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| Foto: Ricardo Saibum / Divulgação Santos F.C. |
Fala Torcida Santista! Após esfriar um pouco a cabeça, resolvi postar algo sobre a final de ontem, entre Santos e Corinthians. O resultado, vocês já sabem. O título, também. Mas fica a pergunta: O que ficou de lição ao time? O que pode ser aproveitado ou descartado para o Campeonato Brasileiro? É o que eu venho trazer hoje aqui para vocês, caros leitores.
A campanha
Logo após o término da 19ª rodada, publiquei aqui neste site um texto falando sobre a campanha do Santos (clique aqui para ler o texto na íntegra) e, como o título explicava, o Santos fez o suficiente para passar, mas não para agradar. Jogos arrastados, sem muita garra e com pouco brilhantismo, menos até que no ano passado. Nessa edição, o Santos fez 23 partidas, fazendo 11 vitórias, 9 empates e 3 derrotas, marcando 39 gols (média de 1,6 por partida).
Muricy e esse tal trabalho
Em 23 partidas no Campeonato Paulista, foram raros os momentos em que vi o time jogar bem (não confunda jogar bem com ganhar por 2 a 0, com lampejos individuais). O time em si, não teve uma regularidade nesses jogos, fazendo com que dependesse cada vez mais de jogadas individuais, ora por Neymar, ora por Cícero, os dois principais jogadores do time no momento.
E por conta disso, quando uma das duas peças era anulada em campo, o time não andava. Estou mentindo?
Quando não era isso, era o Muricy, fazendo mais uma escalação inapropriada ou substituindo feito garoto de 11 anos, jogando PES (nada contra). Isso ficou nítido quando jogamos contra o Corinthians, pela primeira partida da final. Um meio-campo com 4 volantes, sem um meia de origem para tentar distribuir mais a bola entre os setores e deixar os atacantes com mais condições de gol. Isso não tínhamos no banco, mas o único que poderia fazer algo diferente naquela partida era o Felipe Anderson. E quando entrou, realmente o time mudou em campo, fazendo um jogo mais equilibrado na etapa complementar.
Quem foi bem:
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| Foto: Acervo C11 |
→ Renê Jr: Um dos poucos que se salvaram das críticas. Teve uma regularidade e muitas vezes evitou o pior, tanto na lateral, quanto como zagueiro. Sim, ele jogou no estilo 3 em 1. Bom jogador, vestiu e deu o sangue pelo manto alvinegro na maioria das suas partidas. Tem tudo para ir bem nesse Campeonato Brasileiro.
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| Foto: Acervo C11 |
→ Cícero: Se encaixou muito bem no meio campo, ofuscando na maioria das vezes o nosso camisa 10. Com gols e atuações convincentes, teve o mesmo (guardada as devidas proporções) poder de decisão de Neymar em partidas. Foi o vice artilheiro do Santos na competição, e na final, marcou um belo gol de voleio.
Casos para se repensar:
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| Foto: Santos F.C. |
→ Durval: Não fez um bom campeonato, e em jogos chave, fez lambança. No momento em que o futebol vive, não podemos viver de um zagueiro que só da chutões pra frente. Estou começando a achar que vive de titular por ser o personagem Durval, e não por ser o jogador.
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| Foto: Ricardo Saibum / Divulgação Santos F.C. |
→ Bruno Peres: Se forçar as jogadas pelo lado dele, sai 2, 3 gols. Péssimo na marcação, e costuma fazer algumas bobeiras quando a bola está em seu domínio. Infelizmente, não deu certo no Santos.
E a lição que fica é...
No mínimo, um padrão tático. Percebe-se que, quando um dos dois não joga (Neymar ou Cícero), o time não produz em campo. Fica à mercê do adversário, recuado, esperando alguma oportunidade que nem sempre é aproveitada. Contra o Corinthians foi assim, contra o Vélez (em 2012, na Libertadores) foi assim. O que adianta dar uma Ferrari na mão de quem só dirigiu fusca?





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