Na ReTRI de hoje, o assunto vai ser a Copa Sul-Americana, também conhecida como a última eliminação do ano - pelo menos oficialmente. Depois da eliminação contra o Atlético Nacional, o ano finalmente foi finalizado. E abaixo teremos três visões sobre a competição, começando com Victor Castro e seu texto.
| (reprodução veja.abril.com.br) |
A Sul-Americana era a nossa última esperança de título no ano. Depois de
eliminações patéticas contra o Penapolense no Paulistão e o Bragantino
na Copa do Brasil, vencer o torneio continental era a melhor maneira de
superar tais vexames e fechar o ano com chave de ouro, afinal, apesar de
estarmos sempre bem colocados no Brasileiro, nunca chegamos a disputar,
de fato, o título com o Cruzeiro.
O primeiro desafio do time era superar a perda da vaga na Copa do Brasil para o Bragantino em pleno Morumbi. Foi um jogo tão traumático que prometo não citá-lo mais neste texto. Felizmente, passamos pelo Criciúma e pelo Huachipato sem grandes dificuldades e já estávamos nas quartas-de-final - enfim um torneio curto! -, mas foi a partir daí que começaram os problemas.
O adversário das quartas foi o Emelec. O jogo de ida, no Morumbi, foi das coisas mais estranhas do ano: fizemos um primeiro tempo espetacular, abrindo 3x0 e jogando um ótimo futebol; na segunda etapa, porém, parecia até que tinha voltado outro time a campo e cedemos dois gols em 10 minutos. Esse jogo retrata bem o que foi o ano do São Paulo: inconstante. Conseguimos levar a vantagem de 4x2 para o Equador e lá passamos um sufoco absurdo: 3x2 para o Emelec com Rogério fechando o gol. Passamos, mas não convencemos.
Então veio o Atlético Nacional, time que já havíamos eliminado em 2013 na Sul-Americana. Foi o confronto mais nervoso do ano, valia vaga em uma final continental. O torneio não chega nem aos pés da Libertadores, é verdade, mas o título significaria muito para o São Paulo. Para completar a tensão envolvida no duelo, Rogério ainda não havia se decidido quanto à sua aposentadoria, podendo aquele ser seu último confronto a nível continental.
Levamos um baile no jogo de ida, que aconteceu na Colômbia. 1x0 para o Nacional acabou saindo barato. O fato de não termos marcado fora de casa tornava as coisas mais complicadas ainda, e jogamos a partida decisiva com um peso enorme nas costas. Era nítido, no jogo de volta, o nervosismo dos jogadores. O máximo que conseguimos foi um gol para empatar o placar agregado e levar a decisão para os pênaltis. Foi pouco, muito pouco.
E a história dos pênaltis, infelizmente, não esqueceremos tão cedo. O escorregão de Kardec logo na primeira cobrança já mostrava que o time colombiano estava mais bem preparado psicologicamente para uma disputa desse porte e, não à toa, tomamos uma lavada nos pênaltis, se é que isso existe. A chance de título em 2014 escapava e o ano se encerrava ali - o vice-campeonato nacional já estava praticamente assegurado.
O primeiro desafio do time era superar a perda da vaga na Copa do Brasil para o Bragantino em pleno Morumbi. Foi um jogo tão traumático que prometo não citá-lo mais neste texto. Felizmente, passamos pelo Criciúma e pelo Huachipato sem grandes dificuldades e já estávamos nas quartas-de-final - enfim um torneio curto! -, mas foi a partir daí que começaram os problemas.
O adversário das quartas foi o Emelec. O jogo de ida, no Morumbi, foi das coisas mais estranhas do ano: fizemos um primeiro tempo espetacular, abrindo 3x0 e jogando um ótimo futebol; na segunda etapa, porém, parecia até que tinha voltado outro time a campo e cedemos dois gols em 10 minutos. Esse jogo retrata bem o que foi o ano do São Paulo: inconstante. Conseguimos levar a vantagem de 4x2 para o Equador e lá passamos um sufoco absurdo: 3x2 para o Emelec com Rogério fechando o gol. Passamos, mas não convencemos.
Então veio o Atlético Nacional, time que já havíamos eliminado em 2013 na Sul-Americana. Foi o confronto mais nervoso do ano, valia vaga em uma final continental. O torneio não chega nem aos pés da Libertadores, é verdade, mas o título significaria muito para o São Paulo. Para completar a tensão envolvida no duelo, Rogério ainda não havia se decidido quanto à sua aposentadoria, podendo aquele ser seu último confronto a nível continental.
Levamos um baile no jogo de ida, que aconteceu na Colômbia. 1x0 para o Nacional acabou saindo barato. O fato de não termos marcado fora de casa tornava as coisas mais complicadas ainda, e jogamos a partida decisiva com um peso enorme nas costas. Era nítido, no jogo de volta, o nervosismo dos jogadores. O máximo que conseguimos foi um gol para empatar o placar agregado e levar a decisão para os pênaltis. Foi pouco, muito pouco.
E a história dos pênaltis, infelizmente, não esqueceremos tão cedo. O escorregão de Kardec logo na primeira cobrança já mostrava que o time colombiano estava mais bem preparado psicologicamente para uma disputa desse porte e, não à toa, tomamos uma lavada nos pênaltis, se é que isso existe. A chance de título em 2014 escapava e o ano se encerrava ali - o vice-campeonato nacional já estava praticamente assegurado.
Peço perdão pelo tom melancólico do texto. A Sul-Americana nos encheu de esperanças mas acabou causando um estrago e só temos lembranças tristes do torneio. Felizmente, podemos olhar para 2015 e ver que temos possibilidades melhores - no caso, a Libertadores. Mas, se quiser sonhar com o tetra, o São Paulo terá que ser mais constante e mais consistente em torneios mata-mata.
Sul-Americana nós já temos. Copa do Brasil, ainda não. Esperamos, portanto, não precisar voltar à Sul-Americana em 2015.
~ • ~
Seguindo com a retrospectiva, eu Allan Jones irei postar a minha visão da competição
A Sul-Americana tem sido um torneio que tem estado cada vez mais próximo do São Paulo. Depois da conquista de 2012, a eliminação para a Ponte Preta no ano passado nas semifinais quase marcou a conquista do bicampeonato, algo que salvaria o terrível ano de 2013. Em 2014, com um time muito melhor, a expectativa era de alcançar a final novamente. A torcida já tinha o luxo de poder escolher o adversário da final (River Plate ou Boca Juniors?), mas não pode até onde o time avançaria.
A verdade é que apesar de tudo, aparentemente não era pra ser. Podemos dizer que o time foi irregular (literalmente) desde o começo, quando perdeu para o Criciúma fora de casa. No Morumbi, classificação garantida e o adversário seria o Huachipato, que perdeu nos dois jogos - aqui podemos dizer que era o melhor momento do time na competição, com direito a um golaço de Ganso.
Porém a eliminação começou a ser desenhada já nas quartas-de-final, contra o Emelec. Naquela fatídica partida de ida em casa, o Tricolor batia por 3 a 0 o adversário, quando no segundo tempo, algum apagão "tirou" o time de campo durante o início da segunda etapa e dois gols foram tomados, dando a impressão que o pior poderia vir já cedo. Porém, mais um gol foi marcado e esse tento seria fundamental para continuarmos vivos.
No jogo de volta, o Emelec mostrou suas armas e quase se classificou, ficando apenas a um balançar de redes das semi-finais. Um 3 a 2 em uma atuação fraquíssima, que teve o santo goleiro-artilheiro salvando a pele do São Paulo.
E veio o Atlético Nacional.
Na primeira partida, um dsempenho pífio e apenas um gol tomado, o que foi pouco. Os colombianos que criaram chances e chances, mostraram que eram sim um dos candidatos ao título, não só por nome ou por elenco, mas por bola.
No jogo de volta, o time finalmente jogou bem, pra cima e com vontade, afinal aquela poderia ser a última chance de dar um título ao ainda indeciso sobre sua carreira, Rogério Ceni e Kaká, de malas prontas para Orlando. Até vencemos o jogo, mas o 1 a 0 foi pouco e na disputa de pênaltis, o escorregão de Kardec - que pode por a culpa no gramado molhado por uma das maiores chuvas do ano - e Toloi que não "zagueirou" em sua cobrança foram os vilões da disputa. 4 a 1 e time eliminado em casa.
Ok, o time se dedicou, levou a sério a competição, mas pecou no que pecou durante todo o ano, a regularidade. O River Plate, merecidamente, foi o campeão da competição. A questão é: Com o futebol apresentado durante a competição, poderíamos bater os argentinos na final?
Para encerrar queria lembrá-los de uma coisa: Hoje é aniversário de 9 anos do Tri mundial, e pra disputá-lo, ganhamos uma competição que é o que realmente importa para o ano que vem, a Libertadores.
~ • ~
Pra encerrar, Caio Coutinho apresentará seu texto sobre a competição.
A Copa Sul-Americana foi a última chance de título para o São Paulo em 2014 e poderia ter sido o último título de Kaká e de Rogério, se ele se aposentasse no fim deste ano. O Tricolor levou a competição a sério e a torcida apoiou até o fim, mas infelizmente caímos nas semifinais.
Jogamos
a Sul-Americana devido a eliminação precoce na Copa do Brasil, contra o
Bragantino. O vexame na competição nacional deu a oportunidade de um
título internacional, e o time buscou a oportunidade.
Começamos
na segunda fase, contra o Criciúma. Depois de uma derrota em Santa
Catarina por 2 a 1, vencemos no Morumbi por 2 a 0 e nos classificamos.
Alguns jogadores foram poupados nos dois confrontos, ou seja, não
precisamos de força máxima pra avançar.
A
partir das oitavas de final, contra o Huachipato, o São Paulo encarou a
competição com força máxima, apesar do desgaste físico que a equipe
vinha sofrendo. Vencemos o time chileno nos dois jogos, por 1 a 0 e 3 a
2.
Nas quartas de final tivemos dificuldades
pra avançar sobre o Emelec. Apesar de um bom jogo na ida no Morumbi e
vitória por 4 a 2, na volta, perdemos por 3 a 2, e por pouco não
seríamos eliminados.
Na semifinal, enfim um
grande desafio. O Atlético Nacional da Colômbia era o adversário, um
time que tem história em competições internacionais e formou uma equipe
excelente. Fizemos um péssimo jogo na ida, na Colômbia, e perdemos por a
1 a 0.
Na volta, a torcida lotou o Morumbi e
fez uma bela festa. O time não jogou bem, mas deu o melhor de si. Ganso
marcou no segundo tempo e foi só. A partida foi para os pênaltis, e o
nosso péssimo retrospecto nas cobranças decisivas fez a diferença. 4 a 1
para o time colombiano.
Foi uma das
eliminações que mais me deixou abalado, e com certeza, à toda a torcida
são-paulina. Poderia ter sido o título que marcaria a passagem de Kaká
pelo Tricolor. Apesar de tudo, foi mais uma boa experiência para o ano
que vem, e com certeza fortaleceu o nosso elenco.
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