Flagrantes táticos pelo segundo dia do Mundial: a surpreendente Holanda e a sintonia chilena em Cuiabá


O segundo dia de Copa do Mundo nos trouxe grandes jogos, surpresas e golaços. Além, é claro, de grandes estratégias dos técnicos. Vamos às análises em flagrantes táticos:


Começamos falando de México e Camarões, em Natal, Miguel Herrera apresentou ao Brasil seu ofensivo 3-5-2 que abriga muita velocidade pelos lados do campo e uma chegada interessante de Herrera e Guardado pelo meio. Os quatro se juntam a Giovani dos Santos e verticalmente todos têm a missão de colocar Peralta em condições de marcar. O México sofreu com uma arbitragem ruim, mas mesmo assim não teve muitas dificuldades para bater a frágil seleção de Camarões.


O 5-3-2 do México em fase defensiva. Com ela Aguilar e Layún avançam.


Camarões que Finkel arma em um 4-1-4-1 compacto, mas sem sintonia na marcação, os camaroneses não acertam um bote e ficam sem reação frente a uma trama rápida, assim como no gol do México. No ataque, Choupo-Moting e Moukandjo não fizeram os lados, nem as diagonais, não aproveitaram os espaços e com isso Eto’o ficou isolado. 

O 4-1-4-1 de Camarões isolou Eto'o e errou na marcação.

No jogo mais esperado do dia, a Holanda surpreendeu a Espanha. Com tamanho volume e velocidade nos contra-ataques, eles foram mortais e necessários na execução do 3-4-1-2 que tem a subida de Blind pela esquerda, mas a prioridade são os lançamentos para o trio decidir. Sem referência, Sneijder, Van Persie e Robben promovem uma intensa movimentação que confunde o adversário. 

O 3-4-1-2 da Holanda em 30 metros. Compactação e velocidade são as armas.

Já a Espanha mudou pouco, o estilo tiki-taka ainda impera no time de Del Bosque, porém a marcação alta e sem sincronia marcou o jogo de hoje. Azpilicueta e Alba deram espaços e Pique e Ramos estavam irreconhecíveis. Iniesta teve lampejos e Silva perdeu o gol do jogo. O 4-2-3-1 ainda contou com Xavi e uma sonolência ímpar. Se quiser a vaga, a Espanha tem que mudar algumas coisas e esquecer o jogo de ontem. 

O tiki-taka do 4-2-3-1 Espanhol sofreu com a objetividade Holandesa.

Em Cuiabá, Chile e Austrália fechavam o 2° dia de Copa do Mundo. Praticamente em casa, os chilenos de Sampaoli entraram em campo em sintonia com os mais de 20 mil torcedores que vieram ao Brasil. Os vinte minutos iniciais trouxeram uma execução perfeita do 4-3-1-2 com passagem dos laterais como alas, recuo do primeiro volante para organizar o jogo e velocidade nas diagonais. Com isso, Sanchez e Valdivia abriram o placar.

Isla e Mena os dois laterais na área adversária. Uma cena rara,
que mostra a ofensividade Chilena.

Porém a Austrália, jogando no 4-2-3-1, chegou a diminuir com Cahill sobre a baixa defesa Chilena. Os australiano até sufocaram nas bolas aéreas e quase empataram quando o Chile cansou, porém a falta de qualidade do selecionado asiático não permitiu o empate. Para o resto da competição, Sampaoli tem que trabalhar o posicionamento defensivo.

O 4-2-3-1 Australiano demorou pra perceber que seu jogo era pelos lados. 

Acompanhe a Copa do Mundo pelo C11

Compartilhar no Google Plus

Autor: Unknown

    comentar com Facebook