São Paulo 3x0 Náutico: Sob a regência do maestro

Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press

Liderado por Paulo Henrique Ganso e Ademílson, o São Paulo não mediu esforços para vencer bem o lanterninha do Brasileirão, Náutico, jogando no Morumbi. Controlando a partida, o Tricolor fez 3x0 nos pernambucanos, com gols de Ademílson, Ganso e Welliton e pulou para a 12ª posição na tabela do campeonato.

Um jogo para um time grande, em casa, contra o lanterna do campeonato, sempre é um jogo complicado. É daqueles em que até a vitória por 1x0 pode ser considerada um resultado não suficiente. Com isso, os donos da casa e favoritos vêm com a pressão redobrada. No caso de ontem, felizmente, o São Paulo não titubeou contra o pior time do Campeonato Brasileiro: uma vitória convincente, com uma atuação segura que nos faz esquecer o pênalti do último domingo e nos dá muita confiança para a reta final da competição.

Em uma noite fria e chuvosa em que 15 mil corajosos compareceram ao Morumbi, Muricy resolveu fazer apenas uma grande alteração no time. Wellington, volante de origem, entrou jogando como ala-direito, no lugar de Douglas. Na zaga, Tolói voltava e fazia o trio com Edson Silva e o líbero Rodrigo Caio; ao lado de Wellington no meio, estavam Denílson, Maicon, Ganso e Reinaldo. Por último, na frente, a dupla era Ademílson e Aloísio.

O Tricolor não teve aquele grande início de jogo. O primeiro susto foi dos visitantes - uma boa chegada de Maikon Leite cujo chute parou nos pés de Ceni. Depois, a equipe foi tomando o controle do jogo, arriscando nas chegadas de Reinaldo pela esquerda e em alguns chutes de Aloíso e Ademílson. O único problema era a falta de pontaria. E ela durou até os 30 minutos, quando Ganso achou Aloísio no meio da área com um primoroso passe de calcanhar; o camisa 19 teve o chute travado pelos zagueiros, mas ela sobrou limpa na pequena área para seu companheiro de ataque abrir o placar. Dali, ele não perdia.

Além da vantagem conquistada, ainda terminamos o primeiro tempo vendo Rogério Ceni dar um chapéu no Maikon Leite após uma péssima bola recuada pelo Edson Silva. Ok, era o Maikon Leite, mas valeu a pena.

Na segunda etapa, o segredo era manter o ritmo e confirmar a vitória. Mas o time parecia mais sonolento, disposto a manter o arriscado 0x0. Até que nosso principal meia, Ganso, recebeu na intermediária, passou por um, dois, três, quatro e, já dentro da área adversária, chutou de direita, com categoria, uma bola que deixou o arqueiro do Timbu sem reação e ainda tocou na trave antes de morrer vagarosamente no fundo das redes. Um golaço. De gênio, de maestro, de craque; de Ganso.

Welliton, atacante que entrou no lugar de Aloísio, ainda recebeu boa bola de Ademílson na direita e chutou forte e alto, sem chances para Ricardo Berna. Com a boa vitória e os 3 pontos garantidos, só bastou deixar os minutos passarem no Morumbi. A pressão sobre a necessidade de vencer já havia passado: 3x0 no Náutico.

Desta vez ficamos sem as costumeiras notas, peço até perdão. Mas adianto que destaco muito as atuações de Rafael Tolói, firme na zaga; Ganso, o melhor da partida; e Ademílson, que cavou de vez sua vaga nos titulares. Rodrigo Caio (apesar do amarelo), Denílson, Maicon, Reinaldo e Welliton (pelo gol) também merecem os parabéns.

Muricy Ramalho parece ter encontrado o time ideal; claro, no habitual 3-5-2. A defesa tem tudo para ser formada por Tolói, Antônio Carlos e Rodrigo Caio - este último jogando como líbero, que parece ser a especialidade do garoto. No meio, Maicon, Ganso e Reinaldo parecem ser absolutos; Wellington tenta brigar pela titularidade, seja com Denílson na primeira volância ou com o Douglas na ala-direita. Jádson seria o reserva de luxo. E, mais a frente, a boa fase de Ademílson coloca a revelação hoje como parceiro ideal de Luis Fabiano. Isso com todos cem por cento.

No domingo, o clube pega o Bahia em Salvador. Luis Fabiano não deve jogar, Antônio Carlos ainda é dúvida e Rodrigo Caio, suspenso com o cartão amarelo, é o desfalque mais importante. Até lá, Tricolor!


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Diogo Magri
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Autor: Diogo Magri

17 anos, são-paulino do interior. Tenho trauma de bola parada, de pênaltis e de elogios ao goleiro antes do fim do jogo. No C11, falo de futebol europeu. Na vida, tento sofr... digo, ser jornalista.
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