| Wellington atuando pelo São Paulo. (Foto: Fernando Dantas / Gazeta Press) |
Há meses que se fala na contratação de um volante de marcação para compor grupo no Internacional.
Na equipe que vem sendo titular, temos apenas Willians na marcação. E, cá entre nós, ele nem chega a ser esse "cão de guarda", "camisa 5", "primeiro volante"... Aránguiz pouco ajuda nesta função de marcação. O chileno tem espírito de criador de jogadas; é mais parecido ao D'Alessandro do que ao Willians. A equipe sucumbe ao adversário quando tem o placar a favor, e isto é absolutamente normal, porém o que não é normal é a responsabilidade da marcação na meia-cancha numa situação destas cair toda sobre um jogador, o nosso camisa 8 no caso.
Bom, mas e o Ygor? Seria titular do meu time, mas talvez não tenha bola para isso; desconheço seu trabalho nos treinamentos. E o João Afonso? Inexperiente demais. Vem abusando das noitadas de Porto Alegre, e inclusive já tomou uma dura do D'Alessandro por isso. Então, se for para jogar com o time que vem jogando, acho que não vale a pena pagar os 11 milhões de Euros pelo Aránguiz. Falta marcação!
Do fim do Gauchão pra cá já se foi falado em Sandro (aquele mesmo), Rithely, César Meli e, agora, Wellington.
Vamos por partes. Sandro: vive mais lesionado do que jogando, no Tottenham, mas quando joga é titular, tem moral por lá, a torcida gosta dele. Rithely: fez boa série B pelo Sport em 2013. Do pouco que vi dele, achei bom; nada mais e nada menos que bom. Será que a camisa de um clube maior pesaria para o garoto? De qualquer forma a negociação chegou a acontecer, mas esfriou por conta de o Sport ter pedido alguns jogadores colorados, propondo uma troca. César Meli: Joga com Carlos Luque, que está chegando ao Inter, no Colón, mas eu não o conheço; nunca vi jogar. Wellington: definitivamente a melhor opção das citadas, na minha opinião. Se envolveu em polêmicas, pedindo para sair do São Paulo e está encostado por lá, tendo uma má relação com os membros da diretoria tricolor. Isso facilitará, e muito, a negociação. É um jovem que sempre demonstra raça em campo, não é lento, tem o dom da marcação, não é nada "brucutu" e sabe muito bem sair jogando, como tendem a ser os bons volantes do futebol atual.
O certo é que um "camisa 5" deve chegar. O século XXI pede um mínimo de dois volantes por equipe, portanto Willians não é quem deve perder espaço. Sobra para Alex ou Alan Patrick.
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