Especial tático #3 - Copa das Confederações: Prévia da final.



Assim como disse André Rocha em seu post sobre a semi-final da Copa das Confederações: "Não há receita de bolo no futebol". De fato não há, mas o Brasil tem algumas boas saídas para vencer a favorita Espanha na tão aguardada final de Domingo no Maracanã.



No velho continente é fim de temporada, e, é óbvio que os jogadores da Fúria estão em  declino físico, além de serem de baixa estatura, o que por tanto diminuiu a força física dos mesmo. Algo semelhante ao que acontece com Oscar, usado em mais de setenta partidas no Chelsea de Rafa Benitez. O horário do jogo, 19h do Domingo, entra a favor dos Europeus, fugindo do imenso calor do país do Futebol que a Espanha já encontrará no Castelão e na Arena Pernambuco, o que ajudou no desgaste.

A posse de bola Espanha, na Copa das Confederações, gira em torno do 61%. Já o Brasil, que não chegou ao fim de nenhum dos quatro jogos com posse superior ao seu adversário, tem média de 40% na competição. No duelo de domingo não teve fugir disto. Ter a posse de bola, não significa de fato pressionar, mas cria essa chance. O time de Scolari tem na semi-final lições para a grande final, a Itália preencheu seu meio-campo e ocupou os espaços necessários para dificultar o tiki-taka Espanhol. É claro que o Brasil não tem as mesma peças, defensivas, do time de Prandelli, mas a dedicação tática da seleção canarinho tem que ser semelhante. 


Um ótimo caminho para o Brasil é o lado direito, Marcelo e Neymar em cima de Arbeloa, a compensação desse espaço que será cedido na defesa devem acontecer com o recuo de Luiz Gustavo como libero, e Thiago Silva e David Luiz abrindo pelos lados. Hulk deve ajudar Daniel Alves na marcação de Alba, Silva e Iniesta. Claro, com Paulinho recuando junto a linha do meio-campo, já que o volante deve ajudar na pressão para retomar a bola no campo de ataque. 

O 4-2-3-1 do Brasil tem que negar qualquer espaço a Espanha e tentar pressionar a saída de bola.
Em um outro cenário, Hernanes ganharia a vaga do desgastado Oscar, formando um 4-3-3 igual ao da Espanha. O que faria os dois volantes baterem com Xavi e Iniesta, os marcando com mais intensidade, fazendo também com que Neymar tenha mais espaço para trabalhar pelo centro, do que apenas na extrema. Na outra extrema, Hulk poderia explorar os espaços de Jordi Alba, já que Paulinho teria auxilio de Hernanes na marcação, liberando o jogador do Zenit, nesse modo, o Brasil pode explorar mais o fundo do campo:


Previsões a parte, o duelo de Domingo será um colírio aos amantes do futebol.
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Autor: Unknown

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