramentar o início avassalador do time do sul do estado. Nos acréscimos da 1ª etapa, o Joinville se utilizou do ponto forte do tigre, a bola aérea, para diminuir a diferença no placar.
Algumas coisas puderam ser vistas nos primeiros 45 minutos. Em relação ao último jogo, entraram Bruno e Fábio Ferreira, que deram um acréscimo tanto de qualidade quanto de experiência para o setor defensivo, o que era necessário, pois os titulares de até então ainda precisam de um pouco mais de experiência. O Eduardo apoiou muito bem enquanto jogou pela lateral direita, mostrando que pode ser titular da posição. O Bruno Lopes teve excelente mobilidade e participação no jogo de hoje, porém precisa de um pouco mais de força física para poder disputar as bolas com os zagueiros adversários. E, no aspecto tático, a compactação e a transição rápida para o contra-ataque foram muito bem feitas, dando segurança à zaga e criando oportunidades no setor ofensivo.
Já no segundo tempo, o técnico do JEC, Hemerson Maria, colocou o time mais à frente e o Criciúma, como reação natural, começou a buscar mais os contra-ataques. No entanto, eles não eram feitos com eficiência, principalmente depois da entrada do Maicon Silva, que não tem a mesma força ofensiva de Eduardo, que foi improvisado na lateral direita. Com o passar dos minutos, o Tricolor Predestinado parecia perder o meio, e o time do norte do estado começava a oferecer perigo à meta de Bruno. Mas, ao colocar Vítor Michels no lugar do Roger Guedes -troca que poderia ser feita antes-, esse defeito foi consertado.
Vale um destaque aqui à entrada de Rafael Tanque, que, pelo segundo jogo seguido, não mostrou futebol algum, o que me leva a pensar onde foi que viram a habilidade desse jogador. E a entrada do Vítor Michels na equipe mostrou que foi acertada a decisão da diretoria em apostar na base, pois ele é melhor que muitas das contratações que vieram, como Tanque, Douglas Moreira, Caleb e cia.
Como falei na última vez que não era preciso se desesperar com o fraco futebol apresentado na rodada passada, também não se pode superestimar a vitória de hoje, pois é normal um time oscilar no início da temporada, ainda mais pela pouca idade do elenco. Contudo, o jogo de hoje, principalmente na primeira etapa, mostrou que a equipe tem potencial para chegar longe na competição.
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