21 de janeiro de 2011, dia que para nós palmeirenses a história do nosso clube seria mudada.
Naquele 21 de janeiro, já no fim da noite uma nova luz de esperança se ascendia de forma esplendida no alto da Rua Turiaçu. Eis que surgia o presidente de nosso centenário, Paulo Nobre. Para a toricda palmeirense, o salvador da pátria amada, Palmeiras.
Depois de gestões e mais gestões de velhos obsoletos que estavam ali para fazer do Palmeiras a sua fonte de renda, aparecia um rosto novo, jovial e rico. A esperança do "agora o Palmeiras vai pra frente" incendiava os corações palestrinos, pois além de um cara que passava a confiança do novo, não teria necessidade para fazer do Palmeiras o seu gerador de dinheiro e além de tudo ele passava em suas falas um amor pelo clube de Parque Antártica.
Porém, não querendo colocar em xeque o amor de Nobre pelo Verdão, mas se foi assim que ele queria ajudar ao Palmeiras, sendo o mandatário do clube no ano mais importante de sua história, valeu por desgraçar o Verdão.
Não está apto pra sentar nessa cadeira, não sente, rapaz!
Não está apto pra sentar nessa cadeira, não sente, rapaz!
Mesmo assim por mais que pareça não estou aqui para execrar totalmente o trabalho de Nobre. Dentre os últimos presidentes que passaram pelo Palmeiras (pós Parmalat) continuo o achando o melhor entre os ruins, mas que continua sendo ruim. Não vou execrar todas as suas atitudes, pois me contradirei se assim fizer, até porque assim como boa parte da torcida achei inteligentíssima muitas de suas atitudes no início e que hoje ao olhar a classificação do Campeonato Brasileiro me sinto uma anta.
Atitudes como o primeiro ato de Nobre, que por sinal não teve um que não aplaudiu de pé. O cara se aliou com José Carlos Brunoro para diretor de futebol, simplesmente o cartola da era Parmalat. Para todos era o indício da volta ao campeoníssimo Palmeiras, porém se esqueceram de avisar o Brunoro que não tínhamos a verba da época da Parmalat. Resultado? 35 jogadores do nível de Tiago Alves, Rondinelly, Léo Gago e afins foram contratados, muitos deles, como esses três a pouco citados, já estão longe do Palestra. Brunoro se mostrou ultrapassado e Nobre despreparado, perdido. O Palmeiras imerso em dívidas e Nobre tirando do seu bolso para contratar atletas, pagar salário. Manter o direito de imagem em dia? Ah, utopia!
Fora isso, o nosso presidente arrumou briga justamente com a maior torcida uniformizada do clube, a Mancha Verde. E eu não irei me posicionar contra a atitude de Nobre nesse caso, mas se você quer bater de frente com a maior torcida do clube, o mínimo que você possa fazer é administra- lo de maneira que o mesmo possa corresponder da melhor forma dentro de campo, vencendo, ganhando títulos e não dando brecha para protestos, ameaças e reclamações.
Outros pontos falhos que podemos destacar neste gestão Nobre são: Allianz Paraque e patrocínio master. O Palmeiras atolado em dívidas e a parte de frente da camisa estampada pela TV Palmeiras. Mais de um ano sem o patrocínio máster e um dinheiro que seria muito bem vindo para um time endividado dos pés a a cabeça, não existe. Negociações frustradas com Caixa Econômica Federal e HP e até agora nada do PM. Enquanto isso, Nobre tem uma atitude de pleno marketing pessoal, pois injeta dinheiro do seu bilionário bolso para male mal ir tapando buracos pequenos do clube, mas que sabe que capital externo é dinheiro não volúvel na área do futebol e mesmo que Nobre não queira receber a quantia de volta (até porquê financeiramente ele não precisa) ele sabe que o dinheiro tem de ser retornado com juros de 1% ao ano. Resultado? Após sua saída, Nobre ainda pode nos afundar em uma crise financeira sem precedentes.
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Já sobre o Allianz Parque, as briguinhas idiotas de Paulo Nobre com a WTorre em relação a direitos de espaços cedidos, fizeram que atrasos e mais atrasos fossem figurados e não teremos nossa casa no nosso sonhado centenário. Eles financiaram, deixa eles mandarem o tempo previsto em contrato, pelo menos teremos nossa casa, na verdade nossa mansão.
Isso tudo fora o caso Kardec que eu não vou nem lembrar para não me irritar ainda mais.
Num âmbito geral a questão é a seguinte, talvez não estaríamos tão irritados se esse ano não fosse tão importante. Era o momento fantasiado como esplendor para 16 milhões de apaixonados palmeirenses que olham a tabela do Brasileirão e vê o nosso amado Palmeiras na ultima colocação, sendo ridicularizado e chorando baixinho, calado, maltratado por administrações e mais administrações patéticas.
O Palmeiras que hoje vive sob a tutela de um homem que ao recepcionar o jogador recém contratado entrega a camisa para o mesmo dizendo a frase: "Honre muito essa camisa", não consegue ser palmeirense o suficiente para honrar a cadeira que senta, é omisso, foge da briga, não dá a cara a tapa quando a situação aperta e que agora segundo boatos está promovendo uma premiação aos jogadores equivalente ao que o time ganharia caso se classificasse para Libertadores se caso os mesmos evitem o rebaixamento. Tudo isso, reflexo claro de que o nosso objetivo para o fim do Centenário é não cair novamente para a Série B. Na boa, se os jogadores evitarem o nosso rebaixamento no final do Campeonato eles não merecem nada a mais do que um "fez mais que a sua obrigação", pois apenas tiraram a o Palmeiras da merda que eles mesmos colocaram.
Pois é, a que ponto chegaste grandioso Palmeiras, te combaliram e agora tão tentando te apequenar. Não irão conseguir, até porquê tu és nobre, diferentemente do Paulo.
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