Pato e Corinthians: por que não deu certo?

Fox Sports


Era janeiro de 2013, Pato anunciado como reforço de um Corinthians recém-campeão mundial, badalado, um time pronto para se internacionalizar, com um jogador World Class em seu time, o 2013 prometia. Muitos falaram que o time poderia conseguir um bicampeonato da América, pelo seu elenco, e a fase vivida por Tite na época. E não estavam muito errados. Mas por que não deu certo?



O ano começou, e Pato se preparou mais que os demais jogadores para a temporada: estreia com gol contra o modesto Oeste de Itápolis, o que já fez a torcida pirar, a imprensa alimentando a torcida com várias esperanças, exaltados já o pediam na Seleção Brasileira, sendo que ele mal havia começado a jogar.

O ano foi continuando, e Pato sendo banco. Quando perguntado sobre a situação: "Tô tranquilo, tô 100%", dizia Pato. Alguns torcedores do time ficavam espantados tamanha a falta de preocupação do jogador em ser titular da equipe.

O primeiro semestre passando, e o nosso reforço de 40 milhões de reais marcando seus gols no Paulistão, a torcida cobrando, mas ele estava tranquilo. Até que a paciência terminou: 15/05/2013, a eliminação para o Boca Juniors, onde Pato perdeu um gol inacreditável perto dos 30 do segundo tempo. Este episódio despertou a revolta de alguns torcedores, que pediram a saída do atleta.

Passado o episódio, Pato venceu seu primeiro título com o Corinthians, onde foi pouco importante na final, mas só para deixar como registro mesmo.

O Brasileirão começara, e Pato lá, mesmo como reserva, dividiu a artilharia do time no ano inteiro com Paolo Guerrero. Para deixarmos bem claro: o 2013 ruim não foi apenas culpa de Alexandre Pato, o sistema ofensivo do Corinthians, como um todo, foi muito mal. Números grotescos, Emerson Sheik e Romarinho foram outros bastante criticados pela torcida, e com razão.

Pato vinha recuperando a confiança, mas em outra noite de quarta-feira veio o castigo: pênalti desperdiçado contra o Grêmio de maneira displicente, como se não bastasse, na entrevista após o erro, Alexandre diz: "Eu treinei assim, então eu bati e errei.", se a paciência já estava escassa com Pato, após o  episódio deixou clara a revolta que a torcida alvinegra estava sentindo.

O episódio passou, vieram gols, na verdade: gol. Por ironia do destino, o gol veio em cobrança de pênalti, aos 45 do segundo tempo contra o Fluminense, em Araraquara. O ano passou, veio o 2014, e a equipe realizou 4 partidas, Pato ainda está zerado. Na primeira derrota do ano, contra o São Bernardo, o atacante foi vaiado pela torcida, não reconheceu que estava fazendo uma má partida, e criticou o esquema de Mano Menezes, dizendo que a bola não chegava até ele. 6 dias e uma derrota doída contra o Santos se passaram, e agora o Corinthians estuda em vender Pato na próxima janela.

Passado toda a história, muitos perguntam: por quê Pato não conseguiu obter o sucesso esperado no Corinthians?

Acho que a culpa não é exclusiva dele, mas, com certeza, ele é o responsável maior por isto. Quando ele estava em seu melhor momento no time, Pato era reserva, algo estava errado. Não sei qual parte estava errando, mas isso não é certo. Outro fator, e é o que considero mais importante para o insucesso: A falta de vontade de Alexandre Pato. Vontade;"sangue nos olhos"; raça; gana. Como queiram, isso é o que mais falta em Pato, e é o que irrita aos Corintianos. Poucos jogadores com uma técnica extrema se deram bem no Corinthians, e para serem exaltados, tiveram que fazer muito pelo time, ou pelo futebol: Rivellino, Sócrates, Neto,e Marcelinho Carioca. Jogadores com habilidade, que se deram MUITO bem no time.

Mas, a torcida do Corinthians gosta de jogador que se entrega dentro do campo, gosta de jogadores com disposição, por isso Biro-Biro, Wladimir, Zé Maria, Ezequiel, e mais recentemente: Ralf e Paulinho são jogadores muito queridos, e não cairão no esquecimento dos torcedores.

Não sei o que acontecerá daqui pra frente, mas a passagem de Pato pelo Corinthians já pode ser considerada um dos maiores fracassos do clube, se o assunto for transferências.
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Autor: João Rafael

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