Voltamos

(Foto: Joka Madruga)

90 e tantos minutos de bola jogados na Arena da Baixada até que o árbitro sinalizava o final da partida. O Atlético, então, vencia o América de Natal por 2 a 0, mas o placar não era o suficiente para a classificação. Mesmo com a eliminação, das arquibancadas foi entoado o canto "O Furacão voltou", em meio a aplausos e demais músicas de incentivo. Foi de arrepiar, de se emocionar. Nós voltamos para a nossa casa.

A análise hoje vai muito além da parte técnica. No entanto, tentarei falar um pouco do jogo em si, sem desvirtuar. A pobreza de repertório do Atlético foi triste. Em 95% dos momentos em que levamos perigo, o método utilizado foi o chuveirinho, a bola na área. Um jogo inteiro apostando em uma única jogada. O único momento em que ocorreu algo diferente foi quando Deivid (sim, Deivid fez um gol) percebeu a liberdade, conduziu a bola livremente e arriscou um chute despretencioso. Para a sorte do volante, houve um desvio no meio do caminho e o placar se abriu na Arena. 

A partir daí, só aquela mesmisse citada anteriormente. Levamos muito perigo em duas ou três oportunidades, sem aproveitar as chances. Mosquito e Cleberson foram os principais "antagonistas", perdendo gols fáceis. O segundo tento só veio com Marcelo (que fez mais um jogo horroroso), após boa (!) jogada de Paulo Dias. Mas isso só aos 44 minutos, quando o tempo já era escasso.

Fim de papo e 3 a 2 para os norte-rio-grandenses no agregado. Entretanto, assim como acontecia em 2007, 2008, 2009 e por aí vai, a torcida assumiu protagonismo. Apoio incondicional de quem estava com muita saudade. Mais de 1000 dias, e agora podemos falar, finalmente, que voltamos. Esperamos que um dia o nosso time esteja a altura dos nossos adeptos apaixonados, mas, enquanto isso não acontecer, estaremos sempre fazendo a nossa parte. 

EU TE SIGO EM TODA PARTE, CADA VEZ TE QUERO MAIS!
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Autor: b

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