Deitar e rolar no São Paulo no dia 21 de maio? Mais do que normal!

Nelson Perez/ Fluminense F.C

É tanta coisa pra falar, que não sei por onde começar. Talvez pelo óbvio: O Fluminense massacrou o São Paulo pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Maracanã. Em uma noite inesquecível, o tricolor de verdade se despediu da melhor maneira do eterno 'Maior do mundo', que foi entregue a FIFA para a Copa do Mundo. Foi 5x2, mas poderia ser bem mais. 
 
Diferente da partida contra o Vitória, no final do mês passado, não tivemos uma multidão ao dispor do Fluminense para apoiar rumo a mais uma vitória. Tivemos os 15 mil de sempre, que fazem barulho de 50. A noite nos reservaria momentos inesquecíveis e por incrível que pareça, quem esteve no estádio sabia disso. Era uma data especial. Há 6 anos, eliminamos o mesmo São Paulo, no mesmo Maracanã, pela Libertadores, aos 47 do segundo tempo. Está vivo na nossa memória, mas agora a data terá companhia desse 5x2 excepcional. A noite era nossa, os ingredientes da partida indicaram isso.

Em campo, quase a mesma equipe de sempre. Fred e Cavalieri, por decisão da FIFA, ficaram de fora, fazendo com que Walter e Felipe entrassem no lugar de cada um. O goleiro, nos deixou com saudade do titular de verdade, já Walter, nem um pouco. Mas isso é assunto para outro parágrafo. Nesse, sobre o primeiro tempo em que fomos neutralizados pela equipe paulista. Com um poder ofensivo de dar inveja a outros times, o São Paulo tinha nos pés de Ganso e na velocidade de Osvaldo, as tentativas de desafogo, já que toda a equipe estava disposta a montar um ferrolho no Maracanã. Nosso time, envolvido na marcação do adversário, encontrou problemas pela direita na hora de combater o ataque deles. E tomou o primeiro gol de pênalti, sofrido por Antônio Carlos, avançando pela direita e derrubado por Wellington Silva. Ceni, com ou sem bengala, converteu. 

Se já estava complicado furar a boa marcação do São Paulo, agora ficaria ainda pior. Mas nossa equipe criou chances, lutou em busca do empate. O adversário conseguiu segurar nosso ímpeto por quinze minutos, quando Conca chutou de longe e o goleiro, Matusalém ou não, deu rebote para Walter explodir o Mário Filho de alívio e alegria. Uma festa maravilhosa que acabou não durando nem cinco minutos, porque novamente pela direita, Osvaldo cruzou na medida para Alexandre Pato colocar o São Paulo na frente. Fomos para o intervalo perdendo e preocupados. 

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No segundo tempo, fizemos valer tudo que esperamos para a partida. Emoção, alegria e principalmente, a vitória. E que vitória, que virada. Desde o primeiro minuto pressionando o São Paulo, seja com Walter de voleio, seja com chutes de longe de Carlinhos e Conca. Até que aos 7, Lucão fez gol contra após cobrança de escanteio, 2x2. Mais uma vez, a torcida enlouqueceu. E não parou mais. Engolimos dentro de campo, fomos pra cima, inflamamos o jogo. Era questão de tempo a nossa virada. E lembram quando eu disse que não sentimos falta de Fred? Pois então, Walter, aos 20, recebeu cruzamento de Wágner e com um chute espetacular, virou a nosso favor. O Fluminense mostrou sua força junto de sua torcida no Maracanã, buscou no vestiário o que faltou nos primeiros quarenta e cinco minutos e nocauteou o paulista de três cores. E em homenagem a nossa torcida, Waltinho comemorou deitando e rolando. A magia daquele estádio é algo incomparável e inigualável. O adversário da noite sempre nos proporciona momentos maravilhosos, passe o tempo que for. Sem dó, nem piedade, continuamos a surrar o São Paulo aos 27 e aos 30 do segundo tempo, com os gols de Wágner e Sóbis, transformando o baile em humilhação. 

Perdendo mais algumas chances, o Flu passou a cadenciar a partida e com gritos de olé vindos da arquibancada, a festa parecia completa, mas faltou a cereja do bolo, aquela que sempre acontece quando Muricy Ramalho vem ao Rio de Janeiro enfrentar a equipe que ele comandou no título brasileiro de 2010 e meses depois, largou, tentando justificar seu interesse de comandar Neymar e Ganso em cima de nossa falta de estrutura. Um cântico ensurdecedor tomou conta do Maracanã, fazendo com que o técnico recolhesse seus movimentos e apenas olhasse para dentro de campo, um tanto quanto incomodado com a situação. Não faltava mais nada, a noite que prometeu, cumpriu todas as expectativas. E após o apito final do árbitro, mais três pontos na nossa conta.

Impossível não fazer o caminho até em casa eufórico e mesmo ao chegar, permanecer com a adrenalina nas alturas. A data, a despedida momentânea do estádio, o adversário, até então invicto e principalmente, o futebol mostrado pelo Fluminense. Pela primeira vez, conseguimos virar uma partida após ficar atrás do placar com Cristóvão no comando. Tudo isso graças a Walter, Conca, Sóbis, Wágner, Diguinho e Gum, os melhores em campo. Com o resultado, voltamos ao G4 e podemos terminar a rodada em terceiro, posição que ocupamos até que o Goiás entre em campo e faça seu destino. 

Nosso próximo adversário será o Bahia, em Barueri, no sábado, às 18h30. E só para não esquecer: Aproveitando a carona na imagem (clique aqui e veja), acredito que a torcida do São Paulo vai precisar de um bom recurso psicológico para se recuperar dessa goleada. Só provoca quem tem bala na agulha. 5into muito por vocês!

5audaçõe2 tricolores!


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Autor: Clayton Mello

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