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(Breno dando sua primeira entrevista em sua volta. Reprodução: Twtitter) |
Quando deixou o Morumbi em 2008, o então jovem Breno carregava em sua mala rumo à Alemanha o grande peso de ser visto como nome certo para ser titular nas próximas Copas do Mundo, afinal, o zagueiro que se transformou em um dos melhores dos últimos anos no futebol brasileiro e que formou provavelmente a melhor defesa das últimas edições do Brasileirão, tinha apenas 18 anos e uma enorme carreira pela frente. O destino era o gigante Bayern, que parecia ser o lugar ideal para o desenvolvimento do jogador, que também foi disputado pelo Real Madrid.
Hoje, oito anos depois podemos ver que não deu certo. O garoto sofreu na Alemanha, passou por momentos difíceis em Munique, onde não foi tão aproveitado pelos treinadores que teve. A solução seria um empréstimo para o Nurenberg em 2009, onde teve mais espaço e chegou a jogar mais. Parecia que tudo daria certo, mas depois de apenas 11 jogos, uma lesão no joelho encerrou sua temporada. Em 2011, veio o pior momento de sua carreira, quando ateou fogo em sua própria causa, acabou sendo preso e cumpriu regime semi-aberto. Parecia o fim para o promissor jogador.
Porém, todos merecemos uma segunda chance. Breno assinou um contrato com o São Paulo para que pudesse ser integrado ao elenco assim que cumprisse sua pena, o clube até se ofereceu para ajudar o atleta com uma renda mensal. Nessa semana, o zagueiro foi apresentado e diante de um grupo frágil, com Toloi e Edson Silva titulares e sofrendo com inconstância, o novo-velho camisa 33 tem chance de se firmar como titular, mesmo não sendo mais o mesmo jogador de outrora.
É óbvio que exigir que ele seja o mesmo premiado defensor de 2007 - Bola de Prata, Melhor Zagueiro, Revelação e Seleção do Campeonato Brasileiro do ano - parece algo improvável, haja vista que o mesmo não atua desde 2012, ou seja, três anos. E o jogador ainda se recupera de lesão, então deve demorar para entrar em forma, mesmo que venha impressionando nos treinamentos.
Mas observando o grupo atual de zagueiros, fica evidente a clara falta de profundidade no setor. Enquanto Toloi vem de bom ano e inspira confiança, Edson Silva é a dúvida, pois a questão é saber se o zagueiro cabeçudo repetirá o desempenho do segundo semestre de 2014, que o levou a chegar a ser capitão do time em uma partida ou outra. Os reservas, Paulo Miranda, Antonio Carlos e Lucão passam longe de serem confiáveis, enquanto Rodrigo Caio pode ser negociado e caso fique, deve atuar no meio-de-campo.
O parágrafo acima nos faz concluir que reforços são bem-vindos, especialmente quando se tem uma identificação com a torcida como ele tem. Com muita calma em sua recuperação, o zagueiro que prometeu ser o "monstro" novamente, pode se afirmar como um sólido titular ou até mesmo mais, pois ninguém desaprende a jogar futebol do nada. Hoje, Breno é um dos pedaços do time que se consagrou no cenário nacional, o único resto além de Rogério Ceni da época em que ganhávamos títulos importantes. Quem sabe ele seja a peça do quebra-cabeça que faltou durante todo esse tempo para estabilizar o time e voltar ao cenário nacional com a força de anos anteriores né?
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