Para não ser levado pela onda


A letra de Zeca Pagodinho já avisa: se a Seleção Camaronesa - teoricamente a mais fraca do Grupo A - quiser a classificação para as oitavas, não poderá cochilar nem por um minuto em campo. Caso contrário, a maré, formada por Brasil, Croácia e México, leva a equipe de Eto'o de volta para a África.

Os 23

Sem desfalques (a não ser Roger Milla), o treinador alemão Volker Finke trouxe os seguintes jogadores para o Brasil:

Goleiros: Charles Itandje (Konyaspor/TUR), Sammy Ndjock (Fetihespor/TUR) e Loic Feudjou (Coton Sport/CAM).

Defensores: Allan Nyom (Granada/ESP), Dany Nounkeu (Besiktas/TUR), Cedric Djeugoue (Coton Sport/CAM), Aurelien Chedjou (Galatasaray/TUR), Nicolas Nkoulou (Olympique de Marselha/FRA), Henri Bedimo (Lyon/FRA) e Benoit Assou-Ekotto (Queens Park Rangers/ING).

Meio-campistas: Enoh Eyong (Antalyaspor/TUR), Jean Makoun (Rennes/FRA), Joel Matip (Schalke 04/ALE), Stéphane Mbia (Sevilla/ESP), Landry Nguémo (Bordeaux/FRA), Alex Song (Barcelona/ESP) e Edgar Salli (Lens/FRA).

Atacantes: Samuel Eto'o (Chelsea/ING), Eric-Maxim Choupo Moting (Mayence/ALE), Benjamin Moukandjo (Nancy/FRA), Vicent Aboubakar (Lorient/FRA), Pierre Webó (Fenerbahçe/TUR) e Fabrice Olinga (Zulte-Waregen/BEL).


33 anos, longe de ter a mesma mobilidade em campo, não sendo nem titular absoluto em sua equipe. Mas se você acha que Eto'o não representa perigo, é só deixar ele sozinho com a bola na área e ver o que acontece. O 9 é o capitão, dono do time, jogador mais conhecido mundialmente do país, maior arma camaronesa e deve ser respeitado em qualquer circunstância.


Song, 26 anos, é o outro grande nome de Camarões. O volante do Barcelona atua pelos Leões Indomáveis desde os 18 anos, quando era uma promessa do Arsenal. No selecionado, joga um pouco mais na parte ofensiva do meio-campo. Sua principal característica é o passe - não à toa defende o clube culé.


Ele mal chegou ao Brasil e já deixou a concentração de Camarões em Vitória para comer um sanduíche no McDonald's mais próximo. Assou-Ekotto, mais reconhecido pelo cabelo do que pelo futebol, é lateral-esquerdo e principal nome da defesa camaronesa. Tem passagem pelo Tottenham e ainda joga na Inglaterra, pelo Queens Park Rangers, recém promovido à elite.


Talvez o jogador que viva a melhor fase dentro dos 23 seja o Mbia. Volante de marcação, foi herói do Sevilla nas semifinais da UEFA Europa League, quando fez o gol que classificou a equipe para a final aos 48 do segundo tempo. Na final, ajudou seu time a vencer o Benfica e sair campeão da Europa.


Com todas as atenções voltadas para Eto'o no ataque, Webó pode surgir como surpresa. O atacante é um dos artilheiros do conhecido Fenerbahçe e fez um belo gol de voleio no último amistoso da Seleção. Contudo, Webó machucou o braço na jogada e é dúvida para as primeiras partidas da Copa do Mundo.

Em 2014
Cinco amistosos: levou goleada de Portugal (1x5), ganhou da Macedônia (2x0), perdeu para o Paraguai (1x2), empatou com a Alemanha (2x2) e venceu a Moldávia (1x0). Não se deixem enganar pelo empate contra os alemães - o jogo ficou marcado por uma péssima atuação dos comandados de Joachim Löw e um oportunismo incrível de Samuel Eto'o.

Pontos fortes
Sem dúvidas o ataque, de Eto'o e Webó. A bola parada também é uma alternativa, já que a Seleção conta com jogadores altos como Song, Mbia, Matip e os próprios atacantes. Ao contrário do estereótipo africano, o forte dos Leões não é o contra-ataque; sendo zebra, ele é sempre uma opção, mas esta seleção caracteriza-se mais pela experiência e técnica do que pela juventude e velocidade. Algo que pode favorecer a equipe de Finke...

Pontos fracos
... ou não. A idade pode pesar nos casos de Eto'o e Ekotto, pilares do time titular. O outro ponto negativo seria a defesa, que é, digamos, atrapalhada. Bom, o fato do lateral-esquerdo ser o melhorzinho do setor já diz alguma coisa. E fica pior ainda quando precisam improvisar o jovem Matip, que já é cornetado no Schalke como volante, como zagueiro. Sim, Neymar, o caminho é por ali!

Considero Camarões um saco de pancadas. Não pense que a seleção é de papel, mas também não a ponha como favorita para as duas vagas do grupo. Nesse caso, camarão que não dorme, a onda também leva.


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Diogo Magri
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Autor: Diogo Magri

17 anos, são-paulino do interior. Tenho trauma de bola parada, de pênaltis e de elogios ao goleiro antes do fim do jogo. No C11, falo de futebol europeu. Na vida, tento sofr... digo, ser jornalista.
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