Bom para início de trabalho

Foto: lancenet.com.br
Em meio a festas e homenagens, com um clima muito tranquilo, o Brasil passeou por Goiânia e aproveitou para golear o Panamá por 4x0 no Serra Dourada. Daniel Alves, Hulk e Willian deixaram suas marcas - mas não antes de Neymar, autor do primeiro gol, responsável pelos outros 3 e dono do jogo de hoje.

Júlio César, Daniel Alves, David Luiz, Dante, Marcelo, Luiz Gustavo, Ramires, Oscar, Hulk, Neymar e Fred. Sem nenhuma novidade, apenas Thiago Silva e Paulinho ficaram descansando na Granja Comary; não porque não tinham condições, mas porque Felipão quis poupá-los dessa vez.

Antes do início da partida, uma homenagem bonita feita dentro de campo para alguns ex-campeões mundiais pela Seleção Brasileira. De uma forma nem tão bonita assim, Péricles (aquele lá, do pagode) cantou o hino nacional e foi aplaudido pela torcida goiana.

Nos 90 minutos, quem deu show foi nosso camisa 10. Neymar deu chapéu e caneta até no árbitro. Quando foi parado, com falta, cobrou a mesma com perfeição no ângulo direito, sem chances para o goleiro. Minutos depois, o mesmo começou a jogada pela esquerda e perdeu a bola na área antes dela sobrar para Daniel Alves um pouco atrás. Sem muito o que fazer, o lateral chutou dali mesmo, de bico. A bola venceu o panamense no quique e entrou no cantinho: 2x0.

Felipão inciou os testes logo no intervalo: Hernanes, Maicon e Maxwell entraram nos lugares de Ramires, Daniel e Marcelo. No comecinho, Neymar recebeu de costas para o gol na intermediária e não pensou duas vezes antes de enfiar uma bola perfeita para Hulk. Detalhe: foi de calcanhar. O 7, na cara do gol, chutou de trivela e foi dançar para a câmera. Vieram mais modificações; Oscar por Willian, David Luiz por Henrique, Fred por Jô. O quarto gol nasceu em outra bela jogada de Neymar: o craque arrancou, fez um lindo passe para Maxwell que cruzou na saída do goleiro para Willian completar o placar. 

Agora, são três jogos contra o Panamá na nossa história: 5x0, 5x0 e 4x0.

Destaques negativos
Oscar saiu perdendo nesse amistoso. Mal, apagado, deu lugar a um veloz Willian, que apareceu muito mais no time e até deixou seu gol. O 19 é forte candidato a virar titular da equipe de Scolari a qualquer momento. Fora isso, também não gostei de Fred. Perdeu todas as bolas que tentou e, quando Neymar o deixou em plena condições de marcar de cabeça, errou feio. A sorte dele é que seu reserva é o Jô.

Destaques positivos
Neymar, sem dúvidas, pelo espetáculo, por chegar ainda mais confiante como um dos grandes nomes dessa Copa do Mundo (da nossa Seleção é a estrela, o único completamente imprevisível com a bola nos pés); Willian, por motivos já citados acima; e Hulk, também pela confiança, ganhando cada vez mais créditos com a exigente torcida brasileira. Sua importância não ficou muito clara na Copa das Confederações (quando não marcou), por isso é bom ter uns golzinhos na conta. Também queria destacar o Maicon, que estava correndo com um vigor enorme e deixando companheiro sozinho na área aos 45' do segundo tempo. Me surpreendeu e surpreendeu aos que desconfiavam da forma física do experiente lateral-direito.

Um bom amistoso para testes, treinos e preparação física. A vitória, sem se importar se o adversário é o Panamá ou a Alemanha, traz mais auto-estima para os 23 escolhidos. É bom que se acostumem com o carinho da torcida em terras goianas, uma vez que, sexta-feira, no Morumbi, contra a Sérvia, são esperadas vaias caso não aconteçam 3 gols, 10 canetas, 4 chapéis e 2 bicicletas em 8 minutos - sim, torcida paulista com Seleção é assim mesmo.

Os trabalhos para o hexa estão, definitivamente, iniciados.


Diogo Magri
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Autor: Diogo Magri

17 anos, são-paulino do interior. Tenho trauma de bola parada, de pênaltis e de elogios ao goleiro antes do fim do jogo. No C11, falo de futebol europeu. Na vida, tento sofr... digo, ser jornalista.
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