Nossas páginas heroicas imortais #1


Fala, China Azul!

Hoje dou início aqui no C11-Cruzeiro a uma nova série: "Nossas páginas heroicas imortais", onde vamos relembrar os quatro títulos do Cruzeiro, na Copa do Brasil. Uma hístória recheada de raça e glórias. De inicio, vamos relembrar o primeiro título do Cruzeiro na competição, onde começa o nosso reinado na Copa do Brasil.

O ano era 1993. O cruzeiro vinha de uma década de "vacas magras", os anos 80, foram péssimos para o time da Toca da Raposa. Apenas três estaduais e mais nada. Porém, a imensa China Azul, mal sabia que os anos 90, seria a nossa década de glorias. Foram 16 títulos oficiais, todos muito importantes e um deles é a nossa primeira Copa do Brasil.

A CAMINHADA: 

A 1° fase foi tranquila. Enfrentamos a Desportiva Ferroviária-ES. No Estádio Engenheiro Araripe, foi 1 x 1. Um tal de Washington, marcou o gol da Desportiva e Cleisson empatou para o Cruzeiro. No Mineirão foi 5 x 0, com gols de Cleison (2), Éder Aleixo e Nivaldo (2).

O confronto na oitavas de final contra o Náutico foi uma pedreira. Nos Aflitos, o soprador de latinhas, Paulo César Gomes, anulou um gol legítimo do Cruzeiro. 2 minutos depois, o Náutico fez 1 x 0, gol de Paulo Leme. Inexplicavelmente, o mesmo soprador de latinhas, Paulo César Gomes, foi escalado para apitar a volta no Mineirão. Pois é ele tentou tirar o Cruzeiro de qualquer jeito. No primeiro tempo ele expulsou 2 jogadores do Cruzeiro: Boiadeiro e Roberto Gaúcho.

Nesse dia aconteceu um fato marcante. No segundo tempo, a torcida desceu das arquibancadas para a geral e passou o jogo correndo na mesma direção da bola, pressionando o árbitro e apoiando o time. Foi uma classificação dramática. O Cruzeiro venceu por 2 x 0, gols de Nivaldo e Nonato.

Nas quartas de final, o Cruzeiro eliminou o temido São Paulo. No Morumbi, vitória do Cruzeiro por 2 x 1, de virada, Claudio abriu o marcador para o São Paulo, Toto e Boiadeiro viraram o jogo. O jogo de volta, foi 2 x 2 com gols de Cleison para o Cruzeiro. Elivélton e Douglas, marcaram para o São Paulo.

Na semi-final, foi a vez de eliminar o Vasco. No Mineirão, o Cruzeiro foi garfado, de novo. Dessa vez, o soprador de latinhas foi o paraibano, José Clisaldo França. O cara teve coragem de anular dois gols legais do Cruzeiro. Um do Roberto Gaúcho e outro do Luiz Fernando (ambos no 2° tempo). E o Eurico ainda teve a cara-de-pau de invadir o campo pedindo para o soprador anular o jogo. Mas o Cruzeiro massacrou o Vasco, assim mesmo. 3 x 1 com gols de Luiz Fernando, Edenílson (2). O gol do Vasco foi marcado por França.

Na pressão de São Januário, foi 1 x 1. O Vasco fez 1 x 0, logo com 8 minutos de jogo, com gol do Valdir. Mas o Cruzeiro jogou bem. O empate saiu aos 22 do segundo tempo, golaço de falta, Paulo Roberto, do meio da rua. Depois ele perdeu o mais fácil: chutou um pênalti na trave.

A GRANDE FINAL:


No jogo de ida, um 0x0, em Porto Alegre, ficando tudo para o Mineirão. O nome do 1° jogo foi o goleiro Paulo César. Choveu muito em Porto Alegre, aquele dia. Mas ele pegou muito.

No dia 03 de Junho de 1993, O Cruzeiro conquistava o seu primeiro título da Copa do Brasil. Foi uma noite fria com o estádio lotado, 70 mil pagantes foram ao Mineirão. O Cruzeiro não tinha Luizinho e Boiadeiro, para essa partida. E Roberto Gaúcho jogou com quase 40 graus de febre (sério). E mesmo assim, ele abriu o placar. Um chutaço de longa distancia,  E vamos confessar, né? Um frangaço do goleiro Eduardo Heuser. Mas a vantagem durou pouco e 13 minutos depois, Pingo escorou escanteio da direita e empatou. O primeiro tempo, terminou empatado e o título estava nas mãos do Grêmio.

Mas logo na volta do intervalo, aos 20 segundos, Cleisson escorou cruzamento do excelente lateral Paulo Roberto, marcando o gol da vitória. O Cruzeiro ainda pressionou em busca de mais um gol que garantia o título e também reclamou em dois lances de supostos penais. Mas o placar não se mexeria mais até o fim do jogo.

Festa em Minas Gerais, ali se dava inicio ao reinado do maior campeão, da Copa do Brasil. Ao lado do freguês Grêmio.




Na próxima quinta-feira, tem a segunda parte. Vamos falar daquele mágico time de 96, que desbancou o maior Palmeiras, de todos os tempos. Abraços.

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Autor: Anderson Santos

E que nosso canto ecoe em toda América, das Malvinas ao Suriname...EU SOU TETRA! Cruzeiro Esporte Clube
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