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| O Belo saiu feliz do jogo de ontem (Foto: proximoshow.com.br) |
Senti-me na obrigação de fazer esse trocadilho. Bem, quando comentei sobre o adversário, afirmei que a partida não seria fácil, pois jogos contra times desesperados costumam ser assim. Dito e feito. No entanto, quem parecia ser o tal time desesperado na partida de ontem era o Náutico. Pecou em todos os aspectos, especialmente nas finalizações.
O Botafogo-PB, em situação delicada por ter perdido quatro pontos e estar com -3 pontos (!!!!) na classificação do grupo D da Copa do Nordeste, controlou as ações da partida e fez o seu jogo valer a pena. O próprio Lisca, técnico do Timbu, admitiu que sua equipe foi "anulada" pelos paraibanos.
A derrota por 1 a 0 veio com um gol-relâmpago. Com dois minutos de jogo, Lenílson (AQUELE, ex-São Paulo), livre de marcação, cabeceou e mandou a bola para o fundo do barbante. Nos 88 minutos restantes, sem contar os acréscimos, o que se via era um Náutico afobado e nervoso e um Botafogo bem fechado e atacando em velocidade pelas laterais.
Um ano que começa com o time conseguindo quebrar um tabu de 10 anos sem vencer o rival Sport na Ilha do Retiro e não se sentindo em casa jogando na Arena Pernambuco - além dos frequentes tropeços do time no novo estádio, a torcida timbu tem feito várias reclamações ao consórcio que gere a arena, isto desde o ano passado, quando o palco de cinco partidas da Copa do Mundo de 2014 foi inaugurado; a urucubaca está forte - é algo pra deixar os alvirrubros receosos. Ontem, quem parecia jogar em casa era o Belo. Sentiu-se muito à vontade.
O revés liga novamente o sinal de alerta na Avenida Conselheiro Rosa e Silva. Foi visto um Náutico mais próximo da partida contra o Guarany de Sobral do que do jogo contra o Sport. E domingo que vem tem mais uma edição do Clássico dos Clássicos. Quem vencer encaminha sua classificação ao mata-mata. Quem perder já ensaia uma despedida da competição regional. O problema é o seguinte: a fase de ambos os times não é nada boa. Ou será um duelo em que a raça prevalecerá ou será um confronto típico de pelada de final de semana. Mais uma vez, o desempenho esperado do Timba no clássico é uma incógnita.
Permitam-me cornetar, mas vou logo me preparando psicologicamente para o 10º ano sem títulos. Não que eu esperasse que o ano de 2014 fosse fácil para o CNC, longe disso, até porque sabemos que a nova diretoria pegou em "bomba" e fará o máximo possível para reestruturar o clube. Mas uma eventual permanência do jejum de taças seria uma injeção de (mais) desânimo nos torcedores. Enfim, só me resta torcer por uma reviravolta.

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