Por favor, não esqueçam do vexame. Não desta vez!

Campanha para não se esquecer. Sim! | Foto: AP

Holanda e Brasil se enfrentaram agora há pouco no Estádio Mané Garrincha para decidir o 3° lugar da Copa do Mundo. Um jogo tão importante que quase esqueço de ligar a televisão. Tão entusiasmante que mal ouvi o som dos fogos pelas ruas, ou das buzinas de carros e motos. E novamente o Brasil se mostrou gigante ao "deixar" o terceiro lugar aos holandeses, que foram anos luz superiores aos brasileiros, tanto taticamente quanto fisicamente. E não, esta Copa e participação/fiasco verde e amarelo não é de se esquecer. Não agora.

O gol saiu tão rápido que eu achei que estava assistindo a reprise do massacre alemão no Mineirão. Um verdadeiro buraco na defesa permitiu que Robben avançasse sem maiores preocupações e sofresse a falta. Foi fora da área, mas o árbitro marcou pênalti. Alguns minutos depois, Blind marcou o segundo e praticamente sacramentou o placar e garantiu o terceiro lugar. 

Dois gols antes dos 20 minutos e um time ainda atordoado com tudo aquilo que estava acontecendo. Caras assustadas e jogadas mal trabalhadas. Poucas foram as oportunidades de se marcar um gol. E quando achávamos que a partida terminaria ao menos com um gol brasileiro, eis que os holandeses nos surpreendem novamente. Wijnaldum fechou o caixão, pediu a conta e deixou pro Brasil pagar. 

Aquilo que aconteceu no Mané Garrincha só confirmou o que foi comentado aos montes durante a semana: desorganização no meio, bate cabeça da nossa dupla de zaga (novamente) e um ataque tão ofensivo e produtivo quanto William José e Everton Costa em tempos de Santos. 

Considerações finais: Brasil

Durante a Copa, a seleção não fez uma partida por completo em que pudéssemos ficar verdadeiramente animados. Passou sufoco em quase todas as partidas (exceto Colômbia e Camarões) e em algumas oportunidades notava-se que era algo desnecessário. Taticamente, sofremos. E muito! O tal esquema "bola no Neymar" não funcionou e tivemos que até pedir ajuda aos zagueiros na hora de marcar. Outra coisa que não funcionou foi o ataque. Um esperava por uma bola que nunca iria chegar e o outro estava muito verde para uma Copa (e até pela seleção). 

Mais do que falar que nós necessitamos de uma reformulação do futebol em geral no país, ou mesmo na CBF. O primeiro passo para que possamos pensar em realizar tais mudanças é não esquecer, algo tão comum no torcedor ou cidadão brasileiro. Esse papo de "reformulação", "aula de futebol", "atrasados taticamente" escuto desde o fatídico Santos e Barcelona de 2011. Algo foi feito naquela época? Parece que não. E pior: mantiveram os mesmos incompetentes que mancharam o nome de uma instituição, de uma história e torcida.

Considerações finais: Holanda

Fez uma ótima campanha pela Copa e sendo favorita ao título desde sua primeira exibição contra a Espanha. Foi eliminada nos pênaltis e não pôde disputar sua quarta final de Mundial por um mero detalhe. Mesmo jogando duas prorrogações seguidas, conseguiu jogar muito bem os 90 minutos contra o Brasil, com destaque ao Robben pela parte física. Era uma seleção contestada antes do mundial e que conseguiu superar as expectativas do seu torcedor. Como consolação, fica o terceiro lugar.

"Se as pessoas soubessem o que aconteceu com o Brasil no mundial ficariam enjoadas..."

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Autor: Anônimo

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