| Wagner Lopes foi o responsável por anular as principais jogadas do Cruzeiro, mas também por aniquilar a possibilidade de vitória que tinha o Criciúma. Foto: Caio Marcelo / Agencia RBS |
As expectativas não eram as melhores, pois o time vinha para este jogo com três desfalques, um atacante da base de titular e enfrentaria o líder e até então avassalador Cruzeiro. Mas o que se viu foi um time aguerrido, com marcação forte e não deixando o excelente meio de campo dos mineiros jogar.
Lógico que essa eficácia na marcação e a sábia opção de povoar o meio-campo são atribuídas ao treinador, Wagner Lopes. Porém, ele conseguiu mudar o panorama do jogo, que se apresentava até um pouco mais favorável ao Criciúma até os 15 minutos do 2º tempo, para uma pressão constante do Cruzeiro, que acabou o jogo extremamente ofensivo, somente com um volante. Wagner Lopes cometeu dois erros graves hoje. O primeiro foi tirar o Paulo Baier e, com isso, além de tirar um jogador que poderia desequilibrar a qualquer momento, ele também perdeu o controle do melhor setor do time até então, o meio-campo. Assim, ele mudou um 4-4-2 compacto para um 4-3-3 totalmente espaçado, oferecendo aos comandados de Marcelo Oliveira a oportunidade de fazer o que eles mais gostam, a troca de bola com passes rápidos e infiltração dentro da área. Isso resultou em uma pressão até o final do jogo, além de um gol mal anulado, o qual faria com que a ótima marcação feita pelos catarinenses durante todo o jogo fosse esquecida
O segundo erro do técnico criciumense foi não reconhecer que errou e preencher novamente o meio-campo, que resolveria a maior parte dos problemas do time e voltaria com o equilíbrio do jogo. Mas falta a ele o que falta à maioria dos técnicos brasileiros, a humildade de reconhecer seu erro.
Se a alteração não fosse feita, me arrisco a dizer que o tricolor catarinense teria boas chances de ganhar o jogo, já que as oportunidades estavam sendo criadas majoritariamente pelo lado esquerdo, aproveitando a deficiência na marcação que tem o garoto Mayke.
Outro aspecto que foi favorável à equipe catarinense foi a pressão que o caldeirão tricolor conseguiu impor sobre os jogadores adversários e sobre o trio de arbitragem, que desestabilizou o time visitante e pode ter influenciado na decisão do auxiliar na hora do gol anulado -o qual foi muito próximo e penso que o bandeira não pode ser condenado por uma lance desse.
Por toda essa marcação forte, defesa sólida e meio-campo congestionado e compacto, anulando as melhores peças do Cruzeiro, a atuação de hoje pode ser considerada a melhor do time no Campeonato, mesmo que o resultado tenha sido um empate dentro de casa.
comentar com Facebook