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| (Nelson Perez/FFC) |
O Fluminense sofreu a segunda derrota no Campeonato Brasileiro em cinco rodadas do torneio. Dessa vez, para o Grêmio, fora de casa. Resultado que teoricamente seria natural, mas a prática mostrou que a vitória poderia ter ocorrido.
No título do texto, defini a derrota através de três palavras. E vou começar pela injustiça. Enfrentamos uma equipe que desde o começo do ano tem a desconfiança do torcedor devido a saída de peças importantes e que não fez a reposição no mesmo nível. Disputaram a Libertadores, demonstraram superação na fase de grupos que foi denominado como grupo da morte, mas sucumbiram de cara na terceira fase, logo nas oitavas, dentro de casa, para o San Lorenzo. Vão aos poucos tentando reestabelecer a confiança da torcida no atual elenco. E não foi com essa vitória em cima da gente que conseguiu. Pelo menos se eu fosse torcedor do Grêmio, não ficaria satisfeito pelo futebol que apresentaram. Mas dizem que futebol é bola na rede e eles marcaram um, botando três pontos na conta.
O jogo foi muito igual até os vinte minutos do primeiro tempo, sem chances claras para as duas equipes, até que o Fluminense passou a colocar a bola no chão e criou boas oportunidades, que não foram desperdiçadas e sim defendidas por Marcelo Grohe. Foi a tarde do arqueiro gremista. Deu a impressão que o Fluminense faria seu gol, sem surpresa alguma, justamente por estar melhor. Até que em uma enfiada de bola nas costas de Jean, Rodriguinho avançou pela direita e chutou firme para o gol, graças a má colocação de Cavalieri. Aí entra a injustiça na história. Fomos para o intervalo sem merecer a derrota.
Um segundo tempo todo pela frente e a confiança no time que permaneceu bem, em cima, buscando o empate. Grohe não foi tão ativo, exceto quando evitou o gol de Sóbis. Era a terceira defesa difícil do goleiro, que levou a torcida na Arena ao delírio. O Fluminense pressionava e vinha em uma sequência de bolas alçadas na área, fosse através de escanteio ou falta. Em uma dessas, a infantilidade entrou em campo e retirou nosso principal jogador. Fred foi expulso após uma confusão com Alan Ruiz, quando segurou o pescoço do atacante e o mesmo se jogou como uma moça. Era tudo que a gente não precisava.
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Percebendo que mesmo com um a menos, o Fluminense permanecia melhor, mas não tinha mais a mesma força para furar o bloqueio gremista, Cristóvão colocou Chiquinho e Biro-Biro em campo, visando a velocidade para que o time tivesse mais espaços na criação das jogadas. Ganhou com isso, mas perdeu tirando Conca, quem realmente se entende com a bola. Nosso gol não saiu, Walter ainda tentou com um chutão de longe, mas Grohe, pra variar, evitou. O Grêmio honrou o tal '19 contra 1', embora sua torcida seja inteligente o suficiente pra saber que isso é uma babaquice, tanto que não fomos provocados nesse ponto. Valorizaram a vitória difícil em cima do nosso time e acreditam que vamos brigar em cima.
A equipe foi bem, não mereceu perder e acabou prejudicada com a burrice de Fred. Porém, alguns jogadores foram abaixo e um foi horroroso. Conca foi mal, Wágner também, Sóbis se esforçou, mas não rendeu. Já Carlinhos, que não sabe o que quer da vida, enfiou sua cabeça no meio da lua e não quer tirar. Desde a partida contra o Vitória que nosso lateral está aéreo.
Antes de entrar em campo, o Fluminense já havia perdido a vice-liderança e agora com a derrota, provavelmente ficará de fora do G4 novamente. Nosso próximo adversário será o São Paulo, no Maracanã, quarta-feira, às 22h. Precisamos da vitória para não desgrudar do pelotão da frente e a partida será muito difícil. Não podemos desanimar com a derrota, estamos muito bem tecnicamente. E se os reforços especulados chegarem, vamos bater de frente com os mais fortes.
Saudações tricolores.

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