Fala galera! Salve salve ceonzeiros!
Hoje voltamos com o LÁ NA GERAL e entrevistando o Mito Tricolor, uma das minhas referências no "Maravilhoso Mundo Ceonzeiro". Falo dele, que Deita e Rola, o Waltinho da Ilha, Clayton Mello.
Falando de tudo o que seja polêmico, arregassando os limites do conservadorismo e fazendo uma BAITA conversa, digassi de passagi.
Confira:
1) Clayton, muito obrigado por aceitar o convite de participar do Lá na Geral. Primeiramente, qual a sua opinião sobre os mesmos técnicos parasitas e sanguessugas que temos no futebol brasileiro? Uma renovação é mesmo emergencial?
Emergencial, claro. Mas acredito que não pode ser tão radical, porque pode acabar gerando a promoção imatura de alguns jovens técnicos promissores, podendo causar outra crise de identidade no futebol brasileiro.
Por muito tempo rejeitei o fato de que somos inferiores no quesito técnico e tático comparado ao futebol europeu, mas nos últimos anos ficou escancarado. Ao invés dos dirigentes buscarem novas alternativas visando a solução do problema, trazem os medalhões ultrapassados. O Coxa trocou o Marquinhos Santos pelo Chamusca alegando que o time precisava de um fato novo para se motivar. Foi a piada de 2013.
2) Caso LUSA/CBF/STJD/Héverton/Pequeno Príncipe/Fluminense... Sua opinião sobre.
Você assina um regulamento antes de iniciar o campeonato, arromba o mesmo na última rodada, perde os pontos previstos pelo regulamento e julga culpado a equipe que se beneficiou indiretamente.
Na vida real, isso é uma cara de pau sem tamanho. No futebol, é tapetão do Fluminense, é recurso, é tudo de mais irresponsável e mentiroso. É Brasil, né?
Tomou essa proporção porque o Fluminense foi o beneficiado. Sobre o pequeno príncipe, foi nosso único erro. Ter entrado como parte interessada e colocar um advogado pra escancarar ainda mais o que já estava claro para todos. O Bittencourt não precisava estar ali pra ficar provado o amadorismo de quem administrava a Portuguesa e de quem administra o Flamengo também, não podemos esquecer. E acho que o regulamento deve ser alterado, a punição tem que ser mais severa e não beneficiar ninguém, para evitar que a parte ignorante da população fique bradando aos quatro ventos que fulano de tal é o rei do tapetão.
3) Quando começou esse seu amor pelo Fluminense?
Começou quando eu vi que ser vascaíno era pedir pra sofrer mais na vida do que o ser humano já sofre normalmente. Vi uma partida do Flu na televisão e passei a torcer, aos 7 anos. Acompanho desde lá, lembro da eliminação para o São Caetano em 2001, em 2002 para o Corinthians depois de um jogo memorável no Maracanã na partida de ida.
A cada jogo fui criando mais identificação, sempre fui apaixonado por futebol e as cores do Fluminense me dominaram. O primeiro título, a primeira vez que tive contato com o Maracanã e a minha torcida, as lágrimas de emoção nos títulos e nas vitórias inesquecíveis, tudo. Foi a melhor escolha que fiz na minha vida. Hoje eu sou esse fanático que se sente derrotado só de ver o time empatar.
4) Quem é o seu maior ídolo tricolor?
Tenho um que não tive o prazer de ver jogar, Emanuel Coelho Netto, o Mano. Praticamente morreu em campo defendendo as cores do meu clube. Irmão do Preguinho, outro ídolo de nossa história. Castilho cortou o dedo, Mano jogou com hemorragia. Dos que vi jogar, fico com o Thiago Silva.
5) Como ex-blogueiro do C11-Seleção Brasileira, como você avalia a (NÃO VAI TER!) Copa do Mundo que já funga nos nossos cangotes? Sobre a Seleção, é a principal favorita e dependente do Neymar?
Vai ter Copa, laje e churrasco!
O brasileiro quer saúde e educação desde que começaram a se reproduzir. Sempre a culpa é de algum fato novo. O mais engraçado é que ninguém reclama do investimento feito nos shows de virada do ano e no carnaval. Também quero um país melhor, mas não sou hipócrita de achar que a Copa é que impede nossa evolução.
Em 2016 será o "Não vai ter jogos olímpicos'' e por aí vai. Quando eles decidirem que "não vai ter corrupto eleito'', podemos sonhar com mudança. Falando de futebol, o Brasil é um dos favoritos, junto da Alemanha, pra mim o maior adversário. Felipão deu padrão à equipe e resgatou o que faltava, aquela gana que é importante quando não podemos levar na técnica, e ainda não vimos a seleção sem Neymar, né? Acho que ele é o principal jogador, nossa carta na manga, nossa genialidade individual. Sem ele, naturalmente a qualidade cai, mas o Felipão já ganhou Copa do Brasil sem Valdívia e Barcos nas finais. Somos fortes sem Neymar, mas com ele somos ainda mais.
6) O atual momento político do Fluminense, com problemas de relacionamento com a Unimed e crises na diretoria, tem chamado a atenção embora não tenha atrapalhado o desempenho do time em campo. Como você avalia esse momento e a parceria com a Unimed está em seus últimos momentos?
A grande verdade é que a política do Fluminense parece não ter solução. Quando paro pra pensar, me bate um certo desespero. Nossa situação financeira é a pior do futebol brasileiro e não conseguimos desvincular da patrocinadora que usa de ameaças para conseguir o que quer. Nosso presidente é amador, ele mesmo fala isso, não tem capacidade de jogar limpo com a torcida e dizer que somente com a nossa força podemos depender apenas do nosso dinheiro.
Enquanto isso, sou obrigado a brigar por título em um ano e lutar pra não cair no outro, depende sempre do humor do Celso Barros. Dessa forma, o Fluminense não sai do lugar. Até que atualmente a paz voltou a reinar, mas resta saber por quanto tempo, e a Unimed cresceu 800% desde que colocou seu nome na nossa camisa. Isso responde qualquer questão sobre uma possível saída.
7) De onde surgiu esse seu jeito irreverente de escrever?
Que isso, rapaz (risos). Eu tento fazer algo dinâmico e que não canse o leitor, porque meus textos são longos, eu gosto de levantar todos os tópicos, opinar sobre cada um e isso é muito difícil, é cansativo pra criar e não quero que seja cansativo para ler. Nelson Rodrigues é a inspiração de qualquer tricolor. Ele é minha referência.
8) Política, Polícia Militar e Torcidas Organizadas tem sido um assunto frequente nos debates esportivos. Mesmo com as novas arenas, os decorrentes problemas tem afastado o torcedor dos estádios e a polícia tem feito um trabalho cada vez pior na segurança?
A polícia acaba não tendo muito o que fazer, pelo menos aqui no Rio. Se ninguém que tem a patente mais alta do que os fardados, digamos assim, faz alguma coisa, sobra pra eles dar cassetada na cabeça de quem acha que a essência do futebol é matar quem não torce para o mesmo time que você, e só isso não resolve. O fictício Capitão Nascimento já dizia: "O sistema é foda." O buraco é bem mais embaixo.
Os clubes financiam quem vai para manchar nosso futebol e existem pessoas de bem nas organizadas, sempre bom ressaltar. Tenho amigos que tiveram seus motivos para filiar-se a alguma organizada e não colaboram com a violência. Mas não é a maioria, justamente. Infelizmente muitos perdem o prazer de assistir o seu time do coração por medo e não tiro a razão. Em clássico preciso deixar de ir com a camisa do meu time para ter a garantia de que voltarei para casa. Fui perseguido por uma organizada do Botafogo em janeiro e não desejo o que passei pra ninguém.
9) O atual momento do futebol carioca é o pior possível? Qual dos três rivais você tem mais gana de ver o Fluzão vencer pra fazer aquele pós jogo maroto?
Nunca deixou de ser amador. De vez em quando, os cofres recebem vida e consequentemente o rendimento é melhor, contratações, salários menos irregulares, torcida que se empolga. Isso foi entre 2011 e 2012. Aí a torneira fechou e temos isso aí. o Vasco colhendo os frutos de eleger o maior ídolo como presidente sem nunca ter administrado nada na vida, o Flamengo dando um monte de fruta podre pra torcida comer e aceitar, já que eles querem usar o primeiro triênio para arrumar a casa, pelo menos é o que dizem e agem como todos os outros, demitindo técnico quando na verdade era ele que conseguia dar uma cara menos feia para as frutas podres. No Botafogo, o mistério de como vender todo o time ao final da temporada e não ter dinheiro para investir em absolutamente nada no clube. Hoje é um time fraco, sem investimento e com a pior das perspectivas entre os cariocas na Série A.
Galvão diz que ganhar é bom, mas ganhar da Argentina é muito melhor. Troque o nome dos hermanos pelo rival rubro-negro. São sempre os textos mais gostosos de fazer quando vencemos. É o maior rival, não tem como (risos).
10) E sobre esse Fluzão. Até onde pode chegar e quais setores precisam de reforços?
Antes do Cristóvão chegar, achava que ficar entre os 16 primeiros e não depender novamente de uma Lusa e um Flamengo, era lucro. Depois que ele chegou, acho que a gente pode lutar por uma vaga na Libertadores seja na Copa do Brasil ou Brasileirão. Arrumou o time, ele é muito inteligente, calmo, tem o elenco nas mãos e tira o melhor de cada um. Precisamos de laterais, direito e esquerdo, um pra titular e outro pra reserva, um meia e um atacante de velocidade. Se o Wellington Nem voltar, resolvemos uma das carências que temos.
11) Clay Clay, muito obrigado por essa conversa bem sádica e marota que tivemos hoje e espero que o amigo leitor tenha gostado muito de conhecer um dos monstros da próxima geração do Jornalismo Esportivo. Deixe uma mensagem para todos os ceonzeiros que acompanham o nosso augusto blog.
Quem tem que agradecer sou eu, meu caro! Pra mim é uma honra ter a oportunidade de expor minha visão de uma forma diferente do que faço falando sobre o Fluminense. Espero um dia corresponder realmente em relação a tudo que você falou, me sinto lisonjeado, obrigado mesmo. Você é fera, tem um grande futuro, sabe que te admiro. E aos leitores, meu muito obrigado. Espero que vocês permaneçam acompanhando nosso blog, aqui tem gente de muita qualidade e responsabilidade, a começar por quem administra.

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