[Análise Tática] Corajoso no planejamento, o Atlético-PR colhe os frutos no Brasileirão



Ouvindo as preses de todos os amantes do futebol, ou anti-campeonatos estaduais, Ricardo Drubscky fez algo inédito no futebol nacional. Colocou o Sub-23 do Atlético Paranaense para jogar o campeonato local, dando ao torneio a devida importância. Levando em consideração que foram 24 jogos no Estadual, o Atlético teve em média 20 jogos a menos que Atlético-MG, Vitória e Inter, hoje seus concorrentes de G-4.  O que pesa no preparo físico dos atletas, com menos jogos, os jogadores suportam o jogo em um bom nível mais regularmente. Com menos quedas técnicas durante o campeonato Brasileiro que é longo e exige isso.  

Porém em seis rodadas do Brasileirão, Drubscky não conseguiu uma boa sequência, uma vitória em seis jogos e a zona de rebaixamento como abrigo. Mudança no comando. Mancini assumiu contra o Corinthians passou 11 jogos invicto, venceu o Atlético Mineiro no Horto algo inédito e levou o Furação da zona do rebaixamento ao G-4. Em 22 jogos: 13 vitórias, 6 empates e 3 derrotas (Para, Cruzeiro líder; Vitória que briga por G-4 e Grêmio 3º colocado); 33 gols marcados e 20 sofridos. Campanha irretocável. 

Na Copa do Brasil eliminou Brasil de Pelotas, América-RN e Paysandu. Não perdeu nenhuma. Nas oitavas, fase mais difícil, passeio sobre o Palmeiras, 3 a 0 na Vila Capanema fora o baile. No primeiro jogo contra o Internacional pelas quartas-de-final, aplicação tática e empate cedido no último minuto no Rio Grande Sul. 

Atlético-PR no 4-3-1-2 com velocidade pelos lados e a chegada de P.Baier.
Variando do 4-3-1-2 para o 4-2-3-1 o Atlético-PR se baseou taticamente. Com João Paulo e Bruno Silva na volancia, tendo Zezinho e Juninho como alternativas aparecendo junto aos titulares, quando três volantes eram escalados. Meio forte para Paulo Baier trabalhar como "enganche", aquele jogador que faz bola correr e se aproxima do ataque. O maestro. Nas pontas, seja do 4-2-3-1 ou abertos no 4-3-1-2 com Paulo Baier ou Elias vindo de trás, Everton, Marcelo e Dellatorre são os homens usados, dando velocidade mais recompondo a marcação, sempre. Na referência Ederson ou até mesmo Dellatorre podem ser usados para comandar o ataque. 

Rápidas transições, velocidade pelos lados, o passe e a bola parada sempre precisa de Paulo Baier, além do poder de fogo do artilheiro Ederson que com 15 gols é o marcador máximo do Brasileirão. Esse é o corajoso Atlético-PR que ousou no estadual e teve folego para fazer um Brasileirão sem grandes quedas em um nível mais regular que os demais. Se a exceção pode virar regra não sabemos, mais que a ideia de Drubscky deu certo isso deu, e mesmo que ele não tenha continuado, o legado do técnico em alguns meses foi maior do que de outros em alguns anos. 

Atlético no 4-2-3-1 com Baier organizando e Ederson definindo.

Abraços,
Rai Monteiro. 
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Autor: Unknown

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