| Lucca foi um dos destaques da partida e um exemplo da mudança de comportamento do time com a saída de Wagner Lopes. Foto: Agência Estadão |
O time que entrou no campo hoje poderia ser considerado misto, porém o que se viu foi uma equipe com muita garra, disciplina tática e toque de bola. O Criciúma envolveu o São Paulo, e o resultado poderia até ser maior pelas chances criadas. Tudo isso que falei dificilmente seria visto sob o comando de Wagner Lopes, que perdeu o controle do grupo e isso foi visto no jogo de hoje, principalmente na postura dos jogadores.
Logo no início do jogo já foi possível ver a diferença no aspecto tático/físico/técnico do Criciúma, que começou com Lucca e Silvinho abertos pelos lados e Baier jogando como um falso 9, trocando muito a bola pelo meio e utilizando os flancos. A figura de Paulo Baier foi muito importante no jogo de hoje, principalmente se levarmos em conta as últimas atuações do meio, que não vinham convencendo. Já no jogo de hoje a situação foi totalmente diferente, com Baier participando de quase todas as jogadas de ataque e inclusive dando assistências para os dois gols do tricolor catarinense.
Ainda no primeiro tempo, o São Paulo até oferecia perigo, principalmente pelo lado esquerdo do campo, tanto que foi desse jeito que saiu o gol. Porém, no intervalo o interino Wilsão arrumou essa lacuna defensiva e o Criciúma voltou para o segundo tempo cobrindo bem os espaços, porém não se fechando e trocando passes sempre que tinha a posse, tanto que mais chances foram criadas, como a bola cabeceada por Serginho na trave depois do cruzamento do maestro Baier.
Outro aspecto a ser levado em conta nesse jogo foi a recuperação de alguns jogadores que vinham muito mal, como o já citado Baier, Silvinho, Serginho e principalmente Lucca, que vinha sendo esquecido nos últimos jogos, mas também por culpa sua, já que não vinha mostrando a mesma qualidade de 2012.
Comparando a partida de hoje com o desastre que aconteceu no domingo, é difícil não cogitar a hipótese de que os jogadores não mostravam a devida disposição sendo comandados pelo Wagner Lopes porque queriam "derrubar" o treinador, já que o mesmo não tinha o grupo sob seu comando, como pôde ser visto no conflito entre Baier e Serginho. Além disso, muitos jogadores considerados reservas merecem uma chance no time titular pelo o que foi visto no jogo de hoje, como os estreantes Luis Felipe e Alcides. O próprio Lucca é outro que vem pedindo passagem.
Sobre o nome do novo treinador, foi cogitado hoje o de Rene Simões, o que não me agrada, já que ele está muito tempo sem treinar um clube e, analisando seus últimos trabalhos, não teve muito sucesso. Ainda prefiro o de Dal Pozzo - ex-Chapecoense-, que tem um perfil adequado e é um treinador que está sempre em busca de renovação e aprendizado, o que significa humildade de sua parte, algo que poucos técnicos brasileiros têm.
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