À frente da atual campeã na tabela

Sánchez abriu o placar em Cuiabá. (Foto: Twitter: @goalcomtr)

Foi com o pé direito que o Chile iniciou a Copa: 3 a 1 sobre uma Austrália que não é tão boba quanto parece.
Jorge Sampaoli utiliza uma formação bastante útil, considerando os jogadores que tem, com dois meias jogando pelos lados, à frente do volante de contensão (Marcelo Díaz), os chamados box-to-box no futebol inglês, no caso Vidal e Aránguiz, e um meia articulador de jogadas, o palmeirense Valdívia.

Os primeiros 15 minutos do Chile foram avassaladores, com 2 gols, 70% de posse de bola e jogadas bem trabalhadas, que ocorreram principalmente pela direita. Aos 11 minutos de jogo, Aránguiz e Sánchez fizeram bela jogada, onde o jogador do Internacional teve que conduzir a bola meio que aos trancos e barrancos, tirando do goleiro e levando para a linha de fundo, fazendo um cruzamento que terminaria com a bola sobrando nos pés do camisa 7; E o atacante do Barcelona botou pra dentro. Dois minutos depois, Sánchez, de novo ele, fez fila na ponta direita e tocou para Valdívia, que, livre de marcação, bateu colocado, de fora da área, no ângulo direito do goleiro australiano.

A impressão era a de que viria uma goleada, porém um grande problema defensivo da equipe chilena resolveu aparecer aos 35 minutos de partida: a estatura da dupla de zaga. Gary Medel possui 1,72 metros de comprimento, enquanto Gonzalo Jara tem 1,77. Tim Cahill descontou para a Austrália, de cabeça, posicionado entre Medel e o lateral direito Maurício Isla, que também não é alto, com 1,76 metros. 

O segundo tempo começou morno, com poucas oportunidades de gol e sem um time tendo o domínio das ações. Quando a Austrália chegava, era com bola aérea, e a estatura não era o único problema da defesa chilena, pois haviam também graves problemas de posicionamento, como quando Bresciano, jogador australiano, aos 11 da etapa complementar, recebeu a bola livre de marcação em cruzamento que atravessou a área da equipe sul-americana. Claudio Bravo salvou.

Após, aos 23, Sampaoli acerta ao colocar Beausejour em campo. Com a Austrália ameaçando pelas pontas, o meia do Wigan puxava os contra-ataques chilenos na mesma moeda, especificamente pelo lado esquerdo, onde decretou a vitória de sua seleção já nós acréscimos, arriscando de fora da área uma bola que sobrou de uma tentativa de Pinilla.

NOTAS:

Claudio Bravo - Salvou o Chile quando a dupla de zaga deixava brechas no jogo aéreo. Teve pouco trabalho no primeiro tempo. Nota: 7,5

Mauricio Isla - Falhou no gol australiano, mas se lançou bem ao ataque no primeiro tempo, dando opção a Aránguiz e Sánchez, que jogaram pelo lado direito. Nota: 7,0

Gary Medel e Gonzalo Jara - Juntos, pois só trabalharam de uma forma na partida: na bola aérea da Austrália, que só usou esta jogada. Foram muito mal, perdiam todas. Nota (igual para ambos): 4,0

Eugenio Mena - Pouco participou das ações ofensivas no primeiro tempo. Jogou mais a partir do momento em que Beausejour entrou em campo. Defensivamente, tomou nas costas por diversas vezes, gerando cruzamentos em sua área, e, em um deles, o gol australiano. Nota: 5,5

Marcelo Díaz - Além de marcar os meias adversários e proteger a dupla de zaga, um "volante de contensão" deve cobrir as saídas dos laterais, e por isso é, estatisticamente, o jogador que mais corre numa partida de futebol. Esta função foi a que ele deixou a desejar, principalmente pelo lado esquero, onde saíram as principais jogadas da Austrália. Nas questões de proteção à dupla de zaga e marcação dos meias adversários, Díaz foi bem. Nota: 5,5

Charles Aránguiz - Nos primeiros 20 minutos de partida, formou ótima dupla com Sánchez, criando jogadas pelo lado direito. Após o 2 a 0, deu uma relaxada, assim como a equipe como um todo. No segundo tempo, esteve sumido; não foi nada perto do que foi no primeiro. Nota: 6,5

Arturo Vidal - É o maior nome da seleção chilena, todavia recém fez cirurgia no joelho e não está na sua plena forma física. Fez um jogo muito apagado e se irritou ao ser substituído. Take it easy man. Nota: 4,0

Jorge Valdívia - Foi menos efetivo que Aránguiz no primeiro tempo, mas mesmo assim foi bem, inclusive marcado o segundo gol chileno. Se movimentou bastante durante todo o tempo que esteve em campo e não se escondeu em nenhum momento. Nota: 7,5

Eduardo Vargas - Eu esperava mais! Jogou pela ponta esquerda no primeiro tempo, num Chile que atacava muito mais pela direita. Mudou de lado com a entrada de Beausejour, assim como o jogo do Chile, que mudou para a esquerda. Aos 16 do segundo tempo, quase deixou sua marca, com o zagueiro australiano afastando a bola de cima da linha do gol. Nota: 5,5

Alexis Sánchez - Melhor chileno em campo, com um gol e uma assistência. Como já dito, atuou pela direita, fazendo boas tabelas com Aránguiz na primeira parte da partida. No segundo tempo, esteve um pouco apagado, mas foi o jogador mais crucial na vitória de sua equipe. Nota: 8,0

ENTRARAM: 

Gutiérrez - Apesar de ser o primeiro chileno a sair do banco, foi o mais indiferente dos três na partida. Tão apagado quanto o Vidal, que saiu para a sua entrada, Gutiérrez cumpriu função de marcação no meio campo, com o objetivo de segurar a vitória da sua seleção. Nota: 5,0

Beausejour - Transformou o que tinha se tornado num jogo morno em um jogo de oportunidades. Ajudou seu time com bastante velocidade pela esquerda, mas fez com que Mena passasse a jogar bola, e foi nas costas de Mena que a Austrália quase empatou o jogo. Parece sem sentido, mas acontece. Enfim, Beausejour deixou o seu gol e acordou os espectadores, que estavam sonolentos. Nota: 8,0

Pinilla - Entrou nos últimos minutos de partida e, cheio de vontade, se movimentou bastante no miolo de zaga adversário. Foi o homem da finalização que, com o rebote, foi parar nos pés de Beausejour e surtiu no terceiro gol chileno. Nota: 6,5



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Autor: Guilherme Zanco

Apaixonado por futebol em primeiro lugar; Colorado e escritor do C11. Além, fanático pelo Liverpool Football Club. Twitter: @guilhermelnz
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